domingo, 20 de agosto de 2017

ADVOGADA É HUMILHADA POR JUIZ DURANTE JULGAMENTO POR CAUSA DA ROUPA QUE VESTIA

"Foi humilhante o que ele me fez passar na frente dos meus colegas". Advogada de 33 anos é humilhada por juiz durante julgamento. Magistrado disse que não daria prosseguimento à sessão enquanto ela estivesse vestindo uma "camiseta"



A advogada Pamela Helena de Oliveira Amaral, de 33 anos, contou que ficou “extremamente constrangida” após um desembargador ameaçar deixar uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho, em Goiânia, devido à roupa dela.



Um vídeo mostra quando o magistrado diz que ela está usando camiseta. No entanto, ela estava com um macacão longo (assista abaixo). Pâmela diz que vai denunciar o desembargador Eugênio Cesário na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A humilhação ocorreu em uma sessão no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No vídeo, o desembargador acusa Pâmela de infringir o decoro forense. Embora estivesse usando uma peça com alças, o magistrado insistia que não poderia prosseguir com o julgamento enquanto ela estivesse vestindo uma “camiseta”.

“Podem discordar, mas nós temos um decoro forense a cumprir. Tem que estar à altura, na forma e na aparência, com o exercício dessa atividade e a senhora vem fazer sustentação oral de camiseta?”, disse ele na ocasião.

Cesário chegou a deixar a sala de julgamentos e só voltou depois que outra advogada emprestou um terno para que Pâmela pudesse vestir. “Eu fiquei estarrecida, sem entender. Não assimilei até agora”, afirmou a advogada.

“Foi humilhante, vergonhoso e constrangedor o que ele me fez passar na frente dos meus colegas. A sala estava cheia de estudantes e advogados.”

Apesar da humilhação, Pâmela preferiu seguir adiante. “Pensei que meu compromisso era com o meu cliente e, diante da postura de outros dois desembargadores que não viram problema com minha roupa, eu prossegui com a sustentação oral, depois de pegar emprestado um blazer com uma colega advogada que nem me conhecia”, conta. “Precisou que uma desembargadora convencesse o doutor Eugênio a voltar para ouvir minha sustentação oral.”

Autor do vídeo, o advogado Lucas Jabur Chaves afirmou que começou a gravar assim que o juiz “começou a falar da vestimenta dela. Todos acharam estranho e foram solidários, tentando resolver o constrangimento de uma forma diplomática”.

Diante da polêmica, o desembargador emitiu uma nota oficial. “Deveria este julgador ter se omitido, ter sido avestruz, ter oferecido essa pequena cota de contribuição para a esculhambação geral em que está se transformando o estado brasileiro, tudo em nome do populismo barato e irresponsável? Era para ter deixado a doutora participar do julgamento de camiseta?”, questionou.

A advogada pretende agora representar contra o desembargador na OAB. “Eu vou fazer uma representação formal para chegar à Corregedoria do tribunal.” Para ela, o juiz está “totalmente parado no tempo. Nem me refiro à Justiça; não vamos generalizar, mas ele está. Está se apegando a uma bobagem”.

Pâmela não pretende mudar seu jeito de se vestir a menos que a OAB lhe ordene. “Vou representá-lo porque espero que não aconteça com outros ou com outras o mesmo que ocorreu comigo. Eu não vou mudar minhas roupas por causa dele.”
Nota de repúdio

a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) publicou duas notas de repúdio no site do órgão. A instituição considerou que “por conta de um julgamento pessoal e desarrazoado, o magistrado inviabilizou que a advogada fizesse uso da Tribuna para a defesa dos interesses de seu constituinte”.

Além disso, explica que compete apenas à OAB determinar critérios para o traje dos advogados no exercício profissional.

A Comissão da Mulher Advogada também repudiou o ato do magistrado, inclusive pelo “tom autoritário proferido” e que está requerendo providências à direção da OAB para apurar os fatos e tomar as medidas por justiça e coação de novos casos similares.

VÍDEO:

AS DUAS IMAGENS QUE RESUMEM O ' DORIA vs LULA ' NO NORDESTE

Lula e Doria no Nordeste: um teve dia de craque, o outro, de várzea. Duas imagens deste 18 de agosto de 2017 mostram não apenas dois políticos, mas dois Brasis



Joaquim de Carvalho, DCM

Duas imagens deste 18 de agosto de 2017 mostram não apenas dois políticos, mas dois Brasis.

No mesmo dia em que Doria perde o seu quarto secretário em oito meses — Gilbeto Natalini, do Verde, deixou o cargo supostamente por não ceder a construtoras –, ele foi a Fortaleza, Ceará, falar sobre gestão.

O que um prefeito que perdeu seu quarto secretário em oito meses têm a ensinar sobre gestão? Rodízio muito grande na equipe de primeira escalão revela que ou líder escolheu mal sua equipe, ou a convivência com ele é insuportável.

Sejam por um ou outro motivo, as trocas constantes no secretariado de Doria mostram que ele pode ser qualquer coisa, menos um gestor eficiente.

Já a outra imagem é a de Lula cercado por gente na sua chegada ao Recôncavo Baiano, onde, durante o governo do petista, foi inaugurada uma universidade.

Em uma, há um mar de gente.

Na outra imagem, mesas com pessoas convidadas pelo Lide, a organização criada por Doria para defender interesses dos empresários durante o governo de Lula — o nome disso se chama lobby — , a grande obra da vida do prefeito.

Os dois discursaram e deram entrevista.

Frases de um e de outro mostram o tamanho de cada um como político.

Lula disse que Doria o ataca porque ele, Lula, está na frente da pesquisa e usou uma metáfora futebolística: quem enfrentar o Barcelona vai tentar conter o Messi, não o Mascherano. Faz sentido, qualquer pessoa entende.

Doria respondeu de uma forma que qualquer um entende também, mas foi com canelada: “além de sem vergonha, preguiçoso, mentiroso e covarde, você é inexpressível (sic)”, disse.

Doria tentou entrar na metáfora futebolística: disse que, se Lula é Messi, ele é Neymar, que é negro e defende a seleção argentina. Não convenceu.

Na plateia de Doria, as imagens não mostram negros.

Já Lula foi a uma universidades onde negros, muitos africanos, receberam diploma universitário, muitos deles pioneiros na família com ensino superior.

Doria se comportou no Ceará como sempre: um homem mimado, que, contrariado, baixa o nível.

Já Lula, cuja alfabetização Doria colocou em dúvida, ao dizer que talvez ele não soubesse ler, teve um dia de estadista: ele foi o patrono da 2a. turna do Bacharelado em Humanidades, do Campus dos Malês da Universidade da Integração Nacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em São Francisco do Conde, entidade criada em seu governo.

Doria, que quer ser o candidato da direita para enfrentar Lula, terá de aprender muito chegar à primeira divisão da política. Nesta sexta-feira, seu comportamento foi de várzea.

LIVRO SOBRE 'ESCRAVOS LIVRES' CONTA UMA HISTÓRIA FOI VARRIDA PARA BAIXO DO TAPETE


Livro sobre ‘escravos livres’ é tão forte que obriga a olhar para o presente. Material conta uma história que foi varrida para baixo do tapete no século 19, e, de certa forma, continua lá até hoje 

 

Está nas livrarias “Africanos Livres: A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil”, de Beatriz Mamigonian, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. É um grande livro e conta uma história que, em muitos aspectos, foi varrida para baixo do tapete no século 19. De certa forma, continua lá até hoje.

Em 1831, o governo pôs em vigor uma lei pela qual ficavam livres “todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil”. 


Nessa época, o país deveria ter pouco mais de 4 milhões de habitantes. No máximo, 1,5 milhão deles seriam negros escravizados. Se a lei de 1831 tivesse sido cumprida, a história do Brasil teria sido outra. 


Entre 1830 e 1856, entraram ilegalmente no país 800 mil novos escravos. O Segundo Império, com seus barões, o café e uma corte que fingia ser europeia, tinha um pé no contrabando de negros. Escravidão e contrabando, os males do Brasil foram. 


Nas palavras da professora: “Nenhuma análise da construção do Estado nacional brasileiro e de sua ordem jurídica pode mais desconsiderar a extensão e a gravidade da ilegalidade associada ao tráfico de escravos.” 


O Estado brasileiro fingia que não via os barcos que traziam negros e sua burocracia cuidava de tirar das ruas a população “sempre perigosa” dos 11 mil “pretos livres” que haviam conseguido a proteção da lei de 1831. 


Seguindo os costumes do mundo, eles não eram simplesmente libertados e, no Brasil, deviam cumprir 14 anos de aprendizado e serviços. Esse prazo era estourado e, às vezes falsificava-se a morte do “negro livre”, re-escravizando-o com outra identidade. Os escravos de Mamigonian têm nome e endereço. Salomão Valentim morava na rua do Sabão, Serafina Cabinda, no beco do Mosqueiro. 


Os negros eram entregues a “concessionários” que pagavam à Coroa módicas quantias e os usavam como empregados domésticos, podendo alugá-los. Um mês de aluguel quitava o débito anual do concessionário. Em alguns casos o negro era concedido a empreiteiros de obras públicas. Naquela época o grande empreiteiro baiano era o comendador Barros Reis. 


A concessão de negros destinava-se a gente de “reconhecida probidade e inteireza”. O marquês de Paraná, grande articulador da política de conciliação, ganhou 26 e mandou-os para sua fazenda de café. O marquês (depois, duque) de Caxias teve 22. O visconde de Sepetiba ganhou um lote e anos depois sua filha ajudou Carolina Conga a fugir em busca da emancipação. Ela tinha 22 anos de serviços. (Também eram atendidos jornalistas, como Justiniano José da Rocha.) A concessão de um negro podia azeitar um voto na Câmara. 


Um século depois do fim do tráfico, Fernando Henrique Cardoso, um presidente que informava ter “um pé na cozinha”, passava feriadões na Marambaia, nas terras que haviam sido do poderoso fazendeiro Joaquim de Souza Breves. Depois do fim (legal) do tráfico, ele tinha ali um viveiro de escravos contrabandeados. 


Lendo Mamagonian convive-se com o deputado Tavares Bastos defendendo os negros, com o Visconde do Uruguai protegendo a burocracia, e o jurista Teixeira de Freitas advogando para contrabandistas. Quando se passa por Carolina Conga, Salomão Valentim e Serafina Cabinda, veem-se ao fundo as sombras do juiz Sergio Moro, de Michel Temer, e dos ministros Moreira Franco e Gilmar Mendes. 


Folhapress

COCA-COLA OFERECE R$ 3 MILHÕES PARA QUEM RESOLVER SEU MAIOR PROBLEMA

Coca-Cola dará R$ 3 milhões para quem resolver seu maior problema. Até janeiro, marca recebe propostas de pessoas que toparem o desafio milionário


Quer ganhar um milhão de dólares (cerca de R$ 3,15 milhões de reais)? Basta ajudar a Coca-Cola a resolver um de seus maiores problemas: o açúcar.

A The Coca-Cola Company abriu um concurso mundial na semana passada convocando cientistas e curiosos de todo o mundo a achar algo que a empresa ainda não achou: um substituto definitivo para o açúcar.

A empresa busca um adoçante natural, seguro, de baixo teor calórico ou nulo e que tenha a mesma sensação de doce do açúcar de cana quando misturado às bebidas e comidas.

A preocupação da empresa pode ser com a saúde de seus consumidores, mas também é temor com sua própria saúde financeira.

Estudos mostram que, nos EUA, pessoas hoje consomem 19% menos refrigerante que 15 anos atrás. O consumo da bebida foi cortado justamente pelas altas taxas de açúcar. A tendência é o consumo continuar a cair.

A ideia, portanto, é correr contra o tempo para achar um substituto tão bom que aposente de vez a sacarose a partir da cana-de-açúcar.

Alguns especialistas já manifestaram ressalvas. O valor de um milhão parece bem baixo para a solução de um negócio bilionário.
Regras

No site do concurso “The Coca-Cola Company Sweetener Challenge”, a empresa avisa que a solução não pode envolver a planta estévia (a empresa já usa o adoçante na fórmula de sua versão Life, a “Coca verde”) ou a planta asiática Lo Han Guo (conhecida como Fruta-dos-Monges).

A solução também não pode envolver plantas de espécies protegidas ou substâncias que já têm restrições em algum país.

O site do desafio avisa que faltam 154 dias para o encerramento das propostas: até 18 de janeiro de 2018.

Em 21 de fevereiro, a marca vai anunciar os dez semifinalistas. Em 11 de abril, os três finalistas. Finalmente, em três de outubro de 2018, o grande vencedor.

ExameCoca-Cola oferece R$ 3 milhões para quem resolver seu maior problema
Coca-Cola dará R$ 3 milhões para quem resolver seu maior problema. Até janeiro, marca recebe propostas de pessoas que toparem o desafio milionário



Quer ganhar um milhão de dólares (cerca de R$ 3,15 milhões de reais)? Basta ajudar a Coca-Cola a resolver um de seus maiores problemas: o açúcar.

A The Coca-Cola Company abriu um concurso mundial na semana passada convocando cientistas e curiosos de todo o mundo a achar algo que a empresa ainda não achou: um substituto definitivo para o açúcar.

A empresa busca um adoçante natural, seguro, de baixo teor calórico ou nulo e que tenha a mesma sensação de doce do açúcar de cana quando misturado às bebidas e comidas.

A preocupação da empresa pode ser com a saúde de seus consumidores, mas também é temor com sua própria saúde financeira.

Estudos mostram que, nos EUA, pessoas hoje consomem 19% menos refrigerante que 15 anos atrás. O consumo da bebida foi cortado justamente pelas altas taxas de açúcar. A tendência é o consumo continuar a cair.

A ideia, portanto, é correr contra o tempo para achar um substituto tão bom que aposente de vez a sacarose a partir da cana-de-açúcar.

Alguns especialistas já manifestaram ressalvas. O valor de um milhão parece bem baixo para a solução de um negócio bilionário.

Regras

No site do concurso “The Coca-Cola Company Sweetener Challenge”, a empresa avisa que a solução não pode envolver a planta estévia (a empresa já usa o adoçante na fórmula de sua versão Life, a “Coca verde”) ou a planta asiática Lo Han Guo (conhecida como Fruta-dos-Monges).

A solução também não pode envolver plantas de espécies protegidas ou substâncias que já têm restrições em algum país.

O site do desafio avisa que faltam 154 dias para o encerramento das propostas: até 18 de janeiro de 2018.

Em 21 de fevereiro, a marca vai anunciar os dez semifinalistas. Em 11 de abril, os três finalistas. Finalmente, em três de outubro de 2018, o grande vencedor.

Exame

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

JUSTIÇA ABSOLVE PATROA QUE ESCRAVIZOU MENINA DE 11 ANOS

Criança indígena de 11 anos trabalhava como doméstica. MPF viu trabalho escravo, mas TRF1 derrubou denúncia. A patroa, que é pastora evangélica, obrigava a menina a distribuir panfletos religiosos, mesmo quando estava doente

Alceu Luís Castilho, Outras Palvras

Em 2012, MPF relatou que menina Xavante era obrigada a distribuir panfletos religiosos, inclusive doente; cinco anos depois, juízes do TRF1 não viram “submissão total”

Era uma pastora evangélica. A responsável por impor trabalhos domésticos a uma criança indígena de 11 anos – da etnia Xavante – também a obrigava a entregar panfletos religiosos, mesmo doente, nas ruas de Goiânia. O observatório divulgou na quarta-feira (09/08) a notícia da absolvição, após denúncia do Ministério Público Federal por trabalho escravo: “Criança indígena de 11 anos trabalhava em Goiânia como doméstica; patroa foi absolvida”.

Os juízes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região consideraram que os trabalhos da Xavante eram “próprios à manutenção de limpeza e ordem de uma casa”. Que a criança não se encontrava em situação “de total sujeição a atividades degradantes e humilhantes”. E que não é possível afirmar “que os castigos impostos tenham sido fatores de submissão total”.

A imprensa brasileira ainda não repercutiu a decisão do TRF1. Em 2012, porém, divulgou a noticia sobre a denúncia do MPF, que traz mais detalhes sobre o caso. O procurador Daniel de Resende Salgado informou, na época, que os trabalhos da criança foram feitos – também à noite e aos fins de semana – entre maio de 2009 e novembro de 2010. Confira: “Pastora evangélica é denunciada por escravizar criança indígena, em GO”.

Ele contou que a criança era obrigada a trabalhar várias horas por dia. Entre as atividades, relatou o G1 em 2012, “limpar banheiros, o chão, lavar e passar roupas, lavar louças e cozinhar, utilizando instrumentos perigosos para sua idade, como ferro de passar roupa e materiais cortantes na cozinha”.

Ainda segundo o portal, “consta no processo que a menina sofria ameaças de castigos corporais, não recebia remuneração pelos serviços prestados e era obrigada a entregar panfletos da igreja, à noite, nas ruas e praças da cidade, inclusive em períodos em que esteve doente”.

Segundo a repórter do G1, a menina Xavante era de Barra do Garças (MT). A pastora se ofereceu para “dar educação” à criança.

O Correio Braziliense completa, com base nos autos: “A pastora não autorizou, durante o período, momentos de descanso ou de lazer, não a remunerava pelos serviços prestados e, com o propósito de humilhá-la, chamava-a, pejorativamente, de mucama”.

Em 2011 a menina retornou ao Mato Grosso. Não há notícias dela ou da família. Não foi divulgado o nome da pastora, nem em 2012 nem em 2017.

JUIZ PROÍBE DOAÇÃO DE R$ 500 MIL A LULA E HERDEIRA DIZ QUE VAI DOBRAR VALOR

"Decidi dobrar", diz herdeira após juiz proibir doação de R$ 500 mil a Lula. "Decisão do juiz de me impedir de doar a Lula confirma a tese de perseguição ao presidente. Será que vão impedir as empresas de doarem a João Doria?"

Jornal GGN

Roberta Luchsinger, herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse, decidiu dobrar a doação de R$ 500 mil que ofereceu ao ex-presidente Lula após um juiz determinar que ela está impedida de “qualquer ato de disposição graciosa de bens” antes de quitar um crédito de R$ 62 mil questionado na Justiça.

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, o magistrado só decidiu cobrar a dívida de Roberta após a imprensa publicar que ela pretende fazer a doação a Lula como uma resposta ao bloqueio dos bens do petista ordenada pelo juiz Sergio Moro.

“Na decisão, o juiz Felipe Albertini Nani Viaro, da 26ª Vara Cível, afirmou que, ‘tendo em conta as declarações públicas’ de Luchsinger, que disse à Folha que faria a doação ao petista, ele deferia o pedido de execução imediata da dívida. Determinou ainda que ela deve ‘abster-se de qualquer ato de disposição graciosa dos bens’ até que salde o débito“, publicou Bergamo nesta quinta (17).

Roberta usou as redes sociais para responder ao juiz paulista. Disse que a decisão do magistrado era uma “perseguição” e anunciou que irá dobrar a doação a Lula. “Depois de quererem bloquear a doação ao Lula, eu decidi dobrar“, anunciou, pelo Twitter.

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Roberta Luchsinger @Ro_Luchsinger


Depois de quererem bloquear a doação ao Lula, eu decidi dobrar.
10:29 - 17 de ago de 2017
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No Facebook, ela ainda sugeriu que a Justiça paulista se ocupasse das doações de empresários recebidas por João Doria (PSDB) em função do cargo que ocupa na prefeitura de São Paulo. Ontem, a Folha denunciou um possível esquema de fraude em licitação para favorecer as empresas que ajudaram a gestão do tucano.

“Acho que a partir de agora, baseado na decisão do juiz que quer me impedir de doar para o Lula, confirmando assim a perseguição contra o presidente, deveria ser proibida qualquer doação a seja quem fosse. A começar pelas empresas que doam ao Doria por exemplo, será q estão todas ok? Será que esse juiz não gostaria de pegar e fazer essa análise ?!! Juristas de plantão , o que pode ser feito? Se não pode pra um , não pode pra outro….”, postou Roberta.

Sobre a dívida de R$ 62 mil, “Roberta diz que pagou por um serviço terceirizado e que está sendo cobrada novamente. ‘Inclusive eu movo ação contra a empresa que me processa’, afirma. O advogado dela, Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, diz que a cliente encomendou móveis que ficaram ‘muito mal feitos’ e ainda assim saldou parte do serviço“, acrescentou Bergamo.

ASSOCIAÇÃO DOS JORNAIS DE BAIRROS DO PARANÁ SE REÚNE PARA TRAÇAR META

AJORB-PR



Foi realizada ontem no bar e restaurante Ball Bull, na avenida Água Verde em Curitiba, reunião da Ajorb-Pr, Associação dos Jornais de Bairros do Paraná para traçar metas a curto e longo prazo.

O presidente da Ajorb-Pr, Adilson da Costa Moreira, falou que os “28 jornais de bairros que integram a Associação estão dispostos a organizar importantes eventos nas próximas semanas para divulgar a Associação que hoje representa a maior parte da mídia impressa em Curitiba”.

Entre os projetos aprovados pelos diretores de jornais de bairros presentes estão a realização de um grande evento com jornais de bairros e agências de publicidade no Parque Barigui; disparos de mensagens para divulgar os sites dos jornais de bairros integrantes da Associação através de um robô de empresa de tecnologia parceira; produção de um mídia kit para diversas plataformas tecnológicas, entre outras”.

Segundo o conselheiro da Associação, José Gil de Almeida, “Curitiba é a capital dos jornais de bairros do país. São mais de 40 jornais de bairros atuando na maioria dos bairros, ocupando uma importante lacuna deixada por grandes jornais nos últimos anos”.

Participaram da Assembleia diretores dos seguintes veículos de comunicação: Jornal do Juvevê, Gazeta do Santa Cândida, Jornal Água Verde, Jornal da Cidade Industrial de Curitiba, Folha do Batel, Jornal do Rebouças, Gazeta do Abranches, jornal Realidade Notícias de Santa Felicidade, Tribuna do Boqueirão, Jornal do Parolim, Jornal da Barreirinha, jornal Atos e Fotos e Gazeta do Bairro.

Os jornais de bairros resistem porque são as vozes das comunidades

Os jornais de bairros seguem na contramão da mídia tradicional, mas superam, com heroísmo, a dura batalha na conquista dos leitores e do mercado editorial.

Em Curitiba, nas últimas decadas, tivemos três tentativas de acabar com os jornais de bairros, seguindo o exemplo de um grande jornal no Rio de Janeiro que criou jornais de bairros, derrubou preços e fez com que diversos jornais de bairros fechassem as portas. 

Em Curitiba aconteceu o contrário: um grande jornal que existia até algum tempo atrás montou jornais de bairros, embora sustentado por um único anúncio de um órgão público. A tentativa fracassou e os jornais de bairros se foltaleceram e se uniram, se profissionalizaram e houve uma sensível melhora na qualidade e conteúdo da maioria dos jornais de bairros de Curitiba.

Os grandes jornais estão em queda livre no mercado editorial brasileiro e internacional. A crise econômica que assola o país nos últimos anos atingiu em cheio os grandes jornais, cujos custos com funcionalismo são estratosféricos. Não por acaso a maioria dos grandes jornais do país pertencem a famílias milionárias, influentes.

Nos EUA, o grande termômetro da imprensa comunitária é o bairro do Harlem, em Nova Iorque, onde os jornais de bairros dominam a imprensa regional com muita rebeldia e coragem.

Na conservadora Inglaterra o fenômeno se repete: grandes jornais fecham as portas e os jornais de bairros crescem diariamente.

Vários são os motivos dessa realidade. Os jornais de bairros tem custo baixíssimo em relação aos grandes jornais: trabalham com reduzido número de pessoal, terceirizam a impressão e a distribuição. Os jornais de bairros são entregues gratuitamente nas residências e estabelecimentos comerciais dos bairros, sendo lidos por milhares de pessoas.

Mas o maior segredo dos jornais de bairros que atingiram o sucesso é a estreita ligação com a comunidade onde estão inseridos. No passado os bairros não tinham voz nos grandes jornais, mas a partir dos jornais de bairros os grandes jornais voltaram os olhos para o que acontecia nos bairros, mas já era tarde. 

Os jornais de bairros já haviam consolidado posição e os moradores compreendiam o papel da imprensa comunitária, a força de um jornal que defende os interesses do bairro e dos moradores. E através das plataformas digitais, os jornais de bairros passaram a utilizar a internet como ferramenta de fortalecimento de suas atividades.

Parabéns a todos aqueles que fazem jornais de bairros em nossa capital. É uma luta de guerrilha, e vocês estão vencendo. A imprensa comunitária é imbatível.

O QUE SE SABE ATÉ AGORA SOBRE O ATENTADO EM BARCELONA

Uma Van foi lançada contra multidão de pedestres em um dos principais pontos turísticos de Barcelona. 13 mortos e 80 feridos foram confirmados. Autoridades tratam o incidente como um "atentado terrorista" e um suspeito foi morto e outro detido. Testemunhas relataram as cenas de caos



Uma van foi lançada por um motorista contra uma multidão de pedestres na avenida Las Ramblas, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade de Barcelona, na Espanha, na tarde desta quinta-feira (17).

O número de vítimas fatais, até o início da noite no horário local, subiu para 13, segundo a polícia catalã. Há também ao menos 80 feridos.

As autoridades tratam o incidente como um “atentado terrorista”.

O suspeito de ter alugado a van teve sua foto divulgada pela polícia. Ele foi identificado como Driss Oukabir, homem de 20 e poucos anos nascido no Marrocos, segundo a imprensa espanhola.

Testemunhas afirmaram que o motorista da van estava deliberadamente dirigindo a van em direção às pessoas no calçadão de 1,2 km.

Suspeita-se que ele tenha fugido a pé do local.

Também segundo a imprensa espanhola, um suspeito de envolvimento com o caso foi morto em um tiroteio com a polícia nos arredores de Barcelona. Sua identidade não foi confirmada até o momento.

Por volta das 20h (horário local; 15h em Brasília), a polícia afirmou ter detido um suspeito de conexão com o ataque.

Vários veículos de comunicação espanhóis afirmaram que um ou dois homens armados haviam se entrincheirado em um bar na área onde o episódio aconteceu, mas a polícia desmentiu esse boato.

Diversas testemunhas relataram as cenas de caos em Las Ramblas.

Steven Turner, que trabalha na região, afirmou ter visto três a quatro pessoas caídas no chão.

“Há muitas ambulâncias e policiais armados com rifles por aqui agora”, relatou Turner.

Serviços de emergência estão mobilizados para atender a ocorrência e orientaram moradores e turistas para que fiquem longe da área ao redor da Praça da Catalunha. O som de sirenes de ambulância podem ser ouvidos mesmo a quilômetros de distância.

Pessoas estão usando lojas e cafés para se proteger. A agência Reuters afirmou que autoridades pediram o fechamento de estações de trem e metrô.

Marc Esparcia, estudante de 20 anos que vive na cidade e estava próximo ao local, afirmou à BBC: “Houve um barulho forte e todo mundo correu para se proteger. Havia muitas pessoas, muitas famílias, esse é um dos locais mais visitados de Barcelona”.

“Acho que muitas pessoas foram atingidas. Foi horrível, houve pânico. Terrível”, afirmou o estudante, que está abrigado em uma loja Starbucks nas redondezas.

Detalhes sobre o incidente ainda não estão claros, mas veículos têm sido usados para atropelar multidões em uma série de episódios violentos na Europa desde julho de 2016.

O americano Tom Markwell, que havia acabado de descer do táxi em Las Ramblas, disse ter ouvido a multidão gritar “como se tivesse visto uma estrela de cinema”.

“Eu vi a van, já com o capô batido. Ela estava ziguezagueando, tentando atingir as pessoas o mais rápido que conseguisse. Havia pessoas no chão.”

O premiê espanhol, Mariano Rajoy, afirmou pelo Twitter que “os terroristas nunca derrotarão um povo unido que ama a liberdade frente à barbárie. Toda a Espanha está com as vítimas e (suas) famílias”.

BBC

PREFEITURA LEILOA R$ 10 MILHÕES EM CERTIFICADOS DE POTENCIAL DA LINHA VERDE

Linha Verde: obras ao longo de 3,4 quilômetros de extensão no trecho norte (foto: Daniel Castellano / SMCS)


A Prefeitura de Curitiba levará a leilão no dia 20 de setembro, pela B3 S.A. (Brasil Bolsa e Balcão) - antiga BM&F Bovespa -, 30 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac), como parte da Operação Urbana Consorciada Linha Verde (OUC-LV). O teto de arrecadação deste leilão é de R$ 10 milhões (considerando o valor de R$ 336,00 por Cepac). Os recursos captados com a venda serão aplicados em obras da Linha Verde.

O leilão será feito pelo sistema eletrônico de negociação no mercado de balcão, sob a coordenação do BB – Banco de Investimento S.A., em operação autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Este será o segundo leilão da segunda distribuição pública de Certificados de Potencial Adicional de Construção da Linha Verde autorizada pela CVM. Desde o início da Operação Urbana Consorciada Linha Verde (OUC-LV), há cinco anos, foram realizados três leilões (2012, 2014, 2016) com arrecadação de R$ 37 milhões, com a venda de 168,2 mil Cepac.

A participação no leilão é aberta. Os interessados podem procurar o BB – Banco de Investimento S.A., instituição financeira que coordena a operação, ou as corretoras credenciadas. Com a aquisição do valor mobiliário, o investidor adquire o direito à Área Adicional de Construção (ACA) nos empreendimentos dentro da área de abrangência da OUC Linha Verde. Mais informações no www.curitiba.pr.gov.br/operacaourbana

Potencial adicional - Ao longo do eixo da Linha Verde, a Operação Urbana foi dividida em três setores (Norte, Central e Sul) com um potencial adicional de construção equivalente a 4,47 milhões de metros quadrados, compreendendo áreas para usos habitacionais, comércio e serviços.

A divisão da chamada Área Adicional de Construção (ACA) tem no setor Norte 1,28 milhão de metros quadrados disponíveis, dos quais 75% (960 mil m²) para empreendimentos residenciais e 25% (320 mil m²) para não residenciais (comércio e serviços).

No setor Central são 1,27 milhão de m², sendo 60% (765 mil m²) para residências e 40% (510 mil m²) para edificações não residenciais.

No setor Sul são 1,92 milhão de m² de Área Adicional de Construção, sendo 80% (1.535 mil metros quadrados) para habitações e 20% (385 mil m²) para empreendimentos comerciais.

Os três setores somam 4.475.000 metros quadrados de área adicional, sendo 73% (3,26 mil metros quadrados) para habitações e 27% (1,21 mil m²) para o comércio e serviços.

Obras - Neste momento, a Linha Verde está em obras no lote 3.1, ao longo de 3,4 quilômetros de extensão no trecho norte, desde o viaduto da Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã, até o Conjunto Solar, no Bacacheri.

Está sendo feita nova pavimentação e a retirada do canteiro central para a construção de uma canaleta para o transporte coletivo, por onde passará o Ligeirão. O investimento total nas obras nesta etapa é de R$ 51,2 milhões, com financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Outros R$ 27 milhões, com recursos da AFD e da venda de Cepac, estão sendo aplicados na construção da trincheira que vai integrar os bairros Bacacheri e Bairro Alto por baixo da rodovia ligando as ruas Amazonas de Souza Azevedo e Fulvio Alice.

A Operação Urbana Consorciada da Linha Verde foi criada pela Lei 13.909 de 19 de dezembro de 2011, que estabelece as diretrizes urbanísticas ao longo de 22 quilômetros do trecho urbano da BR 476, na ligação desde do Atuba, ao Norte, à região do Pinheirinho, no sul da cidade.

Linha Verde Norte - O trecho Norte da Linha Verde vai desde a região do Jardim Botânico ao Atuba, na divisa com Colombo, somando 10 km de extensão. Este trecho foi dividido nos seguintes lotes de obras: Lote 1, já finalizado, de 2,3 km de extensão, entre os bairros Jardim Botânico e Tarumã; Lote 2, obra do Viaduto da Victor Ferreira do Amaral (não iniciada); Lotes 3.1 e 3.2, que estão em obras desde a Victor Ferreira do Amaral à Rua Fagundes Varela (Conjunto Solar) e a trincheira sob a rodovia; e o Lote 4, da Fagundes Varela ao Atuba, que está em fase de aprovação de financiamento.

A Linha Verde Norte passa pelo Jardim Botânico, Jardim das Américas, Cajuru, Cristo Rei, Capão da Imbuia, Tarumã, Jardim Social, Bairro Alto, Bacacheri, Tingui e Atuba. Ao final das obras serão nove estações de transporte: Atuba, Solar, Fagundes Varela, Vila Olímpica, Tarumã, Jardim Botânico, Avenida das Torres, Universidade Federal do Paraná e Pontifícia Universidade Católica, formando um corredor metropolitano integrando a cidade de norte a sul.

Eixo Sul - O eixo Sul foi o primeiro a ser concluído, em 2009, ligando a região do Pinheirinho ao Jardim Botânico, num trecho de 9,4 km, passando pelos bairros Pinheirinho, Xaxim, Capão Raso, Fanny, Parolin, Novo Mundo, Hauer, Guabirotuba, Prado Velho e Jardim Botânico.

São seis as estações de transporte coletivo do trecho sul da Linha Verde em operação: Vila São Pedro, Xaxim, Santa Bernadethe, Fanny, Marechal Floriano, Avenida das Torres.

BEM PARANÁ

POLICIAIS VISITAM BEBÊ QUE AJUDARAM A SALVAR

(Foto: Soldado Adilson Voinaski Afonso)


O pequeno Enzo conheceu os heróis que ajudaram a salvá-lo após sofrer uma fratura no crânio, na última semana, enquanto estava com a avó. Os soldados Juliana Ribas de Araújo Correira e Felipe Nórcio, que deram o primeiro atendimento ao bebê de apenas dois meses, visitaram a família e a criança, que moram no bairro Santa Cândida, em Curitiba.

A situação aconteceu na tarde de quinta-feira (10) na região central de Curitiba, enquanto a equipe da Polícia Militar desencadeava a “Operação Sinergia”, a qual têm como foco o cidadão e a intensificação do policiamento em locais com maior aglomeração e circulação de pessoas e veículos.

De acordo com a soldado Juliana Ribas de Araújo Correia, que por quatro anos trabalhou no Hospital da Polícia Militar (HPM), um homem informou que uma senhora, carregando uma criança no colo, havia caído e o menino estava mole e branco após bater a cabeça no chão.

“Verifiquei se a criança tinha sangramento ou hemorragia e mantive o queixo elevado para facilitar a respiração. Encaminhamos o bebê até o Hospital Pequeno Príncipe aonde foi diagnosticado que ele havia sofrido uma fratura no crânio”, explica a soldado Juliana.

Para o soldado Felipe Nórcio, o momento foi de apreensão por ser uma criança tão pequena. “É uma situação que não é corriqueira na nossa atividade, porém estamos preparados para dar o atendimento adequado. É gratificante saber que pudemos ajudar a salvar uma vida, é um sentimento de orgulho e de dever cumprido”, desabafou.

Para a mãe de Enzo, Caroline Lins Sabóia, um minuto a mais que a equipe demorasse teria feito a diferença no salvamento da criança. “Foi muito difícil ver meu filho do chão naquele estado. Dói lembrar daquele dia, mas ao mesmo tempo fico feliz em saber que Deus colocou no nosso caminho estas pessoas”, disse.

O momento do reencontro com os policiais militares foi de muita emoção para todos, principalmente para mãe da criança que não conteve as lágrimas e agradeceu os soldados pela dedicação.

Informações PM e colaboração Louise Fiala
REDE MASSA

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O CARA QUE CRIOU AS REGRAS PARA CRIAÇÃO DE SENHAS ESTÁ ARREPENDIDO POR FAZER VOCÊ PERDER SEU TEMPO




Todos nós já fomos obrigados a fazer isso: criar uma senha com um mínimo de caracteres, números, símbolos e, talvez, uma letra maiúscula. Adivinha? O cara que inventou esses padrões há quase 15 anos agora admite que eles são basicamente inúteis. Ele também diz que sente muito.

O homem em questão é Bill Burr, ex-gerente do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). Em 2003, Burr elaborou um guia de oito páginas sobre como criar senhas seguras criativamente chamadas de “NIST Special Publication 800-63. Apêndice A”. Isso se tornou o documento que definiria, mais ou menos, a exigência de senha para tudo, desde contas de e-mail até páginas de login para o site do seu banco. Todas essas regras sobre o uso de letras maiúsculas e caracteres e números especiais – todas – existem por causa de Bill.

Leigo arrependido

O único problema é que ele não sabia muito sobre como as senhas funcionavam em 2003, quando escreveu o manual. Bill certamente não era um especialista em segurança. Agora, o burocrata aposentado de 72 anos quer se desculpar.

“Eu me arrependo de muito do que fiz”, disse recentemente ao The Wall Street Journal, admitindo que a maior parte de sua pesquisa sobre senhas provenha de um relatório branco da década de 1980, muito antes de a internet ser criada. “No final, a lista de diretrizes provavelmente era muito complicada e muitas pessoas não a compreendiam. A verdade é que ela estava batendo à porta errada”.

Bill não está equivocado. Uma simples matemática mostra que senhas mais curtas com caracteres variados são muito mais fáceis de serem descobertas do que uma longa série de palavras comuns, de fácil memorização. O clássico webcomic XKCD demonstra como quatro palavras simples criam uma frase secreta que um computador levaria 550 anos para adivinhar, enquanto uma série de caracteres aleatórios e sem sentido seria descoberta em não mais do que três dias.

É por isso que o último conjunto de diretrizes do NIST recomenda que as pessoas criem frases de senha longas ao invés de termos incompreensíveis como as que Bill acreditou serem seguras.

Um dentre vários

Inevitável pensar se Bill se sente não apenas arrependido, mas também um pouco envergonhado. No entanto, ele não é o único culpado pela tradição questionável. Há quinze anos, havia poucas pesquisas sobre senhas e segurança da informação, enquanto os pesquisadores agora podem aproveitar milhões de exemplos. Bill também não foi o único a apresentar algumas ideias lamentáveis na primeira fase da internet. Você se lembra dos pop-ads, o flagelo que pulula nos sites? Seu inventor está muito arrependido. E quanto à barra dupla, desnecessária e confusa, a abarrotar endereços na web? O criador dessa ideia (e da própria internet), Tim Berners-Lee, também se arrepende.

A tecnologia é muitas vezes um exercício de tentativa e erro. Se você tiver uma boa ideia, como Jeff Bezos ou Mark Zuckerberg, as recompensas podem ser muito positivas. Se fizer com que usuários da internet percam tempo com as suas criações, como fez Bill, você talvez se desculpe anos depois. Mas nós te perdoamos, Bill – ou, pelo menos, alguns de nós. [GizModo]


POR: CAROLINA GOETTEN

HypeScience

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ENGENHEIRO QUE PUBLICOU MANIFESTO CONTRA DIVERSIDADE É DEMITIDO DO GOOGLE

Google demite engenheiro sênior de software que causou polêmica nos últimos dias ao compartilhar um manifesto de 10 páginas contra a diversidade. Texto de James Damore havia se tornado viral


O Google demitiu nesta segunda-feira, (7/8), um engenheiro sênior de software que causou polêmica nos últimos dias ao compartilhar um manifesto de 10 páginas contra a diversidade. As informações são da Bloomberg.

O engenheiro em questão, James Damore, confirmou junto à Bloomberg a sua demissão, dizendo que foi dispensado pelo Google por “perpetuar estereótipos de gênero”.

No seu texto, que foi descoberto pelo Motherboard e tornou-se viral no final de semana, Damore afirma que os homens são mais predispostos biologicamente do que as mulheres para trabalhar no mercado de tecnologia e criticou as iniciativas do Google pró-diversidade.

Além disso, o engenheiro disse ser alvo de preconceito no Google por ter visões políticas conservadoras e alegou que a empresa deveria trocar as iniciativas pró-diversidade por ações que fortaleçam a “diversidade ideológica”.

Inicialmente, o Google se manifestou de maneira aparentemente tranquila sobre o caso, dizendo que as afirmações de Damore não representavam as opiniões e ações da empresa, que, junto com outras empresas do Vale do Silício, vem sendo cada vez mais cobradas pela desigualdade de gênero em termos de cargos e salários entre seus funcionários.

As críticas cada vez maiores contra o manifesto de Damore fizeram com que o CEO do Google, Sundar Pichai, se pronunciasse junto aos seus funcionários, em um e-mail intitulado “Our Words Matter” (“Nossas palavras importam”), em que afirma que o engenheiro violou o código de conduta da gigante de Montain View. “Sugerir que um grupo dos nossos colegas possui características que os torna menos adequados para esse trabalho é algo ofensivo e não é aceitável”, afirmou o executivo, segundo o Recode.

A mensagem de Pichai não cita explicitamente a demissão de Damore, mas o fato de ele ter violado o código de conduta da empresa, como o CEO deixa claro, pode ter sido o motivo para a sua dispensa pelo Google.

IDGNow

DISCURSO DA AUSTERIADE




Delmar Bertuol*, Pragmatismo Político

Desde a assunção dos novos governadores, em 2015, e agravada com a efetivação do golpe, em agosto do ano passado, há, em todas as esferas, um discurso de austeridade financeira. Os novos prefeitos também adotaram esse método de administração.

No Rio Grande do Sul, há certo consenso de que o Estado está em crise há mais de quarenta anos. No entanto, passados dezenas de governantes, foi coincidentemente com um governo de direita que atrasos nos pagamentos de servidores começaram a ocorrer.

Servidores, esses, que são indiretamente e nas entrelinhas culpabilizados pela dita crise econômica. Ao lutarem por seus direitos, são acusados de pertencerem a corporações, como se professores que não ganham mais do que três salários mínimos fossem tão poderosos quanto magistrados, cujo só o pornográfico auxílio-moradia já é maior do que a média salarial do magistério gaúcho.

Nem preciso dizer que a tal instabilidade financeira virou subterfúgio pra volta de uma das mais tradicionais bandeiras do não-partido PMDB: as privatizações. Os grupos que se opõem às vendas são acusados de fazê-lo por pura e exclusiva ideologia. A direita nunca é ideológica. Seus atos e vontades são puro e exclusivo pragmatismo e praticidade.

Em Porto Alegre, o novo Prefeito, Nelson Marchezan Júnior, está brigando na Justiça pelo doravante sagrado direito de atrasar os salários dos servidores – afinal, são eles os culpados pela crise.

Em Cachoeirinha, o Prefeito de lá, que ganha o maior salário da função no Estado, R$ 27.000,00, mexeu no plano de carreira dos servidores – pra piorá-lo, é claro. Porém, segundos estimativas dalgum secretário ou empresa de assessoria, que as crises são mensuradas por estudos, isso seria pouco pra melhorar os números. Resolveu, então, cortar parte da verba da merenda escolar até o final do ano. A fome dos alunos deve aguardar as finanças se equilibrarem.

Na esfera nacional, uma das primeiras medidas do Presidente-Réu foi congelar os gastos públicos por vinte anos – excetuam-se as emendas parlamentares em épocas de votação de aceitação de denúncia do MP contra o Presidente da República -. Nesse corte entram saúde, educação, segurança, salários dos servidores – chega a ser redundância dizer -, e verba pra merenda escolar, entre outros.

Definitivamente, a direita, que conseguiu novamente chegar ao poder no Brasil por via golpista no Governo Federal e pela democracia nas demais esferas – os motivos pra isso podem ser discutidos, mas inicia-se com o pensamento anti-PT – está se perdendo nas suas ações de cortar os investimentos e gastos com os mais pobres. Economizar dinheiro, sobretudo quando se trata do erário, é salutar e necessário.

Mas atrasar salários da parte mais baixa da folha, congelar investimentos básicos e deixar à fome estudantes não é reflexo da crise financeira. É falta de princípios e limites pra pôr em prática sua ideologia.

Os governos que aí estão deveriam ser mais austeros em seus discursos de austeridade financeira pura e simples.

*Delmar Bertuol é escritor, professor de história, membro da Academia Montenegrina de Letras e colaborou para Pragmatismo Político

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

SOCIALITE QUE CHAMOU LULA DE ''MARGINAL'' É PRESA SAINDO DO BRASIL COM MALA DE DÓLARES

Socialite que costumava defender a bandeira da 'ética' nas redes sociais e que chamou Lula de “marginal” é presa pela Polícia Federal ao tentar sair do Brasil com uma mala cheia de dólares



A Polícia Federal prendeu na tarde do último sábado (05) Isabel Christine de Mello Távora, proprietária da CVC Manaus.

Ela foi presa no momento que tentava embarcar para Miami com grande quantia em dólares no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na zona Oeste de Manaus.

A prisão foi efetuada por policiais da Polícia Federal

De acordo com os policiais que efetuaram a prisão da Isabel, os dólares foram encontrados dentro de uma mala.

Em depoimento a infratora confessou que iria levar o dinheiro para uma pessoa desconhecida, em Miami.

Nas redes sociais, Isabel militou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e costumava defender a bandeira da ‘ética’, ‘contra a corrupção’.

A socialite chegou a publicar uma foto ao lado de uma placa de sinalização insinuando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era “marginal”.
Condenação de Isabel na Operação ”Farol da Colina”

Isabel já foi presa em 2007 na Operação “Farol da Colina”, pela Polícia Federal, que desencadeou uma megaoperação em sete Estados brasileiros contra doleiros e pessoas ligadas a eles, acusados de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Na época, o Juiz Federal da 2ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, Márcio Coelho de Freitas, condenou Isabel Christine de Melo Távora a 6 (seis) anos de reclusão, em regime semiaberto e ao pagamento de 140 (cento e quarenta) dias-multa à razão diária de 5 (cinco) salários-mínimos, pela prática do delito descrito no art. 22, parágrafo único, da Lei 7.492/1986 e do art. 1º, caput, VI da Lei 9.613/1998 (fls. 253/262).

informações de Portal CM7