terça-feira, 17 de outubro de 2017

Sou professor, não herói




Delmar Bertuol*, Pragmatismo Político

É cômodo e oportuno o discurso político de valorização do magistério, afinal, quem discorda de que professores devem ganhar mais? O problema é justamente que os discursos nunca são colocados em prática.

Pra compensar a desvalorização financeira, os governos e até mesmo a sociedade elogiam a classe com hipérboles equivocadas. Fala-se em missão, em heroísmo, em dom, entre outros. Ora, não sou professor por dom. O sou porque estudei – e muito! – uma licenciatura. É claro que alguma simpatia prévia pela profissão eu senti, mas isso ocorre com qualquer outro profissional de qualquer ofício.

Acordo cedo todos os dias não pra cumprir uma missão, mas pra fazer o meu trabalho que, também como em qualquer outro emprego, tem suas peculiaridades e diários desafios, inclusive envolvendo outras pessoas muitas vezes jovens e/ou crianças.

Menos ainda sou um herói. Faltam-me os superpoderes. Além disso, heróis são anônimos, não recebem salários e arriscam as suas vidas pra salvar a sociedade. Professores, além de não ficarem pulando dum prédio a outro atrás de malfeitores, também não são anônimos – o que, inclusive, pode causar algumas situações de desrespeito às suas privacidades -. Aliás, eles respondem civil, administrativa e, se for o caso, mesmo criminalmente pelo o que falam e acontece em suas salas de aula.

Apesar de pouco, ao contrário do Batman, os professores recebem salários. Quando optei por cursar História, sim sabia da situação de desvalorização da profissão, como são cobrados muitas vezes professores que ousam reivindicar. Mas utopicamente acreditava – utopias não morrem, por isso, ainda acredito – que um dia a classe iria ser reconhecida financeiramente.

A alegação antiga – e ultrapassada! – dos governantes é sempre a mesma, faltam verbas públicas. Não! O que falta é vontade política. Coragem de quebrar o status quo há décadas estabelecido. Até porque, historicamente, o magistério é uma área dominada pelas mulheres, logo, é uma profissão que não precisa reconhecimento financeiro. “O marido sim é que precisa ganhar decentemente.” Aliás, tão cômodo como a defesa da valorização dos professores é esse batido discurso da austeridade fiscal. Ouvi um político governista defender que os professores deveriam ganhar como as carreiras da magistratura. Porém – sempre há um entretanto quando se fala disso -, não há dinheiro. Quem dera ganhássemos como os juízes. Só o valor do auxílio-moradia deles já é maior que o salário da maioria dos professores mesmo em final de carreira!

Aos professores, colegas, que tanto sofrem não só com baixos salários como, por último, com perseguições políticas, um feliz Dia do Professor.

Que não deixem morrerem suas utopias.

*Delmar Bertuol é escritor, professor de história da rede municipal e estadual e colaborou para Pragmatismo Político

"Michel Temer está destruindo a Lava Jato", diz procurador da operação

Procurador diz que Temer está destruindo a Lava Jato e a esperança que ela representa. “Afinal, não há mais oposição das ruas às tentativas de acabar com o pouco conquistado”, ressalta Carlos Fernando

Imagem: Pragmatismo Político

Joelma Pereira, Congresso em Foco

O procurador Carlos Fernando Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou, por meio de sua rede social do Facebook, que o governo do presidente Michel Temer está, “pouco a pouco”, destruindo a Lava Jato e a “esperança” que ela representa. O comentário do procurador foi realizado em referência ao pedido da Advocacia-Geral da República (AGU) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a decisão que autorizou prisão após condenação em segunda instância.

“Afinal, não há mais oposição das ruas às tentativas de acabar com o pouco conquistado”, ressalta Carlos Fernando, que, no texto, também diz que os políticos estão unidos em prol do financiamento da política com dinheiro dos cofres públicos. Para ele, a Operação Lava Jato nunca esteve “tão a perigo como agora”.

“Hoje a classe política está unida, mas não a favor da população, mas a favor da salvação de todos e, principalmente, da salvação de um modo de financiamento da política com o dinheiro desviado dos cofres públicos”, pondera.

Na última semana, a AGU encaminhou um parecer favorável à revisão da prisão em segunda instância ao Supremo. Nessa linha, o governo federal defende que só deve haver prisão depois de esgotados todos os recursos da defesa. Em novembro de 2016, o STF decidiu que um réu pode ser preso após condenação em segunda instância mesmo que ainda tenham recursos pendentes.

No entanto, duas ações tramitam no Supremo e pedem a suspensão da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O relator das ações é o ministro Marco Aurélio Mello, que além de pedir que a Presidência se manifestasse, também chamou a Câmara, o Senado e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para dar opinião sobre o tema.

O procurador é conhecido por suas fortes críticas ao atual sistema político. Em agosto, durante uma apresentação no 9º Seminário de Transparência e Controle, em Florianópolis, Lima ressaltou que as revelações da Lava Jato precisam resultar na punição dos reconhecidamente culpados para não cair em descrédito. “Precisamos de um Legislativo que não queira se anistiar de qualquer forma e de um Judiciário que não mude a jurisprudências de acordo com a cara do freguês”, declarou.

Essa não é a primeira vez que Carlos Fernando usa sua página pessoal no Facebook para fazer críticas às tentativas de ceifar a Lava Jato ou aos críticos da operação. Ainda em agosto, enredado troca de farpas via Facebook com Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de réus e demais investigados na Lava Jato, o procurador argumentou que na internet é um cidadão e que pode manifestar suas opiniões políticas. “Ainda mais nos dias de hoje, em que nossa política é criminosa”, disparou.

CANÇÃO QUE MUDOU OS RUMOS DA MÚSICA BRASILEIRA COMPLETA 50 ANOS

"Não existia na música brasileira nada parecido, no vasto cancioneiro brasileiro, não existia algo como Travessia. Não era bossa-nova, não era samba-canção, era uma canção super original, sem precedentes, de um cara chamado Milton Nascimento"



Norma Odara, Brasil de Fato


“Não existia na música brasileira nada parecido, no vasto cancioneiro brasileiro, não existia algo como Travessia. Não era bossa-nova, não era samba-canção, era uma canção super original, sem precedentes, de um cara chamado Milton Nascimento.”, relembra o compositor e músico Lô Borges sobre a canção que mudou a carreira de Bituca, como é conhecido Milton, e o cenário da música brasileira.

Em 2017, a canção completa 50 anos e o Brasil de Fato te convida para um passeio entre os caminhos de pedra de Milton, que resultaram na canção.

Era 1967, Maracanãzinho lotado no Rio de Janeiro, quando a música conquistou o segundo lugar no Festival Internacional da Canção, exibido pela TV Globo, com abertura do maestro Erlon Chaves, acompanhada por um coro de 25 mil espectadores.

Depois disso, Milton passou de um simples compositor a uma das grandes vozes da música popular brasileira. Lô Borges lembra a euforia de ver o amigo se apresentando nas emissoras:

“Pô olha lá o Bituca e não sei o que. Eu lembro dele na televisão, cantando travessia, a família inteira reunida, igual fosse um jogo de futebol“, recorda.

A letra da música foi composta pelo jornalista mineiro Fernando Brant, com melodia e voz do Bituca. Além do marco na carreira de Milton Nascimento, Travessia foi a primeira das mais de 150 canções que eles viriam fazer juntos.

Da parceria, outras relíquias como o álbum Clube da Esquina nasceram. Lô Borges conta como foi a criação da música que deu nome ao disco.

“Sempre que ele voltava pra Belo Horizonte, ele perguntava: “cadê o Lô?”. E minha mãe falava: “o Lô tá la na esquina, num lugar que eles chamam de Clube da Esquina. O Lô fica o dia inteiro tocando violão lá”. Então, ele chegou na esquina, me chamou e fomos pra dentro da casa da minha mãe, eu estava começando a compor a melodia, os acordes, a harmonia, de uma música que a gente batizou de Clube da Esquina, para homenagear aquela esquina, que eu ficava tocando violão ali, com meus amigos de bairro. Aí nós fomos pra dentro da casa da minha mãe, eu fiquei tocando a música, ele pegou o violão dele e aí ficamos dois violões e ele foi lindamente começando a fazer a melodia da música que se tornou o Clube da Esquina“, conta.

Com a música Travessia também foi assim, bastou Bituca pegar o violão para a melodia nascer. Inspiração divina, segundo Lô Borges.

“Várias canções geniais, o cara inspirado, iluminado por Deus, que pega um violão e começa a criar coisas geniais. É inspiração, pegar o violão e começar a harmonia, melodia, vem tudo junto. É uma inspiração divina, que ele traz com ele desde garoto, desde que ele começou a compor, até antes dele compor, ele já era um cara genial“, diz.

A música Travessia é parte do primeiro álbum de Bituca, lançado em 1967. Cinco décadas depois, a canção ainda carrega a mesma vivacidade que só Milton Nascimento poderia criar.

Confira a letra:

Quando você foi embora

Fez-se noite em meu viver

Forte eu sou mas não tem jeito

Hoje eu tenho que chorar

Minha casa não é minha

E nem é meu este lugar

Estou só e não resisto

Muito tenho pra falar

Solto a voz nas estradas

Já não quero parar

Meu caminho é de pedra

Como posso sonhar

Sonho feito de brisa

Vento vem terminar

Vou fechar o meu pranto

Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida

Me esquecendo de você

Eu não quero mais a morte

Tenho muito que viver

Vou querer amar de novo

E se não der não vou sofrer

Já não sonho, hoje faço

Com meu braço o meu viver

Solto a voz nas estradas

Já não quero parar

Meu caminho é de pedra

Como posso sonhar

Sonho feito de brisa

Vento vem terminar

Vou fechar o meu pranto

Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida

Me esquecendo de você

Eu não quero mais a morte

Tenho muito que viver

Vou querer amar de novo

E se não der não vou sofrer

Já não sonho, hoje faço

Com meu braço o meu viver

Outubro Rosa – MPPR destaca direitos garantidos para prevenção e tratamento do câncer de mama


“Não tinha histórico familiar. Estava com 39 anos, tinha acabado de ganhar minha terceira filha, que amamentei por dez meses. Meu perfil não indicava, mas fui diagnosticada com câncer.” O relato é da servidora Roselene Sonda, assistente social do Ministério Público do Paraná. 


Hoje com 52 anos, Lena, como é conhecida na instituição, teve dois episódios de câncer de mama, em 2004 e 2008. Enfrentou duas vezes o tratamento e segue livre da doença. Como ela, só para este ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê que perto de 58 mil mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama no país.

O mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital do Câncer III, do Inca, referência nacional de tratamento, conta que a maior parte desses novos casos, algo em torno de 40 mil, se concentra nas regiões Sul e Sudeste do país e apenas 1% dos pacientes são homens. “Apesar de ser o câncer mais frequente nas mulheres no Brasil e no mundo, ainda existe um tabu em relação a doença em boa parte da nossa população”, diz. Nesse sentido, o médico destaca a importância de campanhas de conscientização, como a iniciativa Outubro Rosa, apoiada pelo Inca. “O maior objetivo dessas ações, na minha opinião, seria retirar o medo do câncer de mama e mostrar às pessoas que receber este diagnóstico não é uma sentença de morte”, afirma. 

De acordo com Bello, o bom atendimento nas unidades de atenção básica é fundamental para a identificação precoce da doença. “Nossos números demonstram que a quantidade de diagnósticos em fase inicial permaneceu razoavelmente estável nos últimos anos, porém abaixo do que gostaríamos”, avalia o mastologista. A partir da avaliação médica, a paciente é encaminhada para exames, como a mamografia. Para mulheres a partir de 50 anos esse exame é garantido na rede pública, pois se trata da maior faixa de risco para a doença. “Mais de 75% dos casos de câncer de mama ocorrem após os 50 anos”, diz o médico. “É importante salientar que, em face de uma indicação médica, para avaliação diagnóstica, a mamografia pode ser realizada no serviço público sempre que necessário, independente da idade”.



Atendimento integral – A promotora de Justiça Michelle Ribeiro Morrone Fontana, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública do MPPR, destaca que o Sistema Único de Saúde (SUS) atende o câncer de mama tanto na prevenção, com a realização de consultas e exames, quanto no tratamento. “A rede de saúde pública deve estar adequadamente estruturada para receber todas as mulheres que buscam o atendimento”, diz. “As cidades que não possuem oferta do suporte médico especializado têm a responsabilidade de encaminhar as pacientes para o serviço de oncologia de referência da região, garantindo o acesso aos locais de atendimento, inclusive com o custeio de transporte e alimentação”, explica.

Quando a doença é diagnosticada, o tratamento deve ser iniciado em, no máximo, 60 dias – isso é garantido por lei. A rede pública oferece todas as modalidades necessárias para tratar o câncer de mama, como cirurgias, quimioterapia, radioterapia, terapia alvo (quando indicado) e hormonoterapia. Também é assegurado à paciente, por lei, o acesso na rede pública à cirurgia plástica para reconstrução das mamas. Segundo a promotora, o MPPR pode auxiliar caso a mulher encontre alguma dificuldade, como falta de profissionais de saúde especializados, demora na realização da mamografia ou falta de medicamentos. “Nossa orientação é que primeiro busque a Ouvidoria do Município e do SUS e reporte a situação. Não havendo retorno, pode procurar o Ministério Público, por meio dos promotores de Justiça”, conta.

Informação – A ginecologista Liliane Johnscher, que atua junto ao Centro de Apoio, destaca que ações de prevenção à enfermidade devem ser adotadas pelas mulheres durante todo o ano. “Não é só em outubro que a mulher deve pensar na sua saúde”, diz. Além de consultas médicas periódicas, ela destaca a importância de atitudes cotidianas, como se manter dentro da faixa de peso indicada para a altura e idade, praticar exercícios físicos regulares e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. “Há estudos clínicos que indicam que essas medidas podem reduzir em até 28% a incidência de câncer de mama”, conta a médica. Para os casos de diagnóstico confirmado, ela destaca a importância da informação. “É necessário que a paciente busque explicações sobre todos os procedimentos com os profissionais de saúde envolvidos no seu tratamento. É uma situação que deixa a mulher apreensiva, há o medo de morrer, de uma mutilação. Quanto mais bem informada, mais segura”, afirma Liliane.

Depoimento: “Façam a prevenção e busquem se conhecer.”

“Eu tinha acabado de ter mais uma filha, estava com três meninas, nem tinha completado 40 anos. Havia amamentado a bebê até os 10 meses. Não possuía histórico de parentes com câncer. Ou seja: não tinha nenhum indicativo clássico para a doença. Apesar disso, como tinha mamas densas, minha médica todo ano pedia mamografia, eu fazia o exame desde os 33 anos. Em 2004, durante uma consulta de rotina, ela descobriu o nódulo, que não aparecia na mamografia do ano anterior. Foi devastador. Busquei apoio com terapia tão logo recebi o diagnóstico e, para mim, isso foi fundamental. Passei pelo tratamento, fiz seis meses de quimioterapia, dois meses de radioterapia e a vida seguiu. Anos depois, apareceu um nódulo em outra mama. Foi muito mais difícil, pois achava que já tinha passado por um câncer, acreditava que era algo superado, que de alguma forma estava imune. Esse segundo tratamento, apesar de realizado bem no início da doença, foi muito mais desgastante, tanto física quanto psicologicamente. Novamente me agarrei na terapia, que é algo que levo até hoje. Creio que, para mim, esse acompanhamento foi decisivo no processo de cura. Recomendo a todas as mulheres, colegas, amigas, que mantenham seus exames em dia, tenham um bom médico, façam a prevenção e busquem se conhecer. Descubram como reagem às questões do cotidiano, do trabalho, da família, o que lhes faz bem, o que não faz. Atribuo o controle da doença à minha nova condição emocional.” 

Roselene Sonda, 52 anos, assistente social do MPPR, que atua junto ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos, teve dois episódios de câncer de mama, em 2004 e 2008.




♦ Toda mulher tem direito a consulta com médico especializado em ginecologia pela rede pública de saúde para avaliação e indicação de exames. Quando a cidade em que a paciente reside não tem ginecologista, ela deve ser encaminhada pelo Município às unidades de saúde de referência da região, com custo de transporte e alimentação bancados pela rede municipal (prefeitura);

♦ Toda mulher tem direito a mamografias de diagnóstico pela rede pública, independente da idade. Mulheres de 50 a 59 anos podem fazer o exame a cada dois anos pela rede pública mesmo sem prescrição médica;

♦ Os serviços de saúde devem priorizar o atendimento a mulheres com nódulos ou suspeita de câncer de mama;

♦ A rede pública oferece tratamento gratuito para câncer de mama, via Sistema Único de Saúde, incluindo exames, medicação e terapias especializadas (quimioterapia e radioterapia);

♦ Quando é diagnosticado o câncer, o tratamento deve começar em no máximo 60 dias (Lei Federal 12.732/2012);

♦ Mulheres que, por decorrência do câncer, passam por mastectomia (total ou parcial), têm direito a cirurgia plástica para reconstrução da mama, pelo SUS (Lei Federal 9.797/1999) e via assistência privada/planos de saúde (Lei Federal 9.656/1998);

♦ Pacientes com câncer têm direito a alguns benefícios assistenciais como possibilidade de saque do FGTS, PIS e PASEP; isenção de Imposto de Renda no caso de aposentadoria; auxílio-doença; isenção de IPI, ICMS e IPVA para a compra de veículos adaptados, entre outros (confira aqui cartilha do Inca a respeito);

♦ Pessoas com invalidez total e permanente causada por câncer têm direito à quitação de financiamento da casa própria (quando inaptos para o trabalho e quando a doença tenha sido adquirida após a assinatura do contrato de compra do imóvel);

♦ A tramitação de processos é prioritária para pessoas com câncer, conforme previsto na Lei Federal 12.008/2009;
Tratar a gestante ou parturiente de forma agressiva, não empática, grosseira, zombeteira, ou de qualquer outra forma que a faça se sentir mal pelo tratamento recebido;




Mamografia de rotina/rastreamento: é o exame padrão recomendado pelo Ministério da Saúde a mulheres na faixa de 50 a 59 anos. Deve ser disponibilizado pela rede pública de saúde e pode ser feito a cada dois anos.

Mamografia de diagnóstico: exame previsto quando há indicação médica, ou seja, quando a paciente passa por um médico que requer a mamografia seja por questão de histórico familiar da mulher, seja por alterações na mama, entre outras situações. Pode ser realizado em mulheres de qualquer faixa etária pela rede pública.



♦ Para saber mais sobre os direitos garantidos quanto à prevenção e ao tratamento do câncer de mama, confira aqui entrevista com a promotora de Justiça Andreia Cristina Bagatin, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública do MPPR.

♦ Acesse aqui cartilha do Inca com diversas informações referentes à doença e aqui o folder da campanha de prevenção deste ano.


* As imagens utilizadas na matéria foram cedidas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

DA CHINA AOS EUA, OS OLHOS VOLTAM-SE DE NOVO PARA CURITIBA

Rafael Greca

Inovar sempre foi uma característica de Curitiba. A cidade - que pensou uma urbanização de vanguarda em 1943 (com o Plano Agache, do francês Alfred Agache) e a modernizaria em 1965, com Jorge Wilheim - sempre esteve adiante com ideias que inovaram na mobilidade e na urbanização, sem contar no mundo acadêmico e tecnológico.

Esta visão de futuro, que atraiu por anos milhares de estudiosos e lideranças, está sendo resgatada. E Curitiba está fazendo com que o mundo volte seus olhos para cá, para capital da Luz dos Pinhais. A nossa capital passou por um período de penumbra, com a falta de criatividade e de falta de iniciativa e diplomacia da gestão anterior - agora está retomando com muito trabalho o espaço que sempre teve no cenário mundial.

O foco de vender Curitiba, seja para turismo, para atração de investimento ou pelas inovações de políticas urbanas, já resultou em oito novos acordos internacionais. Recebi, ainda, 81 delegações e comitivas internacionais. Foram também promovidos encontros e congressos, bem como ações para estreitar as relações comerciais.

Busquei também aproximar o corpo diplomático do município aos consulados e seus representantes na cidade. Como resultado imediato, garanti o apoio dos consulados ao Natal de Curitiba, reforçando, dessa maneira, a identidade cosmopolita e multiétnica de Curitiba. Dentre os projetos de diplomacia implantados, retomei ainda o diálogo com a Agência Brasileira de Cooperação do Itamaraty; assinei o protocolo de intenções entre a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e Curitiba; estabelecemos o Termo de Entendimento Suécia e Brasil – Agricultura Urbana; o Protocolo de Intenções Finlândia; o Protocolo de Intenções Columbus e o Protocolo de Intenções Orlando. Também realizamos, no âmbito do turismo, o evento Orlando Week: Turismo, aderimos ao projeto Mobilise Your City, e promovemos o Climate and Clean Air Coalition: Workshop e Consultoria, sem custo ao Município. Também realizamos um importante café da manhã com secretários municipais, oferecido pela Câmara de Comércio dos EUA – AMCHAM, e um encontro estratégico com o corpo consular de Curitiba.

Inaugurei, no Centro Cívico, a Praça da China onde instalamos no local a estátua do filósofo e pensador chinês, Confúcio, feita pelo artista Wu Weishan. A praça é uma homenagem aos nossos parceiros e remete à Bienal de Curitiba 2017, que homenageia, este ano, a China. A estátua de Confúcio é um presente recebido do governo chinês.

Nesses nove meses, tempo de uma gestação, em analogia, recebi delegações de diversos países. Entre eles: Japão, Qatar, Estados Unidos, Israel, Colômbia, Paraguai, Mongólia, Ucrânia, Finlândia, Itália, entre outras nações. Além de diplomatas, representantes de diversas delegações estiveram na Secretaria Municipal do Meio Ambiente, IPPUC, Vale do Pinhão e outros órgãos da Prefeitura de Curitiba para conhecer o nosso trabalho, identificar possíveis parcerias e realizar estudos sobre a cidade.

Além das ações consolidadas, temos outros tantos projetos em andamento. Ainda este ano, vou assinar o protocolo de intenções com a Agência Brasileira de Cooperação, acordo de cooperação entre instituições holandesas, também entre cidades da Europa e da América Latina. Com o Japão, devemos firmar uma nova parceria internacional com a agência Jica, para o desenvolvimento de novas tecnologias para geração de energia, promover a Maratona Internacional de Curitiba e receber os atletas de Columbus, estabelecendo, ainda, o projeto Embaixadores do Futuro. 
Há também, neste movimento de parcerias internacionais, o projeto de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos, o projeto TOI Mayor’s Challenge, a promoção da Fira Barcelona e a candidatura de Curitiba ao Comitê Regional do ICLEI América do Sul. Na área cultural, esperamos receber também o ilustre conserto do pianista húngaro György. Todo esse movimento de internacionalização insere a cidade, mais uma vez, à agenda global das relações políticas e diplomáticas, abre as portas para a expansão de novas parcerias comerciais e oportunidades de negócios em âmbito global, além de reaquecer a economia e explorar o potencial econômico da capital paranaense, resgatando o protagonismo internacional da nossa amada Curitiba.

Rafael Greca é prefeito de Curitiba, economista e engenheiro civil, com especialização em Urbanismo. Foi vereador, deputado estadual constituinte, prefeito de Curitiba, deputado federal mais votado do Brasil e ministro de Estado do Esporte e Turismo.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

TÚMULO É VIOLADO EM CEMITÉRIO DE CURITIBA E SUSPEITA DE NECROFILIA

Polícia Científica faz perícia no local e até o momento ninguém foi preso pelo crime

Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias 



O caixão de uma mulher de 59 anos enterrada na tarde desta terça-feira (19), no Cemitério Municipal do Boqueirão, em Curitiba, foi violado. O corpo foi vítima de necrofilia e a Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local. A descoberta aconteceu na manhã de hoje (20), por volta das 11 horas.



Para a Banda B, o funcionário do cemitério contou que os pedreiros que foram ao local pela manhã encontraram o caixão aberto e o corpo da mulher com indícios de necrofilia. “Eles vieram para abrir uma sepultura e colocar no ossário e viram. O corpo estava aberto, jogado fora do caixão. Uma coisa muito feia, nossa”, contou Machado.

Segundo o funcionário, outro caso parecido também aconteceu no ano passado. “Nem vivo, nem morto, falta segurança para todos aqui”, reclamou.

A Guarda Municipal foi a primeira a chegar ao local e fazer o isolamento da área. O guarda Adilson confirmou à Banda B que houve crime de vilipêndio e que a necrofilia será investigada. “Aparentemente, eles fizeram sexo com o cadáver. Mas, agora, a confirmação apenas a perícia, que está no local, para confirmar. Primordialmente, vão ver essa violação. Ela está sem a roupa debaixo, sem calcinhas, com as pernas mexidas, uma cena difícil de ver essa cena”, finalizou.

O corpo está sendo periciado e poderá retornar ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para recolhimento de material que auxilie a polícia na investigação.

Portal Banda B

MORADOR DE RUA É MORTO NO BAIRRO BACACHERI


Um homem foi encontrado morto em frente à um comércio na Rua Canadá, no bairro Bacacheri, em Curitiba, nesta terça-feira (19). O corpo estava embaixo de papelão.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima é um morador de rua, que foi morto com um ferimento no pescoço. Não há confirmação, porém, de qual arma foi utilizada para cometer o crime. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local e junto com a equipe de perícia constatou três ferimentos por tiro na vítima que até o momento não foi identificada. O crime teria sido registrado durante a madrugada enquanto a vítima dormia.

Colaboração Daniela Borsuk

Massa News

CÃO COM NECESSIDADES ESPECIAIS VOLTA A ANDAR APÓS CIRURGIA

Sandy não é um cão comum. Ele foi abandonado por seu tutor na Grécia possivelmente por causa de sua condição especial: suas pernas curvadas que fizeram com que sua movimentação e que ele ficasse em pé parecessem um sonho distante


Foto: Mutts in Distress / Facebook

Porém, apesar desses desafios, Sandy permaneceu feliz e, como resultado, cativou os corações de muitos amantes de animais que vivem a milhares de quilômetros de distância, na Inglaterra.

Quando o abrigo para animais Mutts in Distress, na Virgínia (EUA), soube sobre a história de Sandy, eles imediatamente criaram um plano para que ele recuperasse a saúde e tivesse uma chance de lutar, mantendo a esperança de lhe oferecer a oportunidade de andar como qualquer outro cachorro.

Com a ajuda de doadores generosos, que ofereceram centenas de libras, o Mutts in Distress conseguiu dar a Sandy uma nova vida.

Sandy finalmente chegou ao abrigo, e a equipe de veterinários da Cambridge Beehive Companion Care, que realizou as operações de Sandy gratuitamente, se apaixonou por ele instantaneamente.

Foto: Mutts in Distress / Facebook

Antes que qualquer procedimento pudesse ser feito, Sandy precisava ser analisado para determinar “quão gravemente suas pernas foram afetadas”, escreveu o Mutts in Distress.

Ele estava exausto após a viagem e todo o atendimento médico e dormiu não muito tempo depois de seu primeiro raio-x, reportou o One Green Planet.

Felizmente as radiografias de Sandy mostraram alguma esperança e ele foi operado um mês depois. Todos ficaram impressionados com o êxito da primeira cirurgia e em como Sandy saiu dela com uma perna reta.

De acordo com o Mutts in Distress, o veterinário fez um carrinho para ajudá-lo a dar uma volta, mas, aparentemente, o cão não queria “nada disso … determinado a fazer isso por conta própria”.

Foto: Mutts in Distress / Facebook

“Este jovem menino é tão feliz apesar de tudo o que a vida lhe impôs. Apenas incrível”, escreveu o abrigo.

Poucas semanas depois da primeira cirurgia, Sandy foi operado novamente na outra perna.

O Mutts in Distress disse que ele ficou “um pouco desorientado” após a segunda cirurgia e passaria por dois meses de recuperação, incluindo fisioterapia.

No entanto, todos estão mais do que confiantes de que ele irá se superar mais uma vez, já que o cão provou ser um lutador, recusando-se a desistir perante a adversidade.

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais

EX-PASTOR QUE ASSUMIU HOMOSSEXUALIDADE AFIRMA QUE '' CURA GAY NÃO EXISTE''

Ex-pastor chegou a fundar grupo que tinha como objetivo 'tratar' gays e demorou 18 anos para aceitar sua própria homossexualidade. Por todo esse tempo, ele acreditou ter uma doença ou estar cometendo um pecado

O ex-pastor Sérgio Viula


Por mais de dezoito anos o professor de inglês Sérgio Viula, hoje com 48, lutou contra a sua homossexualidade e por muito tempo acreditou ter uma doença ou estar cometendo um pecado. Pastor de uma igreja evangélica, fundou em 1997 junto com mais dois colegas a ONG Movimento Sexualidade Sadia (Moses), que tinha como principal objetivo acolher, tratar e curar gays e lésbicas que buscassem apoio na organização.



Viula era casado e pai de dois filhos – dono de uma família perfeita aos olhos da igreja e dos fiéis. Como pastor e conselheiro, viajava pelo Brasil pregando a cura da homossexualidade, dava palestras, recebia em seu gabinete centenas de gays desesperados em busca de ajuda e prometia curá-los do que ele acreditava ser uma maldição.

Para atrair homossexuais ao Moses, o pastor e outros membros da ONG faziam panfletagem em paradas gay, em portas de boates LGBT e dentro de igrejas evangélicas onde sabiam que havia a presença de gays em sofrimento. “Éramos uma rede social sem Facebook. Em cada palestra que ministrávamos, milhares de pessoas eram alcançadas. Íamos jogando a semente de que havia cura para aquilo”, lembra.

Ao buscarem ajuda na ONG, as pessoas recebiam um livro chamado Deixando o Homossexualismo. Era a leitura de cabeceira, obrigatória para todos. Depois, passavam pelo que Viula chama de “lavagem cerebral”, sendo o primeiro passo se livrar de memórias do passado, como fotos, roupas, presentes ou objetos que trouxessem lembranças da época em que a pessoa teve uma relação homossexual. O segundo passo era fazer com que os gays participassem de orações prolongadas, jejuns, retiros espirituais e várias atividades de doutrinamento. “As pessoas iam em busca de transformação e nosso objetivo era transformá-las”, conta.

O que ninguém sabia, no entanto, era que um dos líderes do Moses e garoto-propaganda da ONG, o jovem que dava palestras dizendo ser ex-gay e que estava noivo de uma mulher, nunca se casou com ela. Outros rapazes que davam testemunhos para a plateia afirmando estar curados, por trás das cortinas corriam ao gabinete de Viula para chorar e dizer que tiveram, sim, recaídas. A plateia também não fazia ideia de que Viula era um gay não assumido e que, nos bastidores das palestras, o desejo por outros homens continuava latente, mesmo ele sendo casado com uma mulher.

“Chegou um dia em que uma das fundadoras do Moses me perguntou se estávamos no caminho certo, pois não víamos resultados. Nós mantínhamos o discurso de que Deus curava e não víamos um testemunho realmente verdadeiro. O que eu via dentro do grupo criado para curar a sexualidade eram pessoas se envolvendo entre si”, afirma o ex-pastor.

Viula ainda tentou por muito tempo se enquadrar como heterossexual. Nascido em uma família tradicional de origem portuguesa e católica fervorosa, cresceu ouvindo que ser gay era pecado. Tornou-se evangélico aos 16 anos, fez teologia, foi missionário e virou pastor. Ele conta que não aceitava a sua condição de ser um homem homossexual. “Eu mesmo me reprimia, escondia os meus desejos, tinha medo”, diz. Viula relata que fundou o Moses buscando uma libertação, passou por atendimentos psicológicos, fez hipnose, até conhecer um psiquiatra que lhe explicou que não havia cura para o problema dele.

“Ele me disse: não existe um comprimido para o que você quer porque você não tem uma doença. Que a minha questão não era de psiquiatria, era de psicanálise e que eu precisava de aceitação”, conta.

Mesmo sabendo que era homossexual, Viula só decidiu se assumir verdadeiramente e abandonar o grupo e o ministério depois de uma viagem a Singapura, em 2000, pela igreja. Lá conheceu um homem com quem se envolveu e, naquele momento, a chave virou.

“Foi ali que eu percebi que vivia me reprimindo, vivia uma vida teatral. Nada daquilo era verdade. Só orar e jejuar não estava adiantando. Quando eu saí do armário definitivamente, dois anos depois dessa viagem, foi um choque. Eu era um pastor dedicado, tinha uma família linda, dois filhos maravilhosos. As pessoas não acreditavam”, conta.

Viula se separou da esposa, contou pessoalmente aos filhos que era gay e se surpreendeu com a reação positiva deles. Com os pais foi um pouco mais difícil, por serem mais conservadores, mas hoje eles aceitam e respeitam. Nesses catorze anos de libertação, Viula teve um relacionamento que durou sete anos e agora está em outro relacionamento há um ano e nove meses. Ele se sente completo e realizado. “Não me arrependi um dia sequer de ter me assumido gay. Sou absolutamente feliz ao lado do meu companheiro e da minha família. Cura gay definitivamente não existe”, afirma.

Fernanda Bassette, Veja

PADRE DIZ QUE TOCAVA PARTE ÍNTIMAS DE ADOLESCENTES PARA '' SANTIFICAÇÃO''

Padre brasileiro preso por estupro afirma que tocava partes íntimas de adolescentes com o intuito de “santificá-las” e “curá-las”. Promotor afirma que número de vítimas do líder religioso é 'inquantificável' 

Sentado, o padre Iran Rodrigo Sousa de Oliveira


Um padre preso no interior de Goiás por abuso sexual e compartilhamento de pornografia infantil confessou, em depoimento ao Ministério Público (MP), a prática em pelo menos cinco casos e atribuiu os atos a um “dom” para “santificar” partes do corpo feminino como rosto, seios, nádegas e vagina.

Segundo o relato do acusado, que atuava em Caiapônia, a 335 quilômetros de Goiânia, o “dom” incluía a possibilidade de reconstituição da virgindade a partir do toque na vagina das vítimas.

O padre Iran Rodrigo Souza de Oliveira foi preso no último dia 16, por determinação da Justiça, a pedido do MP de Goiás. Policiais também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do suspeito na paróquia e recolheram computador, arquivos eletrônicos e celular. O religioso, de 45 anos, prestou depoimento ao promotor Danni Sales Silva, por mais de cinco horas.

“O número de vítimas é inquantificável. Agora tem uma fila de pessoas para dar depoimento. O advogado dele disse que vai levar de 20 a 30 casos de ‘milagres’. Na paróquia, apreendemos vídeo pornográfico, o que mostrava que ele dissimulava a situação de sacerdote, de clérigo, para abusar sexualmente das vítimas”, diz o promotor Danni, responsável pelas investigações.

Primeiro, no depoimento, o padre reconheceu ter trocado mensagens com vítimas via Whatsapp. “Antes de tudo, o depoente gostaria de expor que tem um ‘dom'”, cita a transcrição do depoimento. “Em oração, teve uma inspiração. Em unção percebeu que rosto, seio, nádegas e vagina, tudo faz parte de um mesmo corpo e que é possível a santificação destas áreas específicas do corpo tanto pela oração, quanto pelo toque”, continua.

O toque com as mãos deve ocorrer “dependendo da gravidade física ou espiritual da dor que assola a pessoa”, segundo Iran. Há três anos, conforme o depoimento, o padre identificou que poderia exercer seu “dom particular” por meio do Whatsapp. “Recebia diversos pedidos de intervenção de outras cidades, e decidiu intervir pelo Whatsapp. Quando o pecado dizia respeito a uma relação extraconjugal ou pecado de carne o depoente, por vezes, pedia para ver partes do corpo desnudas, inclusive a vagina aberta porque, assim, poderia dar a benção e a santificação através de uma oração”, registra o termo de declaração ao MP.

O padre não soube dizer em quantas mulheres e adolescentes ele tocou a vagina: “Já interveio por muita gente e não sabe dizer o número.” Essas pessoas tinham “problema de carne”, conforme o religioso, e uma das vítimas precisou ser tocada porque “isso decorre da eucaristia”. “A eucaristia é um mistério pois o pão e o vinho, com a imposição das mãos e a oração, se transformam em corpo e sangue de Cristo. Que por isto o depoente crê que as mãos têm o poder de transmitir a graça pela unção.”

Uma das vítimas havia “pecado” por ter estado com um homem numa festa. Ele buscou o padre para confessar, na paróquia de Caiapônia, sempre conforme o relato dele ao MP. “O depoente perguntou se ela gostaria de receber a benção e santificação e, assim, fez o sinal da cruz tocando os seus olhos, cabeça, coração, seios, vagina. Para esse processo de santificação foi necessário que ficasse pelada”, cita o depoimento. Ele pedia fotos das vítima nua, com o consentimento da mãe, segundo o padre.

No caso de outra vítima, Iran estabeleceu a necessidade de três encontros para se restabelecer a virgindade, na própria paróquia da igreja na cidade, conforme o depoimento. “O depoente tocava na vagina pela parte externa fazendo o sinal da cruz.” Ele negou ter introduzido o pênis na vítima.

O MP suspeita da atuação de um grupo de oração no abuso sexual a vítimas, e questionou Iran sobre a suposta atuação do grupo. “Este grupo reconhece o dom da santificação pelo toque”, disse. No caso de pornografia infantil, o padre reconheceu ter recebido fotos de uma criança de 11 anos nua, “enviadas pela própria mãe da criança”. A menina estava com “fluxo menstrual muito forte e desregulado”, e partiu do padre o pedido das fotos, conforme o depoimento.

A suspeita do MP é que pelo menos uma vítima tinha 14 anos de idade quando houve o abuso. Os crimes investigados são violência sexual mediante fraude, com pena de dois a seis anos de prisão, e adquirir pornografia infantil, com pena de prisão de um a quatro anos.

Advogado do padre, Leonardo Couto Vilela nega que houve abuso sexual. Ele atribui a “fé” o que ocorria na paróquia:

“Os toques não tinham qualquer intenção, não havia qualquer lascívia. A mão ficava espalmada. O padre era a ponte entre a pessoa e Deus, a motivação era religiosa. Ele era um intermediador. Havia inclusive consentimento dos pais”

informações do Jornal O Globo

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

HOUVE CONLUIO ENTRE CONSTRUTORA VALOR E SERVIDORES PARA DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS, EXPLICA


O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) apresentou nesta terça-feira (19) os processos que comprovam os desvios de recursos para construção de escolas pelas Construtora Valor e as providências adotadas pelo governo do Estado.

Segundo Romanelli, houve um claro conluio entre o proprietário da Construtora Valor e servidores da Sude para desviar recursos públicos. “A análise dos processos de pedidos de aditivos revela que foram feitos cronogramas de obras , medições e relatórios falsos para justificar assinatura de termo aditivo. Posteriormente, a construtora ainda solicitou que fossem feito mais dois aditivos, referentes a prazo, um por 180 dias e outro por 12 meses, justificando que as condições climáticas impediram a realização da obra, embora os relatórios indicassem que mais de 99% da obra estaria concluída- o que era absolutamente falso”, revela Romanelli.

Romanelli analisou o processo referente a Escola Ribeirão Grande, em Campina Grande do Sul mas salientou que o “ modus operandi” era o mesmo em todas as obras."

Cerca de quatro meses depois de assinado o contrato para construção, a construtora solicitava um aditivo, sob o argumento de que as condições do solo eram desfavoráveis . O chefe de fiscalização da Sude dava parecer favorável e anexava medições e documentos forjados. Na sequência, o diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos e o Superintendente da Sude concordava com a necessidade do aditivo”, diz.

Ele explica que a liberação de recursos era realizada com anuência de técnicos, fiscais, diretore superintendente. “Emn relação ao pedido de aditivo, o processo percorreu toda a cadeia de comando, passando pela coordenação de orçamentos, coordenação de fiscalização, diretoria de engenharia, projetos e orçamento, superintendente da Sude,setores de Orçamento, Financeiro, Jurídico e Diretor Geral da Seed, Núcleo Jurídico da Casa Civil, Conselho de Gestão Administrativa e Fiscal. O processo passou por doze instâncias ou profissionais antes de ser assinado pelo governador Beto Richa”, explica .

O líder do governo também detalhou as providências adotadas pela Secretaria de Educação e pelo Governo do Estado para apurar as irregularidades. “ Em 5 de abril o então secretário Fernando Xavier Ferreira determinou a abertura de sindicância. As obras foram todas vistoriadas e constatou-se que não foram executadas. Providências administrativas foram adotadas, com afastamento dos engenheiros e criação de comissão de supervisão da fiscalização. O governador determinou abertura de processo administrativo. 

Os servidores envolvidos foram exonerados e a Procuradoria Geral do Estado ajuizou ações de improbidade administrativa, pleiteando ressarcimento por danos materiais e morais coletivos que superam R$ 41 milhões. O governador também determinou a declaração de inidoneidade da Valor, proibição de contratar com a administração pública por cinco anos, multa de R$ 5 milhões, rescisão dos contratos e nulidade dos termos aditivos”, explicou.

CANTOR DE DUPLA SERTANEJA É PRESO EM OPERAÇÃO CONTRA FALSIFICAÇÃO DE CIGARROS

O alvo da ação policial é uma mega quadrilha de falsificação de cigarros com atuação em todo o país.




Uma operação do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil do Paraná, foi deflagrada nesta quarta-feira (20), em quatro estados do Brasil e tem como objetivo cumprir 35 mandados judiciais. O alvo da ação policial é uma mega quadrilha de falsificação de cigarros com atuação em todo o país.

A operação “Sem Filtro” conta com o apoio da Receita Federal e acontece em 10 cidades de quatro estados do Brasil: Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Mais de 100 policiais civis dos quatro estados cumprem 16 mandados de prisão e outros 19 de busca e apreensão – todos expedidos pela Justiça de Londrina. Um dos mandados de prisão é contra Rafael, da dupla sertaneja Fábio e Rafael.

Entre os alvos de busca e apreensão estão duas fábricas de cigarro, gráficas utilizadas pela quadrilha na atividade criminosa, na residência dos investigados e em uma empresa utilizada para lavagem de dinheiro.


O Nurce pediu ainda o sequestro de R$ 6,5 milhões dos bens do homem apontado como chefe da quadrilha e ainda de 19 veículos utilizados pela organização criminosa – entre eles um ônibus que era utilizado pela dupla sertaneja. A Justiça ainda determinou o bloqueio de seis contas bancárias – duas delas pertencentes a empresas.

Os investigados vão responder pelos crimes contra a saúde pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O Nurce suspeita que os cigarros fabricados de forma clandestina são revendidos e consumidos em dezenas de estados do país.
Grande operação

Participam da ação, mais de 100 policiais do Nurce, do COPE (Centro de Operações Policiais Especiais), do TIGRE (Tático Integrado Grupo de Repressão Especial), Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes), da DFR (Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba) e da 10ª Subdivisão de Londrina, além de policiais civis de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Ainda acompanham a operação 31 auditores da Receita Federal.

RICHA LIBERA R$ 6,6 MILHÕES PARA OBRAS NO AEROPORTO DE UMUARAMA


O governador Beto Richa autorizou nesta segunda-feira (18) o repasse de R$ 6,6 milhões para reformas no aeroporto Orlando de Carvalho, em Umuarama. Entre as obras previstas estão o recapeamento e a ampliação da pista e a adequação e a ampliação do terminal de embarque e desembarque de passageiros.

“Esse investimento no aeroporto municipal de Umuarama é muito importante porque, além de possibilitar a Umuarama ter voos regulares, vai contribuir para um desenvolvimento mais intenso da cidade e de toda a região Noroeste, que é de suma importância para o Estado. O município está esperando uma linha comercial área faz muito tempo”, disse Richa

Beto Richa lembrou que o Estado está trabalhando em uma série de tratativas para ampliar a oferta de voos em todo o Paraná. Em 2016, foi assinado um protocolo de intenções junto a companhia Azul Linhas Aéreas para implantar o transporte aéreo regular em cidades ainda não atendidas pelo serviço, como Pato Branco, Guarapuava e Umuarama.

O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, disse que o Estado fez um plano aéreo viário para levantar as necessidades dos aeroportos do Estado. “Estamos conversando com a União, com as administrações municipais e as companhias de transporte aéreo para suprir essas necessidades”, explicou o secretário.

Além de recursos para o aeroporto, o governador também repassou mais R$ 2 milhões para Umuarama, que serão utilizados para a compra de vigas para duas pontes do município e para custeio na área de saúde.

(foto: Jaelson Lucas/ANPr)

AGRONEGÓCIOS E A VOCAÇÃO O PARANÁ, DIZ RATINHO JR





O deputado Ratinho Junior (PSD) voltou a defender o agronegócio como principal indutor da economia paranaense e do país. "A vocação do Brasil é produzir alimento para o mundo. Uma produção que respeita o meio ambiente e a agricultura sustentável, produzindo alimento para todo o planeta", disse Ratinho Junior que destacou ainda a aprovação do novo código florestal em 2012.

"O código florestal colocou novas regras e deu a possibilidade para que o país possa crescer em cima do agronegócio, respeitando o meio-ambiente, fazendo a delimitação de áreas, dando oportunidade para que o agricultor tenha tranquilidade para trabalhar e produzir o alimento", completou.

Segundo Ratinho Junior, os países que conseguiram dar um salto em qualidade, o fizeram quando acharam sua vocação econômica. " É o caso da Alemanha que entendeu que sua vocação é a engenharia. É o caso da Coreia e do Japão que entenderam que a sua vocação econômica era a produção de tecnologia. Os EUA se profissionalizou em engenharia, produção bélica e também no agronegócio", disse.

"Eu tive a oportunidade de estar na China por três vezes e em uma dessas oportunidades, conversei om uma equipe de comércio exterior da China e eles estão fazendo um estudo para que em 2050. Hoje a China já tem 240 milhões de idosos, a população do Brasil, e eles estão preocupados porque em 2050 terão meio bilhão de idosos, essas pessoas terão que ser alimentadas e não vão estar no mercado produtivo. Então o mundo precisa do Brasil e para isso nós precisamos estar organizados", completou.