segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MAGNETISMO DAS COISAS FÚTEIS



Mailson Ramos*

Os brasileiros são naturalmente atraídos pelo magnetismo das coisas fúteis; sintomática é a atenção que se dispensa a um reality show como o BBB.

Atualmente badalado apenas pelo Grupo Globo e a sua tentacular rede de mídias, o Big Brother Brasil se tornou a fórmula esgotada, o de ontem, o de hoje, o de sempre, o diário da serialidade alienante, ou nada mais do que um retrato do magnetismo das coisas fúteis. Estranho é que, em meio a tantos assuntos possíveis, importantes e discutíveis para a sociedade brasileira no momento, um raso programa de entretenimento ocupará as mesas de bate-papo e as redes sociais.

O brasileiro continua pagando pela atração que tem ao fútil. É como se a socialização e os aspectos de um isolamento programático de um grupo de pessoas pudessem ser analisados num reality show onde prevalecem corpos musculosos, piscina, festas, promiscuidade sob os lençóis e os mais intensos arroubos de egoísmo e frivolidade. A crítica, entretanto, não denigre o BBB. É que nenhum programa de TV é tão ruim que não possa ter alguém para assisti-lo.

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Aos poucos as notícias fundamentais começam a ser suprimidas por uma enxurrada de outras notícias do jornalismo de entretenimento que respirará por algumas semanas o enredo de uma história dezesseis vezes contada anteriormente. É como se o país, involuntariamente, entrasse em torpor para acompanhar o vazio da inutilidade. Em tempos de revogação de direitos, efervescência política e iminência de uma coletiva desobediência civil, a televisão vai cumprir a tarefa de hipnotizar com a frivolidade.

Há alguns anos, a força da mídia de massa era contestada por quem acreditava no fim do seu poderio. No Brasil esta constatação não se aplica. A televisão cumpre um dever visceral de construir símbolos rasos ou mesmo não aprofundar discussões em suas programações: aqui o que prevalece é a imposição de estereótipos, a massificação da riqueza, luxo, fama, holofotes. Quem assiste é a massa hipnotizada, desvalidos reais que sonham com um mundo inexistente.

A televisão que cria conceitos e modismos não ousa aprofundar discussões. Ela quer entreter no raso da subjetividade, onde o sujeito se vê como BBB, uma definição criada para quem participa ou participou do reality show da TV Globo. Salvo raras exceções, estas personalidades efêmeras não duram mais do que o apelo midiático do grupo que os ampara na fama. Este talvez seja um importante requisito para ser um Brother: compreender que tudo aquilo é tão duradouro quanto as atenções mídia.

Cria-se um exército de adoradores de ídolos cujas qualidades são exaltadas porque discutiu, “fez barraco”, tem pavio curto; numa avalanche de votos e atenções desperdiçadas, o brasileiro adentra na câmara de produção de sentido onde o que mais importa é vigiar aquilo que está vigiado e monitorado por uma equipe 24 horas por dia; não há sobressalto, novidade, imprevisibilidade. Tudo está naturalmente estabelecido de acordo com as diretrizes de quem organiza o jogo. O “público” é somente um mero coadjuvante.

Ao longo do tempo surgiram pessoas que preferem evitar notícias, assistir ou mesmo discutir qualquer fato relacionado ao programa de entretenimento da TV Globo; os patrocínios e a audiência também diminuíram com o tempo; mudança de apresentador e regras não são medidas capazes de devolver ao Big Brother Brasil aquilo que ele jamais teve: a originalidade. Tudo soa falso e estabelecido por regras que o público não precisa saber, o que nos leva a crer que a televisão no Brasil é simbolicamente um ímã; um magnetismo das coisas fúteis.

COMPRA DE MATERIAL ESCOLAR EXIGE PESQUISA DE PREÇOS E ATENÇÃO A ITENS SOLICITADOS



O início do ano letivo se aproxima e, para muitos pais, a hora é de iniciar a compra do material escolar. Os valores dos itens exigidos nas listas sempre geram preocupação, e as dúvidas em relação à quantidade e às características do que é solicitado pelas escolas também são frequentes. Nesse sentido, o Ministério Público do Paraná dá algumas orientações sobre o tema e alerta, principalmente, para a necessidade da pesquisa de preços. 

Em Curitiba, por exemplo, o Procon-PR encontrou diferenças de valores de mais de 200% entre seis estabelecimentos da capital. Ao todo, foram pesquisados 178 itens, de 6 a 10 de janeiro, sendo consideradas, para o levantamento, marcas pré-definidas. “É por esse motivo que pesquisar antes de comprar o material escolar é imprescindível”, afirma o promotor de Justiça Maurício Kalache, que atua na área de Defesa dos Direitos do Consumidor, em Maringá. Ele também sugere que os pais formem grupos para realizar compras coletivas, o que aumenta a possibilidade de se conseguir descontos, e troquem entre eles livros que possam ser reutilizados. “O reaproveitamento de material de anos anteriores, como canetas, borrachas, réguas e cadernos, e a compra em sebos também são boas opções para economizar, assim como não ceder aos apelos dos filhos para a aquisição de produtos supérfluos”, recomenda.

A pesquisa deve ser feita ainda se a opção do consumidor for comprar pela internet, conforme orienta o Procon-PR. O comprador não deve se esquecer de imprimir o comprovante com a descrição do pedido e solicitar um e-mail de confirmação, que deve conter a data de entrega do produto. Sites que não disponibilizam telefone, endereço e CNPJ devem ser evitados. Como acontece com as demais compras efetuadas fora de estabelecimentos comerciais (catálogo, telefone, porta a porta etc), pela internet, o consumidor tem um prazo de sete dias após o recebimento da mercadoria ou da assinatura do contrato de serviço para desistir do produto. Além disso, todos os valores pagos devem ser restituídos, inclusive o frete.


O que não pode – Os pais também devem ficar atentos aos itens que não podem ser pedidos na lista e muitas vezes são cobrados pelas escolas. É o caso de materiais de uso coletivo dos estudantes ou da instituição, necessários à prestação dos serviços educacionais contratados, como giz, canetas para quadro branco, apagadores, material de limpeza e de higiene, dentre outros. 

Caso a exigência seja feita, o promotor de Justiça aconselha os pais a buscarem o diálogo com a unidade de ensino para que os itens proibidos sejam excluídos da lista. “Caso não sejam atendidos, devem simplesmente não adquiri-los. A escola não pode adotar nenhuma sanção contra o aluno por causa dessa recusa, sendo proibidas a suspensão de provas, retenção de documentos ou a aplicação de qualquer outra penalidade pedagógica como represália”, explica. Em caso de conduta abusiva da instituição, os pais devem procurar o Procon, o Núcleo Regional de Educação ou o Ministério Público.

Outra conduta não permitida é a indicação de marcas específicas para materiais escolares. Segundo Maurício Kalache, a exceção é apenas para livros didáticos ou paradidáticos, mas a exigência de marca em relação aos insumos de uso individual do aluno é prática abusiva e, por isso, ilegal e proibida. 

As escolas também não podem obrigar que os pais comprem todo o material de uma única vez. Os itens devem ser entregues na medida e no tempo em que serão utilizados pelos alunos. “Isso significa que, se os materiais serão utilizados já no primeiro dia, na primeira semana ou no primeiro mês do ano letivo, os pais deverão disponibilizá-los em tempo para o cumprimento do calendário escolar. Caso não sejam de uso imediato, os pais não são obrigados a entregar todos de uma vez”, destaca o promotor de Justiça.

O Procon complementa que, sempre que houver dúvida, os pais devem procurar as escolas, buscando saber em quais atividades pedagógicas o material pedido será utilizado. Além disso, devem também acompanhar, durante o período letivo, a utilização dos objetos nas mais diversas atividades realizadas pelos seus filhos. Artigos que não tenham sido utilizados pelo aluno devem ser devolvidos.

Maurício Kalache lembra que as escolas públicas não fazem a cobrança de livros didáticos nas listas, já que o governo fornece esse material. A exceção é para dicionários e literatura de apoio que, eventualmente, dependendo do ano que o aluno esteja cursando, podem ser solicitados.


Orientações do Procon

Confira, abaixo, outras dicas do Procon-PR que podem ser úteis no momento da compra do material escolar:

- Na hora da aquisição vale fazer uma pesquisa de preços. Se a compra for a prazo, verifique a taxa de juros. Se for à vista, peça desconto e nas promoções, verifique a veracidade da oferta.

- Quando a compra for realizada com cheques pré-datados, essa modalidade de pagamento deve ser especificada na nota fiscal. Essa é uma forma de o consumidor garantir o depósito na data prometida pela loja.

- Em caso de defeito em cadernos, canetas, livros, mochilas e outras mercadorias, o Código de Defesa do Consumidor garante os direitos do comprador, mesmo quando o produto é importado. O prazo para reclamar defeitos em produtos não duráveis é de 30 dias após a aquisição e para os produtos duráveis é de 90 dias.

- Na aquisição de colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas e materiais semelhantes, o consumidor deve observar se as embalagens contêm as informações básicas, em língua portuguesa, a respeito do fabricante, importador, composição, peso, prazo de validade e se o produto apresenta algum perigo ao consumidor.

- A nota fiscal deve ser sempre exigida, pois é documento indispensável nos casos em que há problemas com as mercadorias. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

RICHA ASSINA PLANO DIRETOR DE PONTAL DO PARANÁ, NO LITORAL


O governador Beto Richa assinou nesta quinta-feira (19) o decreto que ratifica o Plano Diretor Municipal (PDM) de Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. O documento ordena o crescimento do município e garante o desenvolvimento econômico com sustentabilidade era buscado há quase duas décadas e teve várias versões anteriores. No Litoral, Guaratuba e Matinhos já tiveram seus planos diretores aprovados em 2014.

“Há cerca 20 anos Pontal do Paraná busca a elaboração de um Plano Diretor, com várias versões até esta, que foi aprovada. Com a regulamentação do uso e ocupação do solo, o Plano Diretor permite mais desenvolvimento econômico para a região, harmonizando também com o meio ambiente”, disse o governador na solenidade, junto com o prefeito Marcos Fioravante e com a presença da comunidade, empresários, deputados estaduais e prefeitos da região. 

Richa ressaltou que o PDM garante segurança jurídica aos investidores, o que pode estimular novos empreendimentos para Pontal do Paraná, e que também ajuda a combater e proibir os empreendimentos clandestinos. “Os benefícios do Plano Diretor que assinamos neste momento são imensuráveis. Certamente é uma grande conquista para o desenvolvimento de Pontal do Paraná”, afirmou Richa.

Hoje, cerca de 20% dos imóveis de Pontal do Paraná são irregulares, o que traz prejuízos para a prefeitura e, consequentemente, para o meio ambiente. O PDM de Pontal do Paraná começou a ser discutido em 1998. O novo documento foi homologado pelo Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral do Paraná (Colit), em dezembro de 2016. 

Na reunião de dezembro de 2016, o Colit apontou algumas questões que precisariam ser alteradas no documento, principalmente as referentes às áreas ocupadas, que estavam em desacordo com a Lei de Zoneamento. Quando todas as recomendações ficaram acertadas, o Plano Diretor foi aprovado pelo Conselho e pela Câmara Municipal de Pontal do Paraná.

UM SONHO 

O prefeito Marcos Fioravante ressaltou a importância do Plano Diretor para o município e o apoio do Governo do Estado para a elaboração e encaminhamento do documento. “É tudo o que precisamos para o nosso desenvolvimento, não é de hoje que estávamos tentando conseguir”, disse Fioravante. “É um sonho, como prefeito e morador, estar presente nesse ato tão esperado pelo município. Em Pontal do Paraná a questão ambiental é muito forte e, com o plano, a gente começa a trabalhar com mais segurança, tranquilidade e certeza. O leme está certinho e o barco na direção certa”, afirmou. “Percebo que o governo estadual quer ajudar e os prefeitos têm de aproveitar essa oportunidade”, disse ele. 

O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antônio Carlos Boneti, lembrou que com PDM é possível ao município fazer o controle social. “A partir do Plano Diretor há uma referência, se for necessário, a sociedade e as autoridades fazem a revisão, que está prevista em lei, e automaticamente o controle sera maior e os danos ambientais diminuem muito, porque há diretrizes e parâmetros para que a fiscalização aumente”, disse. 

MAIOR GANHO 

 Para o diretor-geral da Secretaria Municipal de Recursos Naturais, Ricardo Aguiar, o Plano Diretor é o maior ganho de Pontal do Paraná nos últimos. “Hoje é um dia histórico para a nossa cidade, porque a partir de agora temos ordenamento, poderemos crescer, respeitando o meio ambiente, as comunidades e todo o povo de Pontal, o turismo e os turistas”, disse Aguiar. 

Ele lembrou que o documento obedece o Estatuto das Cidades e tem revisão de dois em dois anos. “O governador Beto Richa, com a força do Governo do Estado, nos garantiu estar aqui comemorando este fato. Sem o governo, o município não teria estrutura técnica e financeira para a elaboração deste plano, que talvez seja o mais moderno do País”, afirmou Aguiar. 

A participação do Governo do Estado foi ressaltada, também, pelo ex-secretário municipal de Habitação e Assuntos Fundiários de Pontal do Paraná e um dos responsáveis pela elaboração do plano, Luiz Carlos krezinski. “O Governo do Estado foi decisivo, porque em uma das dificuldades que tínhamos, o Estado supriu fazendo o Zoneamento Ecológico Econômico do Estado do Paraná, que definiu o que seria área para poder o usar e o que seria para ser preservada. Tivemos também um problema com a demarcação de uma área da Funai, por exemplo, mas o próprio Estado fez a defesa do município”, disse ele. 

LEI - De acordo com a Lei Federal 10.257, de 2001, todos os municípios com mais de 20 mil habitantes precisam ter planos diretores. O Paraná, no entanto, exige que todos os municípios do Estado, independente da população, tenham seus planos diretores. “Essa é a melhor forma de o município ter acesso aos recursos financeiros disponibilizados pelos estados”, diz Carlos Augusto Storer, geógrafo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano do Paraná .

O Paraná é protagonista no Brasil, sendo um dos estados com o maior número de municípios com planos diretores, de acordo com o estudo Perfil dos Municípios Brasileiros, do IBGE, publicado em 2013. Dos 399 municípios, apenas 16 não possuem Planos Diretores. Dos 16 municípios que ainda não têm Planos Diretores, oito não tinham condições financeiras de preparar os documentos. O governador Beto Richa e o secretário do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, estabeleceram estudos para dar condições de igualdade a eles para que pudessem ter o seu Plano Diretor, como exige o Estatuto da Cidade.

A cada um desses oito municípios foi autorizado que licitassem no limite de até R$ 50 mil para que fizessem o seu Plano Diretor. Dos oito municípios, um deles rescindiu o contrato e ficou fora: Jundiaí do Sul. Os demais municípios que receberam apoio são Bom Jesus do Sul, Corumbataí do Sul, Itaperuçu, Jaboti, Presidente Castelo Branco, Rio Branco do Ivaí, Salto do Itararé. Dos 16, oito elaboram o Plano Diretor por conta própria: Marilândia do Sul; Palmeira; Pérola D'Oeste; Primeiro de Maio; Salgado Filho; Santa Inês; São João do Caiuá e Tomazina.

PRESENÇAS 

 Participaram da solenidade o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; o chefe da Casa Militar, coronel Adilson Castilho Casitas; o secretário executivo do Conselho De Desenvolvimento Territorial do Litoral do Paraná, Alfredo Parodi; o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Pontal do Paraná, Gilberto Spinoza; o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche; os deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli, Alexandre Curi e Nelson Justus, e o prefeito de Guaratuba, Roberto Justus.

AQUÁRIO DE PARANAGUÁ RECEBE JACARÉ DE PAPO AMARELO

Resultado de imagem para JACARÉ DO PAPO AMARELO
O Aquário de Paranaguá acaba de receber um jacaré de Papo Amarelo, que irá viver no recinto com três cágados pescoço-de-cobra e uma tartaruga tigre d'água. O novo morador foi transferido de São Paulo e é o primeiro réptil de grande porte a viver no novo recinto, inaugurado em novembro. 

O recinto para répteis possui um túnel para dentro do local em que o visitante pode ver os animais de perto. "O túnel entra embaixo do recinto dos répteis e tem um painel de vidro para o visitante ficar na mesma altura dos animais e sentir como se estivesse com eles. 

O jacaré é o primeiro réptil de grande porte a morar no Aquário, e nós estávamos ansiosos com a vinda", diz a coordenadora de Educação Ambiental do Aquário, Carolina Meira. Antes de chegar a Paranaguá, o jacaré passou seis meses em tratamento, pois havia sido encontrado pela polícia de São Paulo após ter sido bastante machucado pela comunidade local. 

AQUÁRIO 


O Aquário de Paranaguá pertence ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e é gerenciado pela empresa Acqua Mundo. O espaço tem como principal objetivo promover a educação ambiental dos visitantes.

No local, a população pode aprender sobre as 200 espécies da fauna aquática, principalmente do Litoral do Paraná, que estão expostas nos diferentes ambientes.

Dividido em três pavimentos, o Aquário é um dos maiores do País, com aproximadamente dois mil metros quadrados. São 26 recintos, auditórios, espaço para exposições e loja.

Os tanques de toque também agradam os visitantes. Neles, as pessoas podem tocar em animais como as raias, anêmonas, pepino e bolacha do mar, possibilitando diversas experiências sensoriais. Peixes de água doce e salgada e recifes de coral complementam as atrações.

SERVIÇO: Aquário de Paranaguá.

Horário: diariamente das 10h às 17h30.

Ingressos:

Adultos: R$ 18

Crianças e idosos: R$ 12

Moradores do litoral do Paraná, estudantes e doadores de sangue têm direito a meia entrada.

Local: Rua João Régis, s/n, Centro Histórico de Paranaguá.

Contato: aquariodeparanagua.com.br ou (41) 3425-8063



CURITIBA SERÁ INTEGRADA AO EMPRESA FÁCIL PARANÁ, DA JUNTA COMERCIAL

Curitiba será integrada à Rede de Simplificação do Registro Empresarial – Redesim, operada no Estado pelo programa Empresa Fácil, da Junta Comercial do Paraná (Jucepar).

O tema foi a pauta da reunião desta sexta-feira (20) do presidente da Jucepar, Ardisson Akel, e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca. No Paraná, mais de 210 prefeituras já estão integradas à Junta Comercial. Nessas cidades a consulta de viabilidade de endereço, a emissão de alvará e o registro como contribuinte municipal são feitos automaticamente pelo sistema da Jucepar. 

Com exceção da capital, nos outros 398 municípios do Paraná, também é a Jucepar que emite a inscrição no CNPJ da Receita Federal, situação que irá mudar com a integração da cidade ao Empresa Fácil. 

Para o presidente da Jucepar, a implantação do programa em Curitiba representa um grande passo na meta da autarquia, que é a de facilitar o empreendedorismo e a formalização de novos negócios no Paraná. “Como maior centro econômico do Estado, Curitiba não poderia ficar de fora desse projeto audacioso, que prevê a integração de todos os registros públicos através da centralização da Junta Comercial”, disse ele. 

“Temos certeza que essa ação refletirá na geração de empregos e aumento de renda para a população não só de Curitiba, mas de todo Estado”, afirmou Akel, destacando que, além da capital, até o fim de 2017, os outros 188 municípios devem ser integrados à Jucepar. 

HUMANIZAR 

 O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, ressaltou que desburocratizar a emissão de alvarás é uma das metas de sua gestão e que a prioridade serão os pequenos empreendedores. “Nós vamos desburocratizar e humanizar o relacionamento dos pequenos empresários com a prefeitura e essa integração com a Junta Comercial do Paraná é o primeiro passo nesse sentido”, disse. 

Greca afirmou ainda que, baseada no Decreto Nº 83.936, de 6 de setembro de 1979, a prefeitura buscará a eficácia na formalização de novos negócios e instituirá um ouvidor para a viabilização de alvará. 

PRESENÇAS 

 Também participaram da reunião o secretário de Urbanismo de Curitiba, Marcelo Ferraz; o chefe de gabinete Almir Bonancien e o subprocurador da Jucepar, Paulo Palácios, que atuarão pela Junta Comercial e pela prefeitura para viabilizar a integração. 

EMPRESA FÁCIL PARANÁ 

 Além das 210 prefeituras e da Receita Federal, por meio do programa Empresa Fácil a Jucepar já está integrada também ao Sistema Estadual de Informações em Vigilância Sanitária (Sievisa). Entre as próximas integrações, até março de 2017, serão concluídos os convênios com o Corpo de Bombeiros, por meio do programa de licenciamento prévio PrevFogo; com a Secretaria estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e com a Secretaria estadual da Fazenda.

PARANÁ VOLTA AO TOPO DA PRODUTIVIDADE EM MILHO E SOJA

Paraná deve voltar a ser o campeão de produtividade na soja e no milho na safra de 2017, de acordo com levantamento sistemático de produção agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 Depois de ficar na sexta colocação no ranking da soja em 2016, por conta da quebra da safra, o Estado deve liderar o rendimento nesse ano, com 3.456 quilos por hectare, contra 3.087 quilos por hectare em 2016. 

O Paraná deve superar Santa Catarina (3.431 quilos por hectare) e Minas Gerais (3.206 quilos por hectare). O Mato Grosso deve ficar bem atrás, com 3.146 quilos. A média brasileira é estimada em 3.126 quilos por hectare. Atrás apenas do Mato Grosso, o Paraná é o segundo maior produtor de soja, com previsão de produzir 18,5 milhões de toneladas nesse ano, 9,8% acima da safra anterior, de acordo com a estimativa do IBGE. 

Na safra do ano passado, o Paraná perdeu, por conta do clima ruim, cerca de 2 milhões de toneladas de soja, lembra o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Francisco Simioni. “Esse ano as perspectivas são muito boas, com uma previsão de aumento de 10% na produtividade da soja. A colheita está em fase inicial, principalmente nas regiões Norte e Oeste, e o clima tem ajudado”, diz. 

MILHO 

 Após ficar em segundo lugar no ranking do milho da primeira safra em 2016, com 7.990 quilos por hectare, o Paraná também volta ao topo nessa temporada, com um rendimento estimado pelo IBGE de 8.768 quilos por hectare. O Estado está à frente do Mato Grosso do Sul (8.500), que no ano passado havia assumido a liderança, do Distrito Federal (8.249) e de Santa Catarina (7.718). A previsão é de uma produção de 4,3 milhões de toneladas no Paraná, 30% acima do ano anterior. 

“O Paraná conjuga alta produtividade com alto volume de produção e de área plantada. Entre os grandes produtores de grãos do País, ele é o que consegue melhor aliar esses dois indicadores”, diz o diretor do centro de pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Daniel Nojima.

A alta produtividade no campo no Paraná se deve ao trabalho de mais de uma década de desenvolvimento tecnológico, manejo de solo e água, de pragas, rotação de culturas e zoneamento agroecológico, de acordo com Simioni. “Trata-se de um aperfeiçoamento constante, o que garante aumento da produção mesmo o Paraná não tendo mais fronteira agrícola”, diz Siminoni. 

De acordo com ele, o Paraná não tem como expandir a fronteira agrícola. O seu crescimento é vertical, com altos índices de produtividade. “Na soja estamos próximos do topo, mas ainda há espaço para avançarmos no milho de segunda safra”, afirma. 

No milho da segunda safra, o Paraná chegou a bater a marca dos 6,5 mil quilos por hectare, mas por problemas com clima, frio e chuva, principalmente, a produtividade ficou em 4.653 no ano passado.

Ao todo, o Paraná deve colher, de acordo com a projeção do IBGE, 23,3 milhões de toneladas na safra de verão, 13,4% mais do que a anterior (20,5 milhões de toneladas).

TECPAR INSTALA SISTEMA QUE DÁ MAIS EFICIÊNCIA À ANALISE DE ALIMENTOS


Um sistema automatizado que permite a contagem dos microrganismos normalmente monitorados em produtos alimentares para consumo humano e para animais domésticos, instalado no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), traz mais eficiência à análise de amostras enviadas ao laboratório. Com o novo equipamento, o Tecpar pode chegar ao resultado da análise em até um quarto do tempo que seria necessário se utilizado o sistema clássico.

Hoje, os clientes do instituto no segmento de produtos alimentares buscam a instituição para atestar a segurança alimentar dos seus produtos. Os testes detectam a presença de microrganismos e a sua quantidade em um prazo de 24 a 76 horas, dependendo da sua especificidade. Antes da instalação deste novo sistema de contagem dos microrganismos, o teste mais rápido levava em torno de 100 horas para ficar pronto.

MAIS ENSAIOS 

O novo sistema interpreta estatisticamente a leitura óptica do crescimento microbiano e aponta o número de microrganismos presentes no alimento, segundo explica a técnica do laboratório do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente, Carmen Higaskino. “Entre as vantagens do novo sistema estão a realização de maior número de ensaios em menor tempo, a rastreabilidade garantida pelo registro automatizado dos dados e a padronização nas etapas de preparação e interpretação dos resultados”, pontua Carmen.

De acordo com a gerente do centro, Daniele Adão, a modernização dos laboratórios é essencial para um instituto como o Tecpar, que atua em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PD&I). “No que diz respeito à prestação de serviços, que envolve tanto os ensaios tecnológicos quanto as soluções tecnológicas ofertados aos clientes, essa modernização permite a realização de um maior número de serviços em menor tempo, mas com a mesma qualidade e confiabilidade já oferecida pelo Tecpar”, salienta. 

RECONHECIMENTO 

 O Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente faz ensaios químicos e biológicos nos segmentos de saúde e beleza, alimentos e bebidas, meio ambiente e recursos hídricos.

Os laboratórios do Centro têm sua competência técnica reconhecida por instituições como a Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde.

SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS 

 Três grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar: saúde e meio ambiente, tecnologia em materiais e medições e validação.

Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o site portal.tecpar.br/solucoes-tecnologica.

SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DO PARANÁ HOMENAGEIA O DIA DO FARMACÊUTICO

No Dia do Farmacêutico, comemorado nesta sexta-feira (20), o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, fez questão de destacar a importância da profissão no processo de fortalecimento da saúde pública no Paraná. Ocupando funções de destaque na rede, os farmacêuticos têm contribuído para a construção de um SUS mais qualificado e acessível para todos. 

“A área da assistência farmacêutica evoluiu bastante nos últimos anos. Além de garantir medicamentos seguros e eficazes, temos implantado uma mudança de conceito no atendimento aos pacientes. A ideia é oferecer cuidado integral ao usuário, priorizando o bem-estar do indivíduo”, disse o secretário. 

Para Caputo Neto, a reestruturação das Farmácias do Paraná e os incentivos criados para qualificar o setor nos municípios serão as grandes marcas da gestão nesta área. “Hoje os farmacêuticos da rede pública contam com melhores condições para trabalhar. Consequentemente, isso tem impacto direto na qualidade de vida das pessoas”, ressaltou. 

Atualmente, o quadro próprio de servidores da saúde conta com 431 farmacêuticos e bioquímicos. Eles atuam na assistência farmacêutica estadual, vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, laboratórios de análises clínicas e de produção de insumos e medicamentos, hemorrede e hospitais próprios. 

A partir deste ano, novos farmacêuticos devem ser incorporados ao quadro da Secretaria de Estado da Saúde. O concurso público da pasta, de 2016, prevê a contratação de 92 profissionais da área. Neste primeiro chamamento, 80 farmacêuticos foram convocados e devem atuar em serviços de saúde de todo o Estado. 

”É importante recompor a nossa força de trabalho. Para avançarmos ainda mais, é preciso que gente nova entre no serviço público e dê continuidade ao trabalho de excelência que está sendo realizado”, declarou o secretário, que também é farmacêutico e servidor público estadual há 31 anos. 

Muitos dos novos profissionais vão reforçar as equipes das 22 unidades do Programa Farmácia do Paraná. Desde 2011, 13 farmácias regionais foram reformadas e/ou ampliadas através do programa. Usuários das regiões de Apucarana, Cascavel, Cianorte, Curitiba, Guarapuava, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Pato Branco, Telêmaco Borba, Toledo e União da Vitória já são atendidos em novas instalações. 

Ao todo, o programa estadual já atende a 173.311 usuários em todo o Paraná. Em 2010, eram 90.248 mil. Um aumento de 96% em seis anos.

DOCUMENTOS REVELAM INTERESSES DA CIA NO NORDESTE BRASILEIRO NA DÉCADA DE 1950

"O fortalecimento econômico-militar do Brasil: fator de importância central para a segurança dos EUA e do mundo democrático". Relatório da CIA divulgado nesta semana destaca o papel que o Nordeste brasileiro poderia ter em um eventual confronto entre os Estados Unidos e União Soviética

Soldados americanos se divertem em praia em Natal (RN) durante a Segunda Guerra Mundial


Em relatório divulgado nesta semana pela CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos), o governo americano imaginava que a União Soviética poderia ocupar o Nordeste do Brasil, de onde lançariam a “ofensiva final” contra os EUA, durante a Guerra Fria.

Intitulado “O fortalecimento econômico-militar do Brasil: fator de importância central para a segurança dos EUA e do mundo democrático”, o documento de 33 páginas destaca o papel que o Nordeste poderia ter em um eventual confronto entre os Estados Unidos e a União Soviética na Guerra Fria.

Segundo reportagem de João Fellet, da BBC Brasil, a região é descrita no relatório como sujeita a conflitos sociais e um “potencial centro de agitação e disseminação de ideais comunistas”, mas considerada crucial para a defesa do Atlântico-Sul e dos Estados Unidos em caso de um ataque russo a partir da África.

Segundo a CIA, o Nordeste era tão importante para a segurança dos EUA quanto o Canadá e o Canal do Panamá, a conexão marítima entre o Atlântico e o Pacífico. A agência cita o general francês Lionel Max-Chassin, para quem uma hipotética ofensiva soviética contra os EUA incluiria ataques a partir do Ártico e da “faixa costeira entre Natal e a Bahia”.

Se recebesse o apoio militar devido, diz a CIA, o Brasil poderia assumir integralmente a defesa do Nordeste, do Atlântico-Sul e até participar de batalhas contra os soviéticos na Europa.

“Com uma população de cerca de 53 milhões de habitantes, o Brasil está em posição de mobilizar, num tempo razoável, entre 20 e 25 divisões de infantaria (de 400 e 500 mil homens), sem afetar muito sua economia interna”, calculava o órgão.

Leia a íntegra da matéria abaixo.

por João Fellet

Após ocupar o Leste Europeu, os soviéticos agora avançam pelo Hemisfério Sul. As tropas comunistas invadem a Austrália, ocupam a África e de lá partem para a conquista do território de onde lançarão a ofensiva final contra os Estados Unidos: o Nordeste do Brasil.

O cenário hipotético é narrado em um relatório da CIA (agência de inteligência dos EUA) divulgado nesta semana, entre cerca de 800 mil documentos que vieram à tona após uma longo processo movido por defensores do livre acesso à informação.

Intitulado “O fortalecimento econômico-militar do Brasil: fator de importância central para a segurança dos EUA e do mundo democrático”, o documento de 33 páginas destaca o papel que o Nordeste poderia ter em um eventual confronto entre os Estados Unidos e a União Soviética na Guerra Fria.

Separada da costa africana por apenas 3 mil quilômetros, a região é descrita no relatório como sujeita a conflitos sociais e um “potencial centro de agitação e disseminação de ideais comunistas”, mas considerada crucial para a defesa do Atlântico-Sul e dos Estados Unidos em caso de um ataque russo a partir da África.

Segundo a CIA, o Nordeste era tão importante para a segurança dos EUA quanto o Canadá e o Canal do Panamá, a conexão marítima entre o Atlântico e o Pacífico. A agência cita o general francês Lionel Max-Chassin, para quem uma hipotética ofensiva soviética contra os EUA incluiria ataques a partir do Ártico e da “faixa costeira entre Natal e a Bahia”.

“Um segundo movimento, precedendo a invasão final, pode se voltar à conquista da zona de Cuba e do México, no sul, e da Terra Nova e Labrador, no norte. Só na última etapa uma ofensiva generalizada seria lançada contra o coração da força naval”, diz o general.

Não é possível identificar a data do relatório, divulgado apenas parcialmente. Porém, eventos citados no texto indicam que ele foi elaborado na década de 1950, quando as duas potências se armavam para um possível conflito.
A Guerra Fria, como o período ficou conhecido, só se encerrou com o colapso da União Soviética, nos anos 1990.
Contrapropaganda e modernização

O documento defendia duas linhas de ação para aproximar Brasil e Estados Unidos e impedir a infiltração comunista em terras brasileiras.

No campo ideológico, a CIA sugeria a criação de um órgão de contrapropaganda para combater a influência soviética e a “eliminação ou neutralização” de grupos comunistas presentes em “todo o país e em diferentes esferas do governo”.

Na economia, defendia sanar os problemas que impediam o desenvolvimento do Brasil e que poderiam facilitar a disseminação do comunismo no país, como o “atraso cultural”, a pobreza e a “politização das massas por agentes comunistas”.

Entre as ações que a agência considerava essenciais estavam modernizar a agricultura brasileira, difundir a energia hidrelétrica e ampliar a produção de combustíveis fósseis.

Se recebesse o apoio militar devido, diz a CIA, o Brasil poderia assumir integralmente a defesa do Nordeste, do Atlântico-Sul e até participar de batalhas contra os soviéticos na Europa.

“Com uma população de cerca de 53 milhões de habitantes, o Brasil está em posição de mobilizar, num tempo razoável, entre 20 e 25 divisões de infantaria (de 400 e 500 mil homens), sem afetar muito sua economia interna”, calculava o órgão.

Se, porém, os dois países não se aproximassem voluntariamente, o relatório diz que “isso obviamente levaria a uma intervenção dos EUA no território brasileiro em caso de um conflito com a Rússia”.
Intervenções e Segunda Guerra

Os Estados Unidos passam a considerar o Brasil e a América Latina como parte de sua zona de segurança com a Doutrina Monroe, de 1823, que buscava restringir a ação de potências europeias nas Américas.

Outro passo foi dado em 1904 com o Corolário Roosevelt e a política do “Big Stick” (grande porrete, em português), com os quais os EUA passaram a justificar intervenções militares para preservar seus interesses na região.

Poupado de interferências mais agudas como as experimentadas por alguns vizinhos, o Brasil estreitou os laços com os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao se unir aos Aliados contra Alemanha, Itália e Japão.

Soldados brasileiros são enviados à Itália, e o Brasil passa a abastecer a indústria bélica dos EUA com borracha e outras matérias-primas. No início dos anos 1940, Natal se torna a mais movimentada base aérea dos EUA no exterior, ponto de apoio para operações na Ásia, África e Europa.

A parceria deixou uma impressão tão boa nos EUA que, anos após o fim da guerra, a CIA defendeu repeti-la diante da ameaça soviética.

No fim do relatório, a agência afirma que Brasil e EUA “devem representar os últimos bastiões da liberdade, reafirmando a tradição histórica de aliados leais e sinceros”.

“Acreditamos na sobrevivência das forças espirituais, do poder da fé e da doutrina cristã, e é por essa razão que nos devotamos a esta nova cruzada, que irá, certamente, confirmar uma vez mais o triunfo das forças da cultura e da civilização sobre as forças materialistas [soviéticas]”, conclui o documento

ANTES DE MORRER, JOVEM REVELOU QUE FOI AGREDIDO PELA MÃE POR SER GAY

Dois dias antes de ser esfaqueado e carbonizado, Itaberli Lozano afirmou em uma postagem no Facebook que foi agredido pela mãe por ser gay. A publicação, que havia sido apagada, foi recuperada por amigos do jovem e entregue ao Ministério Público

Pouco tempo antes de ser assassinado, Itaberli Lozano revelou no Facebook que foi espancado pela mãe por ser gay e que estava sendo perseguido


48 horas antes de ser assassinado, o adolescente Itaberli Lozano, de 17 anos, afirmou em uma postagem no Facebook que foi agredido pela mãe por ser homossexual. As imagens da publicação — que acabou sendo apagada depois — foram recuperadas por amigos do jovem e entregues ao Ministério Público.

Na publicação, o adolescente relata que foi espancado “pela mulher que chamava de mãe” por ser gay e que Tatiana colocou “uma renca de moleques” para agredi-lo. Lozano diz ainda que foi para a casa de amigos em Franca (SP) para fugir das ameaças.

O tio paterno da vítima, Dario Rosa, já havia afirmado que Tatiana não aceitava a homossexualidade do filho e, por esse motivo, os dois tinham muitas discussões. A família suspeitava que o crime foi motivado pelo fato de Lozano ser gay.
Quebra-cabeça

Os novos depoimentos sobre o caso embaralharam o quebra-cabeça, e a polícia agora busca saber quem, de fato, esfaqueou Itaberli.

Imagens de câmeras de segurança posicionadas em frente à casa mostram os dois garotos batendo em retirada, enquanto a mulher está do lado de fora. Depois, ela entra na residência e ninguém sabe o que aconteceu a partir de então – e nem antes.

O que se sabe é que a mãe enrolou o filho morto em um edredom, retirou o corpo pela garagem dos fundos e o colocou no carro do marido, o tratorista Alex Canteli Pereira, de 30 anos, que também está preso. O casal levou o cadáver até um canavial e o incendiou. Depois, jogaram o celular do garoto em um matagal – o aparelho não foi encontrado.

O promotor Wanderley Baptista da Trindade Junior afirmou que o “principal motivo” do crime é homofobia. Familiares e testemunhas afirmam que Tatiana não aceitava a homossexualidade do filho.

Post e imagens divulgados por Itaberli 2 dias antes de morrer:

CRETINICE DA REDE GLOBO E A TRAGÉDIA DO BRASIL

Entenda por que a Rede Globo é uma tragédia para o Brasil e a quebra do seu poder nefasto é um requisito para a democracia e para a soberania nacional

Roberto Marinho e os seus 3 herdeiros


por Jeferson Miola

Foi sobretudo no período do ditador Emílio Garrastazu Médici [1969-1974] que o terror de Estado foi institucionalizado como método oficial para a repressão e para o aniquilamento da resistência à ditadura civil-militar implantada em 1º de abril 1964.

Uma potente arquitetura repressiva e de perseguição política foi montada no governo federal e nos Estados brasileiros com o engajamento financeiro de grandes grupos econômicos – entre os quais FORD, GM e ULTRAGAZ.

A Rede Globo avultou como o monopólio midiático dominante e, assim, logo se converteu na mais eficiente máquina de propaganda e de legitimação do regime militar – desinformando, alienando e entretendo a população, e ocultando a realidade e a face atroz da ditadura.

Em 1º de setembro de 1969, um mês antes do início do período do general Médici, a Globo lançou o Jornal Nacional [JN], programa noticioso que ainda nos dias de hoje exerce poderosa influência no debate político no Brasil, com força de organização, articulação e propagação do discurso hegemônico.

Em determinadas edições do JN daquela época, não por coincidência nos dias de cometimento de atrocidades pelo regime, o âncora do telejornal, Cid Moreira, com voz grave e solene finalizava o noticiário com uma conclamação: “brasileiros, nunca fomos tão felizes!” [sic].

Naquele que foi o ambiente mais macabro e horroroso da história do país, a Globo anunciava ao povo brasileiro uma suposta e nunca antes vivenciada felicidade! Com a infâmia, escondia o terror que dizimava a resistência democrática e, ao mesmo tempo, ocultava a censura, as cassações, perseguições, mortes, os desaparecimentos e exílios impostos pelo regime.

A Globo repete a cretinice nos dias atuais. Na edição do JN da última quinta-feira [12/01], fez uma reportagem bizarra sobre o que chama de “inflação pessoal”. Num exercício eufemístico, o JN individualizou a responsabilidade pela crise econômica e insinuou medidas que cada pessoa deveria adotar para enfrentar a própria “inflação pessoal”: se usa carro, substituir por ônibus; se a escola particular está cara, a pública é a alternativa; se o feijão pesa no orçamento, por que não deixar de comê-lo? …

Com tal enquadramento sobre a carestia e a perda de renda causada pelo desemprego brutal, a Globo teve o claro objetivo de ocultar a desastrosa política econômica do governo golpista – política que está afundando o Brasil e vai promover uma crise humanitária sem precedentes. A única diferença é que desta vez o William Bonner [o sucessor do Cid Moreira no JN] não exaltou que “nunca fomos tão felizes!”.

A Globo não foi apenas cúmplice dos ataques à democracia e aos governos progressistas, mas teve participação golpista ativa; foi co-autora e sócia-fundadora das empreitadas golpistas nos últimos 52 anos: em 1964, no golpe civil-midiático-militar; e em 2016, no golpe jurídico-midiático-parlamentar.

A Globo é a expressão fiel da índole da classe dominante brasileira: golpista, intolerante e anti-democrática, sempre a postos para derrubar governos progressistas e as políticas de distribuição de renda, igualdade social e independência nacional.

A Globo é nefasta à democracia e à construção do ideal de uma nação justa, igualitária e moderna. Nunca existirá democracia sem o controle democrático dos meios de comunicação e sem o fim do poder monopólico do noticiário e da informação em mãos de uma única família.

A Rede Globo é uma tragédia para o Brasil – a quebra do seu poder nefasto é um requisito para a democracia e para a soberania nacional.

CHELSEA MANNING É LIBERTADA POR OBAMA NO APAGAR DAS LUZES

No apagar das luzes, Obama liberta Chelsea Manning. Que Manning seja feliz em liberdade. Denunciar ao mundo as atrocidades de um poder do tamanho dos Estados Unidos, desde dentro, requer uma coragem que poucos têm



Flávio Aguiar, RBA

Ela nasceu com o sexo masculino, e ganhou o nome de Bradley Edward Manning. Cresceu e entrou para o Exército dos Estados Unidos. Serviu no Afeganistão e no Iraque.

Embora soldado raso, teve acesso a informações sigilosas. Deu-se conta das atrocidades cometidas pelos Estados Unidos “em nome da democracia”.

A cena mais chocante a que assistiu foi a dos soldados dentro de um helicóptero metralhando sucessivamente civis em Bagdá, inclusive, os que tentavam socorrer feridos.

Os civis – que incluíam dois jornalistas – foram confundidos com terroristas. As câmeras que os jornalistas portavam foram confundidas com armas. Selou-lhe o destino.

Uma kombi que transportava crianças parou para socorrer os baleados. Foi metralhada. Os adultos morreram, as crianças ficaram feridas.

Manning não aguentou. Em segredo, divulgou o vídeo – que agências de notícias já tinham pedido inutilmente ao governo norte-americano.

Em choque pelo que vira e por mais informações a que tivera acesso, continuou a divulgação, em segredo. Chegou ao WikiLeaks, Julian Assange. Milhares de informações foram divulgados e tiveram um impacto tremendo.

Então Manning cometeu um erro fatal. Confiando na amizade de um seu correspondente por internet, Adrian Lamo, revelou-lhe que divulgara aquele vídeo, de 12 de julho de 2007.

Adrian Lamo – depois se soube – além de ser um hacker muito competente, especializado em quebrar sistemas de segurança para auxiliar empresas que o contratavam, trabalhava também para o FBI e a National Security Agency. Dedou o “amigo”. Forneceu provas contra Manning.

Manning foi preso (ainda era um soldado do sexo masculino), acusado, julgado e condenado, em 21 de agosto de 2013, a 35 anos de prisão, por espionagem e traição.

Já na prisão, resolveu se submeter à cirurgia de troca de sexo. Transformou-se em Chelsea Manning. Tentou duas vezes o suicídio. Fez greve de fome. A Anistia Internacional considerou as condições do cárcere a que estava submetida como “desumanas”.

Agora, no apagar das luzes de seu mandato, o presidente Obama resolveu comutar sua pena, na prática, indultá-la. Chelsea vai sair livre para sua nova vida.

Essa medida veio no bojo de 208 indultos assinados numa sentada pelo presidente. Obama foi o presidente dos Estados Unidos que mais usou, pelo que se sabe, o poder do indulto: 1.385 casos em seus oito anos de mandato.

Estaria fazendo uma compensação por não ter cumprido a promessa de campanha de fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba?

Desta vez, dentre outros e outras, Obama libertou Oscar López Rivera, preso há 35 anos por sua militância em favor da independência de Porto Rico.

A libertação de Chelsea Manning causou indignação entre os “falcões” norte-americanos. Políticos republicanos, veteranos de guerra, militaristas consideraram o gesto “um insulto” aos “bravos” que deram suas vidas pelos “valores dos EUA”.

Já quem apoiava Manning considerou a medida justa, ainda que tardia, pela coragem do seu gesto revelando atrocidades das Forças Armadas dos Estados Unidos, além de ter entregue um calhamaço de documentos ao WikiLeaks que, segundo diferentes fontes, é avaliado de 150 mil informes até 700 mil.

Ainda há ressonâncias da medida a averiguar no futuro. Julian Assange, o diretor do Wikileaks que está asilado/confinado na Embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012, fez saber por seus advogados, dias atrás, que encararia a extradição para os Estados Unidos caso Manning fosse libertada.

Os assessores de Obama garantem que isto não influenciou a sua decisão. Mas quem sabe? E agora cabe esperar o que Assange fará de fato.

Edward Snowden, asilado em Moscou, depois de revelar os esquemas de espionagem diplomática, militar, política, industrial e comercial da National Security Agency, de que foram vítimas Angela Merkel e nossa presidenta Dilma Rousseff, também saudou a libertação de Manning.

O governo russo anunciou que prorrogou seu asilo por mais dois anos. O que vai acontecer com ele, depois que Trump assumir?

Agora que Manning foi libertada, o que fará Trump? O que fará Putin? Pressionará o novo presidente para resolver o caso de Snowden?

Esperemos, primeiramente, que Manning seja feliz em sua nova vida, em liberdade. Ela fez por merecer. Denunciar as atrocidades de um poder do tamanho dos Estados Unidos, desde dentro, requer uma coragem que poucos têm.