sexta-feira, 17 de março de 2017

SISTEMA DE COOPERATIVAS DE CRÉDITOS DO BRASIL ( SICOOB), INAUGURA AGÊNCIA NA ANITA GARIBALDI


Empresários, Empreendedores, Profissionais Liberais, Servidores Públicos Federais e Servidores Públicos Estaduais da região norte de Curitiba, especialmente dos bairros: Abranches, Ahú, Barreirinha, Boa Vista, Cachoeira, Santa Cândida, São Lourenço e Taboão, podem contar com os produtos e serviços do Sicoob, é o 12º ponto de atendimento em Curitiba, inaugurada no dia 23 de fevereiro, na avenida Anita Garibaldi, 2854. 
 É uma Instituição Financeira Cooperativa onde os clientes são donos e seus resultados financeiros divididos entre os cooperados, pertence à Cooperativa Sicoob Sul, que conta com 27 pontos de atendimento. 


Sistema de Cooperativas de Créditos do Brasil (Sicoob), possui mais de 3,2 milhões de cooperados em todo o país e está presente em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2,5 mil pontos de atendimento 

O Sicoob é o maior sistema financeiro cooperativo do país. É composto por cooperativas financeiras e empresas de apoio, em conjunto oferecem aos associados serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência por meios eletrônicos de pagamentos de diversas bandeiras e por via própria através da maquineta Sipag, dentre outros. Tem todos os produtos e serviços bancários, mas não é banco. 

Com a missão de promover o desenvolvimento das nossas comunidades por meio do cooperativismo de crédito, a cooperativa integrante do Sistema Sicoob PR está ampliando seu número de agências e aumentando sua presença nos principais bairros de Curitiba e cidades da região metropolitana diz o Presidente do Sicoob Unicoob Central do Paraná, Jefferson Nogaroli. 


Presentes: Empresários e convidados dos bairros da região, Diretores do Sicoob: Jefferson Nogaroli Presidente do Conselho do Sicoob Central Unicoob PR, Virgílio Moreira Filho, Presidente Executivo do Sicoob Sul, Allan Forti Rubira, Vice-Presidente Executivo, Herbert Michelis, Diretor de Negócios, Paulo Cesar Daros, Gerente e conselheiros e colaboradores. 

Serviço: 

Anita Garibaldi, 2854, Ahú


quinta-feira, 16 de março de 2017

NO MINISTÉRIO DAS CIDADES, GOVERNADOR PLEITEIA MAIS HABITAÇÃO PARA O PARANÁ


O Paraná busca uma cota de novos recursos para o programa habitacional Minha Casa Minha Vida. A expectativa é que mais cinco mil residências sejam construídas no Estado, com recursos de cerca de R$ 250 milhões. O assunto foi tratado pelo governador Beto Richa e o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion, com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, nesta quarta-feira (15), em Brasília. 

A ideia é priorizar a construção de moradias nos municípios paranaenses com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O intuito é viabilizar a ampliação do atendimento a famílias paranaenses em situação de vulnerabilidade social que residem em condições precárias. O Ministério das Cidades irá construir, em todo o País, 100 mil residências para atender a faixa 1 do programa, que subsidia parcialmente moradias para famílias com renda de até R$ 1,8 mil. 

“Nosso programa de habitação prioriza a moradia social. Favorece as famílias que têm uma dificuldade maior para realizar o sonho da casa própria. E esta nova etapa do plano habitacional do governo federal coincide justamente com os objetivos estabelecidos em nossa proposta”, afirmou o governador. “Daí a importância de fortalecer esta parceria entre o Estado e a União na construção de novas casas”, ressaltou. 

Segundo o presidente da Cohapar, o ministro Bruno Aarújo foi receptivo ao pleito do Paraná. “Foi uma reunião muito boa e acreditamos que vamos colher muitos bons frutos dessa iniciativa”, afirmou Lupion. 

CARTÃO REFORMA 

 No encontro, também foram discutidos detalhes sobre o funcionamento do programa Cartão Reforma, para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social a fazer melhorias em suas residências. O cartão pode ser utilizado na aquisição de materiais de construção destinados à reforma, ampliação ou conclusão de moradias. 

De acordo com o presidente da Cohapar, o governo federal deverá publicar as regras para o acesso ao Cartão Reforma até o início de abril. “A expectativa é que o Ministério das Cidades disponibilize 10 mil cartões para o Estado, com valores que variam de R$ 2 mil a R$ 9 mil”, explicou Lupion. “Com esse programa, milhares de famílias terão oportunidade de melhorar as condições das casas em que vivem”, destacou. 


BALANÇO

 Desde 2011, os projetos habitacionais do Governo do Paraná, desenvolvidos em parceria com o governo federal, resultaram na construção de 80 mil moradias, sendo 13 mil unidades rurais. Além de beneficiar as famílias atendidas, os investimentos de R$ 4,7 bilhões também ajudaram a movimentar a economia do Estado e geraram emprego e renda na indústria da construção civil. 

FGTS

 O presidente e os diretores da Cohapar também participam, nesta quarta-feira, de uma reunião com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e o vice-presidente de Habitação do banco, Nelson de Souza. O objetivo foi conseguir mais agilidade nas contratações de novos empreendimentos habitacionais com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

PRESENÇAS

 O secretário especial de Representação do Paraná em Brasília, Paulo Martins, e o deputado estadual Pedro Lupion também participaram da reunião.

Fotos: Rafael da Luz Vicente

PARCERIA GARANTE CURSO DE TEATRO NOS CONDOMÍNIOS E SEDE DA AMAI

A profissional Regina Brasil, atriz, jornalista e professora universitária com mais de 20 anos de carreira fechou uma parceria com a Associação de Moradores dos residenciais Imbuia e Aroeira ( AMAI) no bairro Santa Cândida para dar início a um trabalho de levar cultura aos moradores desses condomínios que são em torno de 5 mil pessoas. Ela vai dar aulas de Teatro na sede da AMAI e o curso vai começar na semana do dia 13/03.

Regina Brasil trabalha com um grupo profissional de Teatro e apresenta uma peça educacional chamada " A Visita de Brasil "

Já faz 4 anos que o trabalho é apresentado em escolas de Curitiba, região metropolitana e até em Fortaleza no Ceará. 

A primeira apresentação acontece, no sábado dia 11/03 às 15h00 na sede da AMAI. 

Haverá mais apresentações em dias e horários a ser divulgados.

O presidente da Associação Ivan Tavares, acha o projeto excelente. Ele afirma: “ As nossas crianças, jovens e até os adultos, a terceira idade, precisam da cultura para ocupar o tempo e descobrir habilidades e talentos muitas vezes escondidos. Os jovens principalmente, para que não se envolvam com coisas erradas “. Para Ivan a cultura pode salvar pessoas de futuros incertos e tristes. Por este motivo, além do teatro que é a primeira atividade oferecida aos moradores em parceria com a Associação, ele pretende trazer aos conjuntos a capoeira, a dança o taekwondo e até o futebol.

Para a profissional Regina Brasil que mora com sua família em um dos residenciais a possibilidade de ajudar, de trazer oportunidade para os moradores do condomínio a deixam satisfeita. Ela disse: “Ainda bem que pude organizar na minha agenda corrida, os cursos de Teatro nessa parceria com a Associação. Também é bom para mim, pois sem ter que pagar um aluguel para usar a sede da AMAI, como acontece em espaços particulares, que chegam a cobrar até 50 por cento por aluno, consigo trabalhar com uma mensalidade bem em conta. E além disso os alunos não precisarão gastar com ônibus para fazer Teatro, uma atividade lúdica que fortalece a criatividade e a imaginação, exercita o corpo e as pessoas perdem a timidez. É ótimo! ''
Ela conta que vai trabalhar com turmas separadas por idade: crianças de 07 a 11 anos. Jovens de 12 a 17 e adultos junto com terceira idade.


Cursos:

A TURMA JÁ FORMADA É A DE TERÇA- FEIRA A NOITE DAS PARA JOVENS A PARTIR DE 14 ANOS E ADULTOS. DAS 19:15 ÀS 21:15. 

A PROFESSORA E A AM, AGUARDA OS CONDÔMINOS MANDAR E-MAIL OU FAÇAM CONTATO PARA O PREENCHIMENTO DAS TURMAS DE TEATRO.

Contato da professora e jornalista Regina Brasil,  9838-8427 

APRESENTAÇÃO DA PEÇA

Neste ano de 2017 a agenda de apresentações da peça, A VISITA DO BRASIL em escolas particulares e estaduais terá como foco principal a região norte de Curitiba.


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PREFEITO RECEBE MORADORES DOS BAIRROS E ATENDE SOLICITAÇÕES, SANTA CÂNDIDA É CONTEMPLADA


Segunda audiência pública da gestão do prefeito Rafael Greca aconteceu nesta quarta-feira (22) no Salão Brasil da Prefeitura. Para dar mais agilidade às demandas encaminhadas via Central 156, o prefeito, acompanhado de secretários, gestores e técnicos municipais, deu encaminhamento aos pedidos. 

Foram 12 solicitações envolvendo questões ligadas ao trânsito, mudanças e aberturas de ruas, além dos pedidos de pessoas com deficiência física por reserva de vagas nas ruas. Os atendimentos incluíram ainda liberação de alvará para comércio e de realização de eventos com o uso de food trucks. 

Ao lado de Greca, participaram do encontro o secretário de Urbanismo e Assuntos Metropolitanos, Marcelo Ferraz César, o presidente do Ippuc, Reginaldo Luiz Reinert, a subprocuradora do município, Rosa Pedroso, e representantes das secretarias de Obras e de Defesa Social e Trânsito. 

A iniciativa vai se repetir quinzenalmente, às quartas-feiras. O objetivo é encaminhar as demandas de forma ágil e madura. “Quando for possível atender o pedido, atenderemos e daremos prazo de resposta. Quando não for da alçada do município, daremos orientação adequada aos cidadãos e às cidadãs”, disse Greca. 

ATENDIMENTOS 


Morador e a advogada Eliane Stranhoto também foi pleitear a abertura de uma rua no bairro Santa Cândida, que vai beneficiar cerca de três mil famílias e saiu satisfeita com o encaminhamento do prefeito, que determinou o andamento do processo. “Ele demonstrou que está sabendo administrar a cidade com muita celeridade, objetividade e praticidade da resolução”, avaliou. Para garantia do pedido, prefeito deixou por escrito: ” Autorizo instrução de processo legal para permuta de áreas afetadas por diretrizes de arruamento ou potencial construtivo”. Assinado Rafael Greca. 

Quem também saiu contente foi Andrea Giroldo de Paula e Silva, mãe da Emanuele Maria, de seis anos, portadora de osteogênese imperfeita. Há duas semanas, ela solicitou uma vaga de estacionamento exclusiva para deficientes físicos em frente à escola da filha e terá o pedido atendido. “Em 15 dias, teremos o local reservado e a placa para podermos usar. Com a condição da Emanuele, que ainda não anda, é tudo mais lento e em dia de chuva é complicado”, explicou Andrea. 

Em proposta da Associação dos moradores dos conjuntos Aroeiras e Imbuias solicitou mais um acesso aos conjuntos com abertura de uma rua e uma linha de ónibus, foi motivo de abertura de processo diante da procuradoria geral do município e graças a isso moradores foram até o prefeito. 

Foto: Pedro Ribas/SMCS

DEPUTADO BRASILEIRO DIZ QUE FEZ ESTUDO PROFUNDO E DESCOBRIU QUE O MICKEY É GAY

Deputado federal afirma que Mickey Mouse é homossexual, está destruindo famílias e precisa ser boicotado. O parlamentar se irritou quando questionado sobre como o personagem poderia ser gay, se namora com a Minnie

O deputado federal Victório Galli (PSC-MT) é também pastor evangélico da Assembleia de Deus


O deputado federal Victório Galli (PSC-MT) iniciou uma campanha nas redes sociais pedindo boicote aos desenhos da Disney e, sobretudo, ao quase centenário Mickey Mouse.

De acordo com o parlamentar, que também é pastor evangélico, o personagem, criado em 1928 por Walt Disney, é gay e faz apologia à homossexualidade.

Nas redes sociais, Victório publicou uma imagem em que Jesus Cristo aparece ‘protegendo’ uma criança do Mickey, acompanhada da seguinte legenda: “Pare! Não mexa com os meus pequeninos!”.

Em recente entrevista à Rádio Capital, de Cuiabá, Victório alega ter feito estudos profundos para concluir o que defende. “A gente vê que eles [Disney e Mickey] fazem apologia ao homossexualismo. Em todas as situações. Inclusive o Mickey, se você fizer um estudo profundo como eu já fiz, ele é homossexual. Há uma mensagem subliminar para enganar as crianças”

O jornalista da rádio então perguntou como o Mickey poderia ser homossexual se namora com a Minnie. “Isso é o que eles fazem para enganar a pessoa. O objetivo é destruir famílias”, disse. E continuou: “O próprio nome dele em relação aos exemplos que fazem, as cores, assim por diante, você vê uma mensagem subliminar que ele está fazendo uma apologia e apoiando a questão gay.”

O repórter insiste, pedindo exemplos mais claros de que o Mickey seria gay. “Eu não tenho aqui em mãos, como passar os pontos nesse sentido. Mas a mensagem, a forma como se coloca, de transmitir a linguagem para nossas crianças, tudo leva nesse sentido”, tentou justificar o deputado, alterando o tom de voz.

Ainda de acordo com o deputado, não é apenas o Mickey que é gay. “Outro filme que faz apologia ao gayzismo é aquele o Rei Leão […] É na questão que o rei leão deveria ser um animal feroz, de transmitir respeito aos outros animais, ele se torna um animalzinho frágil, que carece de proteção dos outros”, diz.

O deputado alerta que esses personagens estão acabando com a ‘família tradicional’ e volta a tocar no ponto em que fez um ‘estudo’ sobre isso, sem jamais apresentar nada. “Eles estão denegrindo a família tradicional, isso é patente, é só você fazer um estudo que você vai descobrir isso”.

Questionado sobre qual seria o problema se os personagens fossem, realmente, homossexuais, o parlamentar responde: “Para quem defende a família tradicional, é fator negativo. Eu não sou contra ninguém ser gay, meu filho, eu não sou contra ninguém ser lésbica. Eu não sou contra um barbudo viver como casado com outro barbudo, uma cara lisa viver como casada com outra cara lisa, tirando a natureza do homem e da mulher, desde que a pessoa tenha mais de 18 anos, faça isso entre quatro paredes”.

Por fim, Victório Galli diz que por trás de tudo está a “agenda da militância marxista mundial”.]

Victório Galli

Victório Galli foi eleito em 2014 para o seu primeiro mandato como deputado federal. Sua trajetória política teve início dentro da igreja, na coordenação política da Assembleia de Deus, em 1998.

Em 2006, candidatou-se pela primeira vez a deputado federal pelo PMDB e acabou ficando na primeira suplência. Assumiu o mandato temporariamente por duas vezes.

Em 2010, novamente foi eleito para a suplência na Câmara dos Deputados, tendo assumido o mandato temporariamente por mais uma oportunidade.

Em 2011, deixou o PMDB após 28 anos de filiação e passou a coordenar o PSC em Mato Grosso. Na última eleição, foi o penúltimo em votos no estado para uma vaga na Câmara Federal.

Victório é defensor do projeto de lei que prevê a possibilidade de líderes religiosos questionarem e criticarem a homossexualidade sem estarem sujeitos a penalidades por homofobia.

TEMER CHAMA WAGNER MOURA DE MENTIROSO APÓS VÍDEO E ATOR REBATE

Irritado com um vídeo didático narrado por Wagner Moura que explica a Reforma da Previdência proposta pelo governo, Michel Temer chamou o ator de mentiroso. Moura rebateu



O ator Wagner Moura narrou recentemente um vídeo sobre as ameaças aos direitos dos trabalhadores contidas na reforma da Previdência proposta pelo governo Temer e que tramita atualmente no Congresso Nacional. O conteúdo viralizou (assista abaixo).

“Querem aprovar a idade mínima para aposentadoria aos 65, isso num país onde muitos morrem antes disso. A expectativa de vida em várias regiões do norte e nordeste está abaixo de 65 anos. Nas periferias das grandes cidades, também. Em São Paulo, por exemplo, bairros como Capão Redondo, São Mateus, Grajaú e tantos outros têm média de vida menor que 65 anos. Assim vão transformar o INSS numa funerária. As pessoas vão se aposentar no caixão”, descreve o vídeo. Ele lembra ainda que o presidente Michel Temer se aposentou aos 55 anos, ganhando mais de R$ 30 mil.

O vídeo também critica o desastre maior que a reforma da Previdência representa para as mulheres. Por conta da dupla jornada submetida às mulheres, que trabalham fora e têm de cuidar dos filhos e das tarefas domésticas, igualar a idade mínima entre homens e mulheres é “uma tremenda injustiça”, diz o material.

“O Brasil ainda é um país machista e a maior parte dos serviços domésticos, infelizmente, sobra para mulheres. Com esse acúmulo de trabalho, é justo que as mulheres se aposentem antes, como é hoje. A reforma da Previdência quer acabar com esse direito.”

Temer ataca Moura

Preocupado com a grande disseminação do vídeo narrado por Wagner Moura, o presidente Michel Temer ordenou a gravação de um outro vídeo para rebater os argumentos do conteúdo crítico à Reforma.

A produção, elaborada pela equipe de comunicação do governo, dedicou-se ainda a atacar pessoalmente o ator e sugeriu que ela estava mentindo e enganando a população.

“Tem muita gente tentando enganar você. O MTST contratou 1 ator para inventar uma ficção sobre a reforma da Previdência”, diz a introdução do filme.

Em resposta ao governo, Wagner Moura divulgou uma nota, através de sua assessoria, informando que não recebeu um centavo pelas gravações e que apoiou a iniciativa voluntariamente.

“Wagner Moura esclarece que diferentemente do que foi dito no vídeo publicado pelo governo federal em suas redes sociais no dia 14 de março, ele não foi contratado pelo MTST para vídeo contra a proposta de reforma da previdência. Wagner participou voluntariamente da mobilização, pois ao contrario do que diz o vídeo do governo, acredita que essa reforma representa mais um enorme prejuízo aos direitos dos trabalhadores brasileiros”, diz a nota.

Segundo o site Poder 360, a assessoria de Wagner Moura informou que o ator estuda acionar a Justiça contra o governo.

VÍDEO — O QUE É A REFORMA DA PREVIDÊNCIA:

Juíza suspende vídeo de Temer

A juíza federal Marciane Bonzanini, da 1a. Vara Federal de Porto Alegre, concedeu liminar em ação civil pública impetrada no Rio Grande do Sul. Ela determinou que a campanha publicitária patrocinada pelo governo de Michel Temer (PMDB) em defesa da Reforma da Previdência fosse cancelada.

Segundo a ação, a campanha “busca tão somente angariar apoio popular a um projeto do Governo Federal – cujo teor não é divulgado nas peças – e o faz por meio da ampla e contundente divulgação de mensagens que não trazem informação alguma, senão disseminam insegurança e medo na população, ao enfatizarem que os benefícios e as aposentadorias podem deixar de ser pagos, caso a reforma proposta pelo Governo Federal não se concretize”.

Assim, a juíza deferiu o pedido de tutela de urgência, determinado a imediata suspensão, em todo o território nacional, de todos os anúncios da campanha de Temer sobre a Reforma da Previdência nas diversas mídias em que vem sendo publicadas, sob pena de multa diária de 100 mil reais em caso de descumprimento. Bonzanini deu um prazo de 72 horas para o governo federal se manifestar sobre o tema.

FERNANDO HOLIDAY PROMOVE BAIXARIA NA BAND APÓS REVELAÇÃO DE QUE FEZ CAIXA 2

Fernando Holiday, eleito fazendo uso do discurso anti-corrupção, perde o controle em entrevista à Band após ser questionado sobre caixa 2. Prática que configura crime eleitoral do membro do MBL foi descoberta esta semana por investigação do portal BuzzFeed

O vereador Fernando Holiday teria sido eleito fazendo uso de caixa 2, prática considerada crime eleitoral (Imagem: Futura Press)


Reportagem do portal Buzzfeed Brasil revelou que Fernando Holiday (DEM), vereador de São Paulo, praticou uso de caixa 2 na campanha que o elegeu. A prática configura crime eleitoral.

O portal divulgou planilhas com nomes e documentos de 26 cabos eleitorais que teriam recebido em dinheiro vivo da campanha, mas sem que os pagamentos fossem declarados à Justiça Eleitoral.

O site revelou que alguns cabos eleitorais foram localizados e confirmaram os serviços prestados e os valores recebidos. Eles recebiam, cada um, R$60 em dinheiro vivo por dia em um shopping na avenida Paulista.

Quem recrutava os cabos eleitorais era Tatiane Carvalho, estudante que aparece em fotos ao lado de Fernando Holiday e Kim Kataguiri, outro líder do MBL.

O BuzzFeed obteve também dois áudios de WhatsApp da própria Tatiane em que ela fala sobre os pagamentos.
Promotor de Justiça vê indícios de caixa 2

Para o promotor José Carlos Bonilha, que atuou como promotor eleitoral à época da prestação de contas de campanha da última eleição, “há indícios de que há uma grande inconsistência na prestação de contas do hoje vereador”.

“E há indícios de que houve ou uma omissão de informações que deveriam estar na prestação de contas, ou uma inserção de dados falsos. Mas isso é algo que precisaria ser investigado na esfera criminal, pela Polícia Federal, já que o prazo para questionamento da prestação de contas encerrou 15 dias após a diplomação do candidato”, explicou.
Descontrole

Jornalistas da rádio Bandeirantes ligaram para Fernando Holiday nesta quarta-feira (15) para buscar esclarecimentos sobre a denúncia.

O vereador do MBL, grupo que organizou protestos “contra a corrupção” e pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, falou por poucos minutos antes de se descontrolar.

A entrevista acabou em um verdadeiro bate-boca. Após o vereador surtar, o apresentador Fábio Pannunzio preferiu encerrar a conversa.

“Olha, vereador, foi um desprazer enorme tê-lo como representante na Câmara dos Vereadores”.

OUÇA ABAIXO:

COLUNISTA DA VEJA ASSUME QUE LULA SE SAIU BEM EM DEPOIMENTO À LAVA JATO

"É claro que não sou o único analista do campo conservador a reconhecer a goleada que Lula deu. Talvez eu seja apenas o único a dizê-lo". Após divulgação do vídeo do 1º depoimento de Lula na Lava Jato, Reinaldo Azevedo reconheceu bom desempenho do presidente
Lula e Reinaldo Azevedo


O primeiro depoimento de Lula à Justiça Federal como réu na Lava Jato foi elogiado até mesmo por um de seus maiores detratores, o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo.

“Pergunto de verdade: há contra Lula, nesse processo, coisas que desconhecemos, informações secretas, que serão usadas na hora “h”? Se não há, não entendi nem por que ele é réu. Além da delação de Delcídio do Amaral, nesse caso, há o quê?”, questiona Azevedo em texto publicado no site da Revista Veja.

“Claro que não sou o único analista do campo conservador, da direita democrática (a direita fascistoide não serve nem para catar cocô), a reconhecer a goleada que ele deu na 10ª Vara. Talvez eu seja apenas o único a dizê-lo. Não por heroísmo, mas por compromisso com as fatos”, acrescenta.

“Assistam ao filme e tentem encontrar uma só questão difícil, complicada, sugestiva que fosse, da qual ele não tenha se desembaraçado com brilho”, completou o blogueiro.

Além de Azevedo, alguns analistas da mídia tradicional avaliaram que Lula se agigantou no depoimento prestado na 10ª vara da Justiça Federal em Brasília. O ex-presidente denunciou perseguições, esclareceu sua relação com Cerveró e fez um desafio a empresários.

ASSISTA ABAIXO:
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quarta-feira, 15 de março de 2017

A CIÊNCIA ESTÁ MATANDO AS MULHERES?



Luciana da Luz Silva* e Marcelo Pires Mendonça*, Pragmatismo Político

As manifestações no Brasil e em todo mundo por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que este ano se articularam em torno do movimento global “8M”, têm promovido intensas articulações para ocupar as ruas e também têm proporcionado uma variedade de debates e reflexões acerca das questões de gênero e dos feminismos na sociedade. Um dos temas mais relevantes e, talvez, um dos menos discutidos é o cerne de uma campanha lançada neste oito de março pela ONU Mulheres: “Onde estão as mulheres cientistas?”, uma iniciativa que trata sobre gênero e ciência.

Este debate envolve questões referentes às desigualdades de acesso e oportunidades para as mulheres nas diferentes áreas científicas, o teto de vidro nestas carreiras, as barreiras de acesso, a força do patriarcado, sustentado pela epistemologia positivista e pela adoção do “masculino universal” como parâmetro generalizado na maioria das pesquisas.

Em 1999 foi lançado nos Estados Unidos o livro mais emblemático sobre gênero e ciência: “O Feminismo Mudou a Ciência?”, de Londa Schiebinger (obra que chegou ao Brasil em 2001). De caráter abrangente – tratando desde a historiografia das ciências e a evolução das questões de gênero até a cultura de gênero reproduzida em diferentes ramos da ciência – o livro faz “revelações” polêmicas e problematiza até que ponto o feminismo teve um impacto transformador na construção do conhecimento científico.

Ao relatar as consequências das desigualdades de gênero nas áreas médica e farmacêutica, Schiebinger demonstra como o patriarcado influenciou de tal forma a ciência que levou pesquisadores a supor que as doenças de homens e mulheres eram semelhantes, quando de fato não eram; ou que as doenças de homens e mulheres eram diferentes, quando de fato eram semelhantes. Desta forma, inúmeros aspectos da saúde das mulheres têm sido pouco estudados ou até mesmo negligenciados.

Algumas informações apontadas na obra em questão são pertinentes ao debate acerca da participação das mulheres em todas as etapas e em todos os espaços da produção científica, bem como evidenciam a pertinência das epistemologias feministas. Ao pontuar que as mulheres foram excluídas dos estudos sobre a interação entre a terapia de estrógeno e doenças cardiovasculares; que até o início dos anos 90 as mulheres eram totalmente excluídas dos estudos conduzidos para produção de novos medicamentos nos Estados Unidos, apesar de consumirem 80% dos fármacos comercializados no país; embora pouco se soubesse na época sobre os efeitos da aspirina em doenças do coração em mulheres, mulheres na idade adulta foram encorajadas a tomar uma aspirina por dia durante décadas até que em 2014 foi concluído o primeiro estudo dos efeitos deste remédio (que foi criado em 1897) nas mulheres, e que descobriu que o uso contínuo da aspirina por mulheres abaixo dos 65 anos não é benéfico para a prevenção de doenças cardiovasculares e do câncer por aumentar os riscos de sangramento gastrointestinal.

Até o início do século XXI apenas metade das drogas pesquisadas no mundo havia sido analisada segundo diferenças relacionadas ao sexo. Uma ciência construída no âmbito do patriarcado, circunscrita à pseudoneutralidade do positivismo, será edificada a partir do masculino universal como objeto básico de pesquisa. Em tal contexto, Schienbinger constata que os corpos femininos foram considerados um desvio da norma masculina, e os estudos científicos convergiram para sua singularidade reprodutiva. Os resultados de pesquisas médicas conduzidas entre homens em todas as demais áreas são, então, aplicados às mulheres, embora as consequências para as mulheres em termos de doenças, diagnóstico, prevenção e tratamento na esfera não reprodutiva não tenham sido adequadamente estudadas. Sendo que dar remédios às mulheres, em dosagens projetadas para homens, obviamente as expõe ao risco de doses excessivas.

Os resultados da maioria dos testes com medicamentos e protocolos de atendimento foram generalizados para as mulheres, a quem se receitavam (e ainda se receitam) dosagens planejadas para o peso e metabolismo médio dos homens. As razões pelas quais o masculino universal segue como parâmetro em áreas científicas cujos produtos finais podem gerar riscos à integridade física e à qualidade de vida de metade da população mundial são basicamente duas: os interesses capitalistas da indústria farmacêutica, que se beneficia com os argumentos da neutralidade científica para conduzir estudos únicos com grupos heterogêneos de homens, o que reduz o custo de produção; e a outra razão é a cultura científica patriarcal, que durante séculos partiu de premissas equivocadas na condução de estudos e que nas últimas décadas vem sendo problematizada pelas práticas feministas e por cientistas feministas. Por isso, a resposta ao questionamento da Londa Schiebinger “O feminismo mudou a ciência?” é: estamos mudando (não sem luta), mas ainda há muito a avançar.

E tais tranformações são urgentes e necessárias porque diversos estudos, a exemplo das publicações de Schienbinger e outras pesquisadoras feministas, nos alertam para os riscos de uma ciência patriarcal que exclui as mulheres ao mesmo tempo em que apontam a insuficiência de dados sobre as mulheres em diversas áreas da produção científica ou, ainda, para a dificuldade de acesso aos dados existentes. Em suma, a autora nos coloca diante do saldo de uma produção científica androcêntrica: as mulheres sofrem desnecessariamente e morrem. Reações adversas a drogas ocorrem duas vezes mais em mulheres do que em homens. Algumas drogas que dissolvem coágulos, usadas para tratar ataques do coração, por exemplo, embora sejam benéficas a maioria dos homens, causam problemas de sangramento em muitas mulheres. Drogas típicas para tratamento da hipertensão arterial tendem a diminuir a mortalidade masculina por ataques cardíacos, mas provaram aumentar as mortes entre mulheres. No final da década de 90 surgiram indícios de que os efeitos de antidepressivos poderiam variar no decorrer do ciclo menstrual e desta maneira, uma dosagem constante poderia ser alta demais em alguns pontos do ciclo da mulher, e baixa demais em outros. Em 2014, pesquisas demonstraram que hormônios femininos e diferenças na composição corporal e no metabolismo podem tornar as mulheres de 50% a 75% mais propensas a manifestar efeitos colaterais medicamentosos.

Para além do questionamento proposto pela ONU Mulheres sobre “Onde estão as mulheres cientistas?”, precisamos nos interrogar acerca de “Quais são as pautas feministas relacionadas à ciência?”. Nos últimos anos temos alcançado no Brasil algumas conquistas importantes na área dos direitos sexuais e reprodutivos, como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (de 2009) que consolidou e aperfeiçoou os avanços do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (de 1984) em áreas como clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama etc. Mas os desafios são muitos e as pautas são extensas, afetam as mulheres em diferentes dimensões (estudos, mercado de trabalho, acesso à saúde, uso de medicamentos, etc.) e compõem a complexa amálgama das lutas dos feminismos. Entretanto, uma das questões que se destaca a partir das leituras críticas da ciência patriarcal e androcêntrica, e que talvez seja a pergunta mais difícil é: “A ciência está matando as mulheres?”. A única certeza até aqui é a de que não temos sequer os elementos necessários para uma resposta definitiva. Como nos lembra Juliet Mitchell, a revolução das mulheres é a revolução mais longa…

*Luciana da Luz Silva é militante e pesquisadora feminista, *Marcelo Pires Mendonça é professor de História da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal e colaboraram para Pragmatismo Político.

Referências:
CITELI , Maria Teresa. “Resenha. O feminismo mudou a ciência?”. Cadernos Pagu, n.17-18, Campinas , 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332002000100014#nota01.
MITCHELL, Juliet. Mulheres: A Revolução Mais Longa. Tradução: Rodolfo Konder. Revista Gênero. Niterói, v. 6, n. 2 – v. 7, n. 1, p. 203-232, 2006. Disponível em: http://www.revistagenero.uff.br/index.php/revistagenero/article/view/352.
SCHIEBINGER, Londa. O feminismo mudou a ciência? Bauru-SP, EDUSC, 2001.

O QUE SIGNIFICA MEXER NA PREVIDÊNCIA?



Eric Gil*, Pragmatismo Político

Segundo a “historiografia oficial”, a Previdência Social brasileira tem início na promulgação da chamada Lei Eloy Chaves, de 1923, “que cria, em cada uma das empresas de estrada de ferro existentes no país, uma Caixa de Aposentadoria e Pensões para os respectivos empregados”. Mas as primeiras experiências datam de um período anterior, ainda no século XIX, como pode ser visto no livro “(Im) Previdência Social: 60 anos de história”, de Jaime Oliveira e Sonia Teixeira.

Desde então a nossa Previdência resistiu à algumas ondas mundiais de neoliberalismo, que exigia que a previdência mudasse da concepção de seguridade para a de capitalização. Isto torna o nosso sistema previdenciário um dos mais “justos” (apesar dos pesares!) da nossa região.
Mas quando falamos da Previdência Social, qual é a dimensão desta política social?

Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2015 (a publicação mais recente que temos acesso) eram 32,66 milhões de benefícios ativos em dezembro daquele ano, com um valor médio de R$ 1.101,13 mensais. A clientela urbana é esmagadora maioria, 71,3%, sendo os outros 28,7% no campo.

O que isto significa? Se pensarmos nos efeitos diretos, contabilizando uma família média brasileira, com 4 membros, isto poderia alcançar mais de 130 milhões de pessoas, o que significaria mais de 65% da população brasileira daquele ano. Então estamos falando de uma reforma que atinge muito mais da metade dos que moram em nosso país.

Okay, alguns poderão dizer que aposentados (que é 55,6% dos “beneficiados”) não sustentam outras três pessoas. Mas se ele não sustentar outras três pessoas (apesar de muitos sustentarem sim, filhos e netos com uma mísera aposentadoria), teríamos um outro efeito, que é o de que outras pessoas (filhos, mais provavelmente) teriam que sustentá-lo. Então acho que esta conta é muito plausível quando nos referimos aos efeitos diretos da aposentadoria.
Uma reforma impiedosa

A PEC 287 é, em sua integralidade, maléfica aos brasileiros. Mas destaco três pontos gerais desta reforma que são os piores: (i) a idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição (mas só com 49 anos pra ter 100% do benefício); (ii) a unificação das idades para homens e mulheres, e também para trabalhadores rurais; e (iii) a desvinculação do salário mínimo para o caso de pensão por morte, o que possibilitará uma pessoa a receber apenas 60% do valor (acrescido de 10% por cada dependente, até chegar os 100%).

Sobre a idade mínima e o tempo de contribuição, muitos críticos à PEC já falaram. A expectativa de vida de algumas regiões mais pobres, mesmo dentro de grandes metrópoles (na periferia) nem sequer chega aos 65 anos, o que fará com que muitos morram sem nem se aposentar. Já o tempo de contribuição de 49 anos para conseguir a integralidade do benefício é ridículo. Para se aposentar aos 65 anos com 100% do benefício teremos que ter alguém que tenha trabalhado desde os 16 anos sem nunca ter deixado de contribuir um dia sequer (ou seja, sem nunca ter sido demitido). Isto é uma realidade para algum dos mais de 200 milhões de brasileiros? Eu chutaria que não, ainda mais numa época de alta rotatividade do trabalho.

Já sobre o segundo ponto, mais especificamente sobre igualar a idade mínima de homens e mulheres, o recente estudo do Ipea já nos mostra que é de uma tremenda injustiça.

A pesquisa do Ipea – a partir de dados da Pnad, do IBGE – demonstrou que as mulheres, por conta da dupla jornada, trabalhavam 7,5h a mais do que os homens por semana. Bem, vamos fazer alguns cálculos simples. Considerando 7,5 h a mais por semana, teríamos que em 11 meses (considerando um mês de férias, que nem sempre é verdade), então um ano de trabalho, as mulheres trabalhariam 359,5h a mais do que os homens. Considerando isto, em 49 anos de contribuição previdenciária (que será o mínimo para ganhar a integralidade), a mulher teria trabalhado 17,6 mil horas a mais do que os homens. Isto equivale a 2.202 dias a mais de jornada de trabalho (de 8 h diárias e de 5 dias por semana), o que quer dizer que a mulher teve 3,06 anos a mais de trabalho do que o homem. Além disto, temos que considerar que o trabalho é mais intenso, pois é feito em um espaço de tempo menor, o que deteriora ainda mais o corpo e a mente de qualquer ser humano. A diferenciação de idade da aposentadoria não é só uma forma de tentar minimizar o mundo machista em que vivemos, onde se joga uma carga de trabalho monstruosa na mulher, mas é uma questão de sobrevivência da própria mulher como trabalhadora.

Já para o trabalhador rural é algo mais óbvio ainda. Quem consegue trabalhar no campo até, no mínimo, os 65 anos? O efeito de propagação da miséria no campo será devastador, o que fará crescer ainda mais a migração para as grandes cidades, aumentando as favelas, pois quem migra totalmente desassistido tende a reproduzir a pobreza da qual foge.

Por fim, um benefício como a pensão por morte poder ser abaixo do salário mínimo é um enorme retrocesso. Quem consegue viver com 60% do salário mínimo? Segundo o DIEESE, o salário mínimo de verdade deveria ser, hoje, de R$ 3.658,72. Como alguém sobreviveria, então, com 60% de R$ 937, que equivale a R$ 562,20? Creio que os deputados e senadores que votarão isto, não. Muito menos Temer, que se aposentou com mais de 30 mil reais aos 55 anos.

Bem, se esta Reforma passar tenham certeza que a miséria brasileira irá se expandir, e muito.

*Eric Gil é economista formado pela Universidade Federal da Paraíba, mestre e doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná; escreve quinzenalmente para Pragmatismo Político

SIMPÓSIO DISCUTE ENSINO MÉDIO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

MUNDO DO TRABALHO

A oferta do ensino médio na Educação de Jovens e Adulnrtos (EJA) é tema do Simpósio Ensino Médio e a Formação para o Trabalho, que acontece nesta semana em Foz do Iguaçu. Realizado pela Secretaria de Estado da Educação, o evento reúne cerca de 300 técnicos e professores dos 32 Núcleos Regionais de Educação e tem como objetivo discutir temas para melhoria dessa modalidade de ensino no Paraná.

                                                                                                                                                                          Foto: Divulgação Educação

Esta é a última etapa de uma série de eventos de formação promovida pela Secretaria da Educação com foco na relação entre aluno, ensino médio e o mundo do trabalho. Em outros encontros o tema abordou essa relação com o uso das inovações tecnológicas, na diversidade, na educação especial e no currículo do ensino médio.

“Vamos apresentar essa nova legislação aos professores e, a partir disso, discutir uma nova proposta curricular para o ensino médio no Paraná”, disse o chefe do Departamento de Educação Básica, Cassiano Ogliari. “E também precisamos saber quem são os sujeitos do ensino médio, e do público da EJA, para contribuir nessa definição”, ressaltou. 

CONFERÊNCIAS 

 Iniciado segunda-feira (13) o simpósio acontece até sexta-feira (17), com conferências, palestra e oficinas que abordam uma série de conteúdos voltados à realidade da EJA. “A troca de experiências, ideias e relatos também é um ponto forte deste encontro, que traz pessoas com diferentes realidades”, comentou o diretor Antônio Marcos Luz, do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) Genésio Franco da Rocha, em Florestópolis.

EJA 

 A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino ofertada às pessoas que não tiveram a oportunidade de conclusão dos estudos. No Paraná são quase 140 mil matrículas nessa modalidade de ensino, presente em todos os municípios. O evento de formação busca garantir a melhoria da qualidade de ensino e reduzir as taxas de abandono. “O professor precisa ter um olhar para as peculiaridades do aluno da EJA, devido à diversidade de perfis, que exige uma metodologia adequada para atender diferentes tempos de aprendizagem”, explicou a coordenadora da Educação de Jovens e Adultos da SEED, Márcia Dudeque.

MUNDO DO TRABALHO 

 Os participantes do simpósio ainda debatem uma proposta da Secretaria que pretende ofertar qualificação profissional aos alunos dos anos finais do ensino fundamental. A ideia é oferecer conteúdos para que os alunos tenham melhores condições de iniciar ou se manter no mundo do trabalho.

“Os cursos de qualificação profissional podem se tornar um diferencial para o aluno na hora de concorrer a uma vaga de emprego. Eles ainda servem como motivação para que esse aluno continue seus estudos, seja em um curso profissionalizante ou em um curso superior”, destacou a chefe do Departamento de Educação e Trabalho, Margaret Sbaraini.

LULA CRITICA A GLOBO EM DEPOIMENTO À JUSTIÇA FEDERAL: ASSISTA A ÍNTEGRA

"Aguardei pacientemente para contar os fatos a um juiz imparcial". Em 1º depoimento (vídeo) à Justiça Federal no âmbito da Lava Jato, Lula criticou a Globo, a Record, Sergio Moro e fez um desafio a empresários



Em depoimento à Justiça Federal de Brasília na manhã desta terça-feira (14), o ex-presidente Lula negou que tenha tentado obstruir as ações da Operação Lava Jato.

Lula afirmou estar sofrendo um “massacre” devido às acusações que lhe são dirigidas e voltou a desafiar quem o acusa: “Quero provas”. Esse foi o primeiro depoimento de Lula como réu na Lava Jato.

No mesmo processo, também estão envolvidos o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete dele Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro e o pecuarista José Carlos Bumlai. Todos acusados de agirem para impedir que Cerveró revelasse à Justiça o que sabe sobre o esquema de corrupção na Petrobras.

“Só tem um brasileiro que pode ter medo de uma delação do Cerveró. Era o Delcídio. Ele sim era próximo dele. Eu nunca fui próximo do Cerveró”, disse Lula. “E sobre o Cerveró: eu não o conhecia. Só agora ele ficou famoso. Eu só vi ele em reuniões. Portanto, não tinha nenhum interesse de indicá-lo”, disse o ex-presidente.

O ex-presidente denunciou ainda que sofre perseguições da mídia. “Quem sabe está na hora de chamar o dono da Globo e da Record para me delatar? Quem sabe eles me delatam? Em nome da liberdade de imprensa, ninguém pode avacalhar a vida dos outros. Eu não sou contra a Lava Jato. Sou contra execrar as pessoas pela imprensa. Sabe quantas horas eu tenho negativas contra mim no Jornal Nacional em 8 meses? 16 horas”.

Em um dos momentos mais tensos do depoimento, o ex-presidente disse que “nunca pediu dinheiro a empresários”. “Duvido que um deles tenha coragem de dizer que Lula pediu 5 centavos”, desafiou.
VÍDEO:
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TRAVESSIA DO INFERNO

É inadmissível que os governos salvem as instituições bancárias da bancarrotae patrocinem guerras bilionárias, mas sejam incapazes de fornecer locais seguros e estrutura digna para pessoas que foram forçadas pelas circunstâncias a abandonarem sua casa, descontextualizadas à força

Marinha italiana registra momento em que barco com imigrantes naufraga no Mediterrâneo (reprodução)


Luis Gustavo Reis*, Pragmatismo Político

O título do artigo pode parecer exagerado, caro leitor. A metáfora, todavia, caracteriza a epopeia dos que almejam chegar à Europa navegando clandestinamente pelo Mediterrâneo.

As precárias embarcações que cruzam o mar diariamente representam esperança de vida decente para milhares de refugiados, mas também um iminente encontro com o naufrágio e seu consequente desfecho: a morte por afogamento.

Embarcar em um navio capenga, navegar em condições deploráveis, estar à mercê das intempéries climáticas e aportar a salvo em território europeu não é tarefa fácil.

Já na tentativa de travessia em botes, o inferno se consolida quando eles desinflam: muitos migrantes caem na água e são arrastados pela correnteza; outros tantos sucumbem asfixiados pela emanação de combustível altamente tóxico; diversos outros se asfixiam entre a multidão de passageiros apavorados, que lutam para tirar a própria cabeça da água; centenas padecem afogados no fundo dos botes ou morrem de hipotermia. Há vários que jazem de desidratação e fadiga após semanas de viagem. Ao desembarcar em terra firme, quando não se deparam com muros ou arame farpado, os que resistiram enfrentam a criminosa xenofobia – eis o desafio dos desvalidos, caro leitor.

A Agência da ONU para refugiados (Acnur) revela que, em 2016, mais de 5 mil pessoas morreram na travessia do norte da África para a Europa e tiveram sua vida drasticamente interrompida. Uma média de 14 seres humanos mortos por dia e um incalculável número de famílias destroçadas.

Relatório elaborado pela mesma ONU aponta que aproximadamente 62% das pessoas que tentam chegar à Europa são consideradas refugiadas, ou seja, com chances reais de receber asilo. As demais são classificadas como migrantes que se deslocam em busca de melhores condições de vida e não correm risco em seu país de origem.

Esse fluxo contínuo de pessoas está relacionado, principalmente, à situação de guerra, de perseguição e de conflitos armados existente em diversos países, sobretudo na África e no Oriente Médio.

Cabe ressaltar que a condição de refugiado só ganhou dimensão jurídica no plano global recentemente. É de meados do século passado o conjunto de codificações jurídicas que confere status de “refugiadas” às pessoas que saem de sua terra de origem de modo forçado na expectativa de encontrar abrigo e sobreviver longe dos infortúnios.

Vez por outra, a mídia noticia episódios escabrosos, como o do menino sírio de 3 anos, Aylan Kurdy, encontrado morto em setembro de 2015 em uma praia da Turquia. A imagem do corpo abatido banhado pelas ondas chocou o mundo, sensibilizando parcelas da sociedade civil com o drama dos refugiados.

Mas quantos Aylans desaparecem diariamente nesse imenso cemitério chamado Mar Mediterrâneo? Quais iniciativas estão sendo tomadas para que casos como o dele nunca mais aconteçam?

Autoridades políticas pegam carona nas catástrofes e bradam solidariedade. Embaladas pelos holofotes, prometem o que de largada não vão cumprir: “Já estamos recebendo crianças imigrantes com conexão familiar no Reino Unido e vamos acelerar esse processo”, disse David Cameron. A bravata soa demasiadamente condoída ao sofrimento dos combalidos, mas bastou o desligar das câmeras para que os bastidores derretessem as promessas, desnudando o oportunismo calhorda. É o cinismo em estado puro ditando a regra de um altruísmo de fachada.

Nem o clamor do sumo pontífice, Papa Francisco, cujas palavras costumam engendrar ações tímidas de determinados governos, foi suficiente. O líder supremo, em voz solitária, mais de uma vez clamou pelos refugiados: “Suas histórias e suas faces nos chamam para renovar o esforço e construir a paz na Justiça. Por isso queremos estar com eles; encontrá-los, acolhê-los e escutá-los para, juntos, construirmos a paz”. Foi completamente ignorado!

Nenhum ser humano é ilegal, caro leitor, e a migração sempre foi parte da condição humana. Quando as pessoas estão desesperadas, nada as impede de ir embora.

Leia aqui todos os textos de Luis Gustavo Reis

Estima-se que até 2050 haverá cerca de 250 milhões de pessoas forçadas a abandonar sua terra por causa de mudanças climáticas ou de desastres naturais, sem contar as deslocadas por conflitos. Portanto, chegamos a um momento nevrálgico da história humana, e a questão dos migrantes e refugiados precisa ser tratada como imperativo categórico.

É inadmissível que os governos salvem as instituições bancárias da bancarrota, invistam recursos no desenvolvimento de novas tecnologias, patrocinem guerras bilionárias, mas sejam incapazes de fornecer locais seguros e estrutura digna para pessoas que foram forçadas pelas circunstâncias a abandonarem sua casa, descontextualizadas à força.

Se não resgatarmos os valores humanos de solidariedade, acolhimento e compromisso com o “outro”, a humanidade continuará à deriva.

*Luis Gustavo Reis é professor, editor de livros didáticos e colabora para Pragmatismo Político