quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CANTOR DE DUPLA SERTANEJA É PRESO EM OPERAÇÃO CONTRA FALSIFICAÇÃO DE CIGARROS

O alvo da ação policial é uma mega quadrilha de falsificação de cigarros com atuação em todo o país.




Uma operação do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil do Paraná, foi deflagrada nesta quarta-feira (20), em quatro estados do Brasil e tem como objetivo cumprir 35 mandados judiciais. O alvo da ação policial é uma mega quadrilha de falsificação de cigarros com atuação em todo o país.

A operação “Sem Filtro” conta com o apoio da Receita Federal e acontece em 10 cidades de quatro estados do Brasil: Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Mais de 100 policiais civis dos quatro estados cumprem 16 mandados de prisão e outros 19 de busca e apreensão – todos expedidos pela Justiça de Londrina. Um dos mandados de prisão é contra Rafael, da dupla sertaneja Fábio e Rafael.

Entre os alvos de busca e apreensão estão duas fábricas de cigarro, gráficas utilizadas pela quadrilha na atividade criminosa, na residência dos investigados e em uma empresa utilizada para lavagem de dinheiro.


O Nurce pediu ainda o sequestro de R$ 6,5 milhões dos bens do homem apontado como chefe da quadrilha e ainda de 19 veículos utilizados pela organização criminosa – entre eles um ônibus que era utilizado pela dupla sertaneja. A Justiça ainda determinou o bloqueio de seis contas bancárias – duas delas pertencentes a empresas.

Os investigados vão responder pelos crimes contra a saúde pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O Nurce suspeita que os cigarros fabricados de forma clandestina são revendidos e consumidos em dezenas de estados do país.
Grande operação

Participam da ação, mais de 100 policiais do Nurce, do COPE (Centro de Operações Policiais Especiais), do TIGRE (Tático Integrado Grupo de Repressão Especial), Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes), da DFR (Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba) e da 10ª Subdivisão de Londrina, além de policiais civis de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Ainda acompanham a operação 31 auditores da Receita Federal.

RICHA LIBERA R$ 6,6 MILHÕES PARA OBRAS NO AEROPORTO DE UMUARAMA


O governador Beto Richa autorizou nesta segunda-feira (18) o repasse de R$ 6,6 milhões para reformas no aeroporto Orlando de Carvalho, em Umuarama. Entre as obras previstas estão o recapeamento e a ampliação da pista e a adequação e a ampliação do terminal de embarque e desembarque de passageiros.

“Esse investimento no aeroporto municipal de Umuarama é muito importante porque, além de possibilitar a Umuarama ter voos regulares, vai contribuir para um desenvolvimento mais intenso da cidade e de toda a região Noroeste, que é de suma importância para o Estado. O município está esperando uma linha comercial área faz muito tempo”, disse Richa

Beto Richa lembrou que o Estado está trabalhando em uma série de tratativas para ampliar a oferta de voos em todo o Paraná. Em 2016, foi assinado um protocolo de intenções junto a companhia Azul Linhas Aéreas para implantar o transporte aéreo regular em cidades ainda não atendidas pelo serviço, como Pato Branco, Guarapuava e Umuarama.

O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, disse que o Estado fez um plano aéreo viário para levantar as necessidades dos aeroportos do Estado. “Estamos conversando com a União, com as administrações municipais e as companhias de transporte aéreo para suprir essas necessidades”, explicou o secretário.

Além de recursos para o aeroporto, o governador também repassou mais R$ 2 milhões para Umuarama, que serão utilizados para a compra de vigas para duas pontes do município e para custeio na área de saúde.

(foto: Jaelson Lucas/ANPr)

AGRONEGÓCIOS E A VOCAÇÃO O PARANÁ, DIZ RATINHO JR





O deputado Ratinho Junior (PSD) voltou a defender o agronegócio como principal indutor da economia paranaense e do país. "A vocação do Brasil é produzir alimento para o mundo. Uma produção que respeita o meio ambiente e a agricultura sustentável, produzindo alimento para todo o planeta", disse Ratinho Junior que destacou ainda a aprovação do novo código florestal em 2012.

"O código florestal colocou novas regras e deu a possibilidade para que o país possa crescer em cima do agronegócio, respeitando o meio-ambiente, fazendo a delimitação de áreas, dando oportunidade para que o agricultor tenha tranquilidade para trabalhar e produzir o alimento", completou.

Segundo Ratinho Junior, os países que conseguiram dar um salto em qualidade, o fizeram quando acharam sua vocação econômica. " É o caso da Alemanha que entendeu que sua vocação é a engenharia. É o caso da Coreia e do Japão que entenderam que a sua vocação econômica era a produção de tecnologia. Os EUA se profissionalizou em engenharia, produção bélica e também no agronegócio", disse.

"Eu tive a oportunidade de estar na China por três vezes e em uma dessas oportunidades, conversei om uma equipe de comércio exterior da China e eles estão fazendo um estudo para que em 2050. Hoje a China já tem 240 milhões de idosos, a população do Brasil, e eles estão preocupados porque em 2050 terão meio bilhão de idosos, essas pessoas terão que ser alimentadas e não vão estar no mercado produtivo. Então o mundo precisa do Brasil e para isso nós precisamos estar organizados", completou.

A AVENTURA SEMIPRESIDENCIALISTA


Valter Carvalho*, Pragmatismo Político

Em regimes democráticos, poucos temas são imunes ao poder de reforma das maiorias governantes legitimadas nas urnas. Em nossa Constituição, os constrangimentos constitucionais ao poder de reforma dos governantes limitam-se às liberdades fundamentais, as cláusulas pétreas, a forma federativa e a divisão tripartite dos poderes.

No entanto, se não há limites legais para além dos temas mencionados, o mesmo não se pode afirmar quanto à legitimidade. Governos democráticos devem, necessariamente, serem responsivos perante cidadãos e eleitores (Dahl, 2005). A autonomia decisória, característica dos governos representativos, esbarra – embora não de forma imperativa –, na necessidade de ajustar suas decisões às demandas e críticas da opinião pública e dos cidadãos (Manin, 1995).

Essa atitude responsiva não tem sido observada no governo de Michel Temer, que sem um mandato para realizar reformas profundas e de efeitos incertos vem, de forma açodada, impondo as à sociedade. Entre as reformas institucionais, além das que alteram o sistema eleitoral (Distritão), a mudança do sistema de governo foi aventada. Dentre as propostas lançadas como “balão de ensaio”, além do parlamentarismo, inclui-se o sistema semipresidencialista, que repercutiu positivamente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso) e membros do PSDB. Nesse sentido, devemos perguntar: o semipresidencialismo é um sistema adequado para as condições políticas e sociais do Brasil? A resposta exige um exame mais “técnico” do tema, bem como das condições políticas com as quais se pode pensar sua implantação.

Leia também: Semidemocracia

O sistema semipresidencialismo combina atributos do presidencialismo puro e parlamentarismo puro, adotado hoje em Repúblicas como Portugal, França, Rússia, Ucrânia, Romênia, Egito, etc. Se caracteriza pela eleição direta do presidente, que exerce a chefia de Estado. O presidente tem atribuições importantes, tais como: gerir a política externa, chefiar as forças armadas, nomear funcionárias, vetar leis, etc., poderes que vão além daquelas funções simbólicas como são as de chefe de Estado no parlamentarismo puro – em geral monarcas decorativos.

Por sua vez, é notório que o semipresidencialismo comporta coabitação em termos de poder entre presidente (chefe de Estado) e Primeiro-Ministro (chefe de governo) (Sartori, 2000). Assim, Primeiro-Ministro e presidente têm funções que coexistem e se complementam. É atribuição do presidente nomear o Primeiro-Ministro, que embora possa ser destituído pelo parlamento, por meio do voto de desconfiança, o presidente tem atribuição de dissolver o parlamento. Assim, se no parlamentarismo puro o parlamento tem poder de destituir o governo por meio do voto de desconfiança, no semipresidencialismo há esse poder também, onde o poder de dissolver o parlamento conferido ao presidente é um instrumento de indução à cooperação e estabilidade do governo (impede casuísmos do parlamento).

A principal virtude do semipresidencialismo é que, por ser uma espécie de poder moderador, o presidente não é arremessado no seio do conflito-político partidário, como ocorre no presidencialismo puro. Por essa razão, a maneira do parlamentarismo puro, a solução das crises pode ser alcançada de forma menos dramática e sem riscos institucionais. Normativamente isso parece mais vantajoso, se comparado ao presidencialismo puro, cujo mandato fixo é um empecilho à resolução de impasses. Em outros termos, por se tratar de um sistema com duas cabeças, o semipresidencialismo comporta à coabitação entre os dois chefes (de Estado e de governo). Há riscos de maiorias divididas, como há no presidencialismo puro (Congresso e Executivo). Porém, a resolução das crises de forma rápida, sem os riscos institucionais do impeachment no presidencialismo puro, é possível graças ao poder de formar e demitir governos conferido presidente.

No entanto, modelos normativos, quaisquer que sejam eles, será, necessariamente, mediado pelas condições contextuais – cultura política – que cercam cada país em particular (Alencastro, 1993). Assim, para funcionar a contento, eles não prescindem da adesão e respeito aos seus ritos por parte dos atores políticos em competição.

Portanto, não obstante a coabitação entre presidente e parlamento no semipresidencialismo preservar o presidente do conflito político-partidário, mediante seu poder de formar e demitir governos – solucionando de forma ágil e menos dramática as crises –, não está descartada hipótese em que presidente eleito de forma direta, com agenda própria, munido de poderes relativamente fortes, apresente forte assimetria ideológica com a mediana do Congresso. Neste caso, teremos instalada crises não muito diferentes das que observamos no presidencialismo puro, o que requer muito mais de um presidente do que prescrito pelos modelos normativos.

Por outro lado, se o mandato fixo no presidencialismo puro é acusado de engessar e prolongar as crises, o poder de formar e demitir governos do presidente no semipresidencialismo não nos assegura de que será respeitado em seus ditamos normativos. Em outras palavras, há risco potencial, considerando nossa cultura política, desse poder transformar-se em um gatilho prontamente armado para derrubar governos não alinhados programaticamente com o presidente eleito. Essa hipótese é tanto mais real quando sabemos que uma vez eleito de forma direta por um eleitorado nacional, conservando poderes relativamente fortes, o presidente continuará despertando na nação o sentimento de mudança que sempre caracterizou nossa cultura presidencialista (Lamounier, 1992). Por essa razão, o mandato fixo do presidente no presidencialismo puro, tido como um de seus mais graves defeitos, pode não ser tão ruim assim, dado que constitui um forte incentivo à cooperação, na medida em que apear um governo não será tarefa fácil e sem riscos (Mainwaring e Shugart, Matthew, 1993).

No entanto, sem desprezar as virtudes do semipresidencialismo, urge compreendemos que, mais que reformar instituições – tarefa imprescindível para avançar e consolidar democraticamente o país –, é premente que entre os atores políticos haja crença na democracia enquanto institucionalização da incerteza (Przeworski, 1994). Ou seja, a submissão de todos os interesses à lógica da competição, sob a égide das liberdades básicas – expressão, organização e sufrágio inclusivo. Por incerteza não se deve entender, equivocadamente, império do impossível e imprevisível, mas apenas que o marco institucional deve indicar o que é possível. Assim, para gerar a certeza política necessária à aposta democrática, o marco institucional deve conter estabilidade e regularidade necessárias à ação dos atores no longo prazo. Mais que reformas das instituições, a classe política precisa curvar-se à lei de bronze da democracia, expressa na alternância de poder e no respeito à vontade soberana das urnas.

Não bastasse a proposta (da mesmo forma que o parlamentarismo) nascer com a pecha do casuísmo, é oportuno se perguntar sobre a legitimidade do governo Temer para realizar reformas que regulam o conflito político, sobretudo do sistema de governo, tendo em vista a forma como chegou ao poder. Embora não ilegais, aos olhos da sociedade mais ampla e de parte considerável dos atores políticos, as reformas, sobretudo do sistema de governo, soam como casuísmo e subversão das regras balizares da democracia.

Não é desprezível que parte considerável dos atores políticos rejeitem reformas como essa. Em meio a tanta incerteza e dissenso, elas representam os interesses conjunturais mais estreitos de parte da elite política e empresarial que, ao chegar ao poder por meios não democráticos e nele pretender se manter, tem se mostrado disposta a dilapidar à confiança social e política nas instituições e estabilidade democráticas.

*Valter Carvalho é doutor em ciência política pela PUC-SP, professor e pesquisador na UFPI e Uninassa, autor de “Atores partidários e entrada estratégica em competição eleitoral de múltiplas arenas: a experiência brasileira”. Edufpi, 2014 e colaborou para Pragmatismo Político.

Bibliografia

Alencastro, Luiz Felipe. Cultura democrática e presidencialismo no Brasil. Novos Estudos Cebrap, 1993.

Dahl, Robert. Poliarquia – governo e oposição. São Paulo: Edusp, 2005.

Lamounier, Bolívar. Brasil: rumo ao parlamentarismo? In. Valenzuela, Arturo e Lamounier, Bolívar. A opção parlamentarista. Editora Sumaré, 1992.

Mainwaring, Scott e Shugart, Matthew. Juan Linz, presidencialismo e democracia: uma avaliação crítica. Novos Estudos Cebrap, 1993.

Manin, Bernard. As Metamorfoses do Governo Representativo”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 29, 1995.

Przeworski, Adam. Democracia e mercado. Rio Janeiro. Editora Relume Dumará, 1994.

Sartori, Giovanni. Ingeniería Constitucional Comparada: una investigación de estructuras, incentivos y resultados. México, Ed. Fondo de Cultuta Econômica, 2000

DONALD TRUMP AMEAÇA DESTRUIR A COREIA O NORTE

Na ONU, presidente Donald Trump diz que pode ter que “destruir totalmente” Coreia do Norte e faz apelo



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta terça-feira que os EUA serão forçados a “destruir totalmente” a Coreia do Nortea menos que o regime de Pyongyang recue em sua postura nuclear.

Em sua estreia na Assembleia Geral da ONU, Trump pediu que países-membros da organização aumentem a pressão para que a Coreia do Norte abandone as armas nucleares, ao abordar a questão que considera ser seu principal desafio global.

Iniciando seu discurso pouco depois de chegar à sede da ONU em Nova York, Trump disse que o mundo enfrenta ameaças destrutivas de Estados desonestos e de “terroristas e extremistas”.

“Regimes desonestos não apenas apoiam terroristas mas ameaçam outras nações com a arma mais destrutiva conhecida pela humanidade”, disse Trump, se referindo a armas nucleares, durante sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU.

Lendo seu discurso com atenção, Trump prometeu que as forças militares dos Estados Unidos em breve estarão mais fortes do que nunca.

Trump disse ainda, aos líderes mundiais, que os Estados Unidos não buscam impor sua vontade sobre outras nações e que respeitarão a soberania de outros países.

“Eu vou defender os interesses dos Estados Unidos acima de tudo”, disse. “Mas, cumprindo nossas obrigações com outras nações, nós também percebemos que é do interesse de todos buscar um futuro em que todas as nações possam ser soberanas, prósperas e seguras”.

Steve Holland e Jeff Mason, Reuters

A NOVA PESQUISA CNT/MDA PARA AS ELEIÇÕES 2018

Lula vence em todos os cenários avaliados para a disputa presidencial de 2018. Os números são da nova pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (19) para Presidente da República. Confira as simulações



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) lidera todos os cenários analisados pela pesquisa CNT/MDA para a eleição de 2018, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Isso inclui tanto pesquisas espontâneas quanto estimuladas.

Na pesquisa estimulada para primeiro turno, Lula tem 32,4% das intenções de voto. Nesse cenário, seguem Bolsonaro (19,8%), Marina Silva (12,1%), Ciro Gomes (5,3%) e Aécio Neves (3,2%).

Se o nome do PSDB é Alckmin e não Aécio, as intenções de voto passam a ser de 32% para Lula, 19,4% para Bolsonaro, 11,4% para Marina Silva, 8,7% para Alckmin e 4,6% para Ciro Gomes.

O terceiro cenário estimulado de primeiro turno põe Doria como o candidato tucano. Nesse caso, Lula tem 32,7% das intenções de voto, Bolsonaro tem 18,4%, Marina Silva aparece com 12%, Doria tem 9,4% e Ciro Comes possui 5,2%.

Na pesquisa espontânea para primeiro turno, o petista aparece em primeiro com 20,2% das intenções de voto. O resultado é maior do que os 16,6% apurados na pesquisa de fevereiro.

No mesmo cenário, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) vem em segundo, com 10,9% (ante 6,5% no levantamento anterior).

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP) aparece em terceiro, com 2,4% das menções na pesquisa realizada em setembro. Em fevereiro, o nome do tucano foi lembrado por 0,3% das pessoas que responderam a pesquisa.

Em quarto lugar na pesquisa de setembro está Marina Silva (Rede), com 1,5% das intenções de voto. Ela é seguida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PTB), ambos com 1,2% dos votos.

O atual presidente Michel Temer (PMDB) ficou em nono com 0,4% das intenções de voto.
VOTO ESTIMULADO (aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado)

Lula — 32,7%
Bolsonaro — 18,4%
Marina Silva — 12%
João Doria — 9,4%
Ciro Gomes — 5,2%

Ps.: Se o candidato do PSDB for Aécio, ele teria 3,2%. Se o candidato for Alckmin, o governador de SP somaria 4,6%.
VOTO ESPONTÂNEO (aquele em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado)

Lula — 20,2%
Bolsonaro — 10,9%
João Doria — 2,4%
Marina Silva — 1,5%
Ciro Gomes — 1,2%
SEGUNDO TURNO

Lula tem seu pior desempenho nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno em um possível enfrentamento com sua ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). Nesse cenário, fica com 39,8% das intenções de voto contra 25,8% de Marina. Na comparação com fevereiro, o ex-presidente melhorou nesse cenário, já que naquela pesquisa ele teve 38,9% das respostas e Marina, 27,4%.

Por outro lado, Lula tem seu melhor desempenho contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Nesse cenário, o petista fica com 41,8% das intenções de voto contra 14,8% do tucano. Em fevereiro, Lula teve 39,7% e Aécio, 27,5%.

Já o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) seria o adversário com o melhor desempenho contra Lula. Ele aparece com 28,5% de intenções de voto enquanto Lula teria 40,5%.

Contra o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), Lula ficaria com 40,6% das intenções de voto enquanto o tucano teria 23,2%. Com Doria candidato pelo PSDB, o ex-presidente tem 41,6% contra 25,2% do prefeito de São Paulo.

Contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o instituto MDA ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios entre os dias 13 e 16 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

' RÉU DE SI MESMO', JUIZ DE MS ODIADO PELO PCC QUER ESTREAR CARREIRA POLITICA




Divulgação 
O juiz federal Odilon de Oliveira em cena do documentário inédito 'Odilon, Réu de Si Mesmo'


O juiz Odilon de Oliveira, 68, morreu e não sabia. Aconteceu em 2006, quando uma entidade internacional quis homenagear personalidades assassinadas em nome de uma causa. A missionária norte-americana Dorothy Stang. O jornalista Tim Lopes. Ele.

Há anos, o responsável pela prisão de barões do tráfico, como Fernandinho Beira-Mar, está com a cabeça a prêmio –recompensas que chegam a R$ 2,5 milhões, "cortesia" de organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho.

Por confusão, Oliveira ganhou um tributo póstumo antes da hora. Ele ainda guarda a placa com moldura dourada dedicada à "memória do juiz federal". Fez questão de buscá-la pessoalmente, em cerimônia no Espírito Santo, para espanto do público.

O magistrado está vivo. Ainda. É o próprio quem teme por sua proteção. Oliveira planeja entrar neste mês com pedido de aposentadoria. "Não fiz ainda porque o Conselho Nacional de Justiça não decidiu se vou ter segurança depois que me aposentar."

Assim que pendurar a toga, Oliveira perderá direito à escolta da Polícia Federal que o acompanha há 19 anos –de oito a dez homens que se revezam para salvaguardá-lo aonde quer que ele vá.

O plano, contudo, não é parar de trabalhar, mas trocar corte por palanque. Odilon de Oliveira quer virar político.

Pernambucano radicado em Mato Grosso do Sul, onde atua como juiz há mais de três décadas, ele se diz "amigo de todos os governadores [do Estado], do prefeito, relacionado com todo mundo". Em pesquisas locais de intenção de voto, aparece entre os primeiros lugares para Senado e governo, em disputa embolada com oponentes da região.

Oliveira vem conversando com partidos, "e o apontamento que eles me têm feito é para o Executivo estadual", afirma à Folha por telefone. Uma das conversas foi com o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência.

Diz que seu perfil "é de centro", mas evita esmiuçar preferências partidárias por ora, por ainda estar no Judiciário.

Reza a lei que, para concorrer no próximo pleito, magistrados devem pedir exoneração do cargo até abril, seis meses antes da eleição.

ADEUS, BRASIL

Caso neguem, adeus, Brasil. "Vou-me embora. Já cogitei Romênia porque tenho um genro lá. Não tenho condições de morar aqui sem proteção", diz o pai de três filhos, todos com diploma em direito.

O magistrado coleciona ameaças de morte. A primeira veio há 30 anos, quando alguém ligou para sua mulher, conta. "Pediram pra Maria Divino escolher a cor do caixão: roxo, branco, preto..."

Por WhatsApp, Oliveira envia um depoimento prestado em 2010 à Polícia Federal, de alguém convidado a assassiná-lo. Segundo o depoente, "o PCC arrumaria o dinheiro [R$ 2 milhões]". O mandante do crime queria contratar um menor de idade com este argumento: "Se no Iraque colocavam crianças para explodir, por que não colocar um adolescente para matar o juiz?".

Estratégia ventilada: "Arrombar a residência de um policial civil [aposentado], a fim de pegar farda, colete e distintivo", um disfarce para executar o atentado contra o juiz.

Alguns desses planos saíram do papel. Oliveira escapou de tiros e mais de uma vez dormiu num colchonete no fórum onde trabalha –uma vara de lavagem de dinheiro, assim como a do paranaense Sergio Moro, com quem já fez alguns "cursos de reciclagem", diz.

A rotina enclausurada é tema do documentário "Odilon, Réu de Si Mesmo", de Leandro Lima. O diretor conta que no começo estranhou "ir ao mercado de metralhadora, ser revistado para entrar na casa" de seu entrevistado. A produtora Your Mama tenta captar recursos para finalizar a obra, filmada em agosto.

O filme registra hábitos que Oliveira preserva, como fazer musculação cedinho e bebericar "um uisquinho" vez ou outra. De resto, diz o juiz, "abri mão de tudo. Vida social? Esse tempo todinho, não tenho. A gente [ele e Maria Divino] fazia dança de salão. Fazia."

ADEUS, IGREJA

A vigilância 24 horas por dia, sete dias por semana também desvirtuou a vida de católico praticante. "Não sou mais. O problema da segurança atrapalha muito. A igreja é a oficina da alma, não de violência. Entrar com pessoal armado e tal... Isso me constrange."

Outra fonte de embaraço: o boato de que o juiz tinha uma amante. Em 2015, ao site sul-mato-grossense "Capital News", atribuiu-o à "criminalidade organizada" que "queria de toda maneira me prejudicar e tentava me atacar moralmente". A versão de Oliveira: um grupo criou a farsa de uma mulher que cruzaria a fronteira, iria até uma TV com olho roxo e diria que recebeu um murro do concubino.

Lima retoma o caso em seu documentário. "Oliveira ironiza. Fala que é um cara superfiel: está com a mesma mulher, faz a mesma academia e vai à mesma manicure há anos."

Antes do documentário, veio a ficção "Em Nome da Lei" (2016). Trata-se da história do "responsável pela condenação de 200 traficantes e pelo confisco de mais de R$ 2 bilhões em dinheiro sujo", diz a sinopse da produção da Globo Filmes. Assim Mateus Solano descreve seu protagonista, inspirado no juiz: "É um cara que queria prender os bandidos e acabou ele mesmo preso".
FOLHA DE SÃO PAULO

APENAS A ESCOLA PARA CONTESTAR PÚBLICO, PRIVADO E A ESCOLA?


Leandro Silva, Pragmatismo Político

Mesmo com a sensação, ‘o que vai para frente é o atraso’, há resultados ‘positivos’ recentes e concretos na educação entre 2003 e 2015. Tais como universidades federais, programas de acesso a universidades privadas, escolas técnicas, acesso a ensino básico, em geral aumento de investimento na educação. Fique claro que essa afirmação não é minha, é fato. Basta realizar pesquisas, MEC, IBGE e ODM Brasil por exemplo. E até de periódicos de oposição no período, alguns tentam criar formulas com inflação e movimento dos astros, mas mesmo assim não conseguem rejeitar o fato. Aqui não me preocupo em citar números, isso fica para as campanhas eleitorais. (A busca critica pela informação colabora com o exercício reflexivo e democrático.)

O Brasil possui um atraso, comparado a dinâmica mundial, que exige décadas de crescente investimento. Não há nenhum indicador qualitativo qual o Brasil possa se orgulhar. O Brasil enfrenta a corrida para ofertar vagas em todos os níveis de ensino e acima de tudo oferecer ensino de qualidade. Em contraste a essa realidade/problema vivemos o momento em que o Brasil congela seus investimentos públicos. A população de recursos limitados está determinada a receber um ensino de acentuada decadência na qualidade. Mas e a mobilidade social? Meritocracia?

Programas do Estado de financiamento do ensino privado, radicalizo e considero como uma agenda opressora, pois fortalece as corporações que vendem educação e contribui para a alteração de percepção onde educação deixa de ser um direito e se torna um serviço. Mas como resolver o problema do acesso? A transferência de recurso público para empresas privadas é a única opção?

Realidade descolada, onde o Estado e o indivíduo não veem o mesmo. O Estado desenvolve seu mecanismo de aferição e propaganda que possa melhor extrair o que lhe convém da realidade. Os avanços quantitativos possuem seu valor considerando as condições históricas do Brasil.

Mas hoje, 2017, mesmo considerando os resultados recentes, na pratica, não há o que comemorar, avançamos na alfabetização, mas com número elevado de analfabetismo funcional, acesso ao ensino superior ainda é insuficiente, falta de professores, a qualificação dos professores é problemática, estruturas físicas deficientes das escolas e universidades. Sem falar sobre salário dos servidores da educação, salários atrasados e mais. Eles têm os números, nós temos a realidade que não se converte em números.

Avança a imagem construída pela propaganda do ensino privado, onde relaciona o privado a qualidade e público a péssima qualidade, especialmente quando se refere a ensino básico e médio. Ideário de fundamento liberal, Estado ineficiente e não esquecer, corrupto. Essa imagem colabora, no ponto de vista liberal, na problemática de outras questões não menos urgentes. Lembrando, Estado que financia a indústria do ensino que se volta contra ele. Será o Estado é um ideário ultrapassado? O que significa ‘É dever do Estado…’? Estados, incluo todos, não seriam hoje apenas facilitadores da circulação de capital e ideologias que protejam o capital? Questões urgentes, mas para ‘outro momento’, voltando.

A educação é um direito, direito conquistado, não um serviço. É preciso criticar para além do investimento financeiro. É preciso avanços quantitativos e qualitativos. É preciso deixar de fortalecer instituições prestadoras de serviço.

Estado, o ente problemático, deve oferecer ensino de qualidade para todos em todos os níveis. A política adotada e praticada deve ser centrada em velocidade com qualidade e a partir disso exigirmos mais e mais investimentos. No movimento continuo para a mesma direção, gradualmente conseguiremos não só alcançar melhores resultados quantitativos como qualitativos. Crescimento nos indicadores para que possamos nos orgulhar, como também desfigurar essa percepção comum de que o público é adjetivo de péssima qualidade, percepção que nos é muito cara. Poderemos assim contestar os privilégios e possibilitar o caminho para uma sociedade com menos desigualdade.

Incomoda (também) o ideário de que a educação é a cura dos males do mundo. Mas a educação emancipadora ainda é o paradigma vigente dada sua ausência prática. Inclusive, basta observar a urgência das mazelas sociais que são consequência.

Ficaram (propositalmente) questões em aberto, justamente para apontar que são (algumas) repetidas. Mas nós não estamos a fazer as perguntas erradas? Para todos aqueles que possuem algum ideário de realidade, será que não precisamos de perguntas com mais qualidade? A razão como fundamento para solucionar problemas causados pela razão estará a risco de estabelecer nova tirania. Há uma pergunta anterior ao ‘como’ que nos escapa.

…na aula de matemática enquanto o ‘professor’ falava, alguns ‘alunos’ jogavam no celular por detrás do ‘livro’. Uns desenhavam na ‘mesa’, outros conversavam. Talvez um ou dois observavam o ‘professor’. O ‘professor’ segurava um ‘livro’ enquanto usando um ‘giz’ escrevia na ‘lousa’… É tudo culpa das aspas como me ensinaram na escola. Ou falta verbo?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

TERREMOTO DE 4,5 GRAUS É REGISTRADO EM RIO BRANCO DO SUL

Rio Branco do Sul e São Jerônimo da Serra registraram tremores na madrugada.


Por Redação



Um fenômeno incomum deixou muita gente preocupada em duas cidades do Paraná entre a noite deste domingo (17) e madrugada de segunda-feira (18). Houve registro de terremoto em Rio Branco do Sul e São Jerônimo da Serra na região norte do Paraná, segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Confira os dados na tabela abaixo.


Segundo o Centro, o terremoto em Rio Branco do Sul atingiu 4,5 graus de magnitude e foi registrado a uma profundidade de 52 quilômetros. Já o registrado em São Jerônimo da Serra foi mais forte. A USP registrou magnitude de 5,1 graus a uma profundidade de 10 quilômetros.


O tremor registrado em Rio Branco do Sul pôde ser sentido também nas cidades próximas, como Itaperuçu, Almirante Tamandaré e Colombo. Em Curitiba houve registros nos bairros portão e Fazendinha.




Segundo o Centro de Sismologia as localizações e profundidade podem conter um erro de variação, mas na região metropolitana de Curitiba muita gente sentiu a terra tremer. Nenhum atendimento foi registrado.


A Defesa Civil do Paraná informou que ainda não havia pedido apoio dos Bombeiros em suas bases nas duas cidades.


Mais informações em breve!




TRIBUNA DO PARANÁ

domingo, 17 de setembro de 2017

CRIATURA ESTRANHA APARECE EM PRAIA APÓS PASSAGEM DE FURACÃO


"Foi completamente inesperado, não é algo que você normalmente encontra na praia". Misteriosa criatura do mar aparece em praia do Texas após passagem de furacão
Criatura encontrada no mar do Texas


Uma misteriosa criatura do mar apareceu numa praia do Texas, após a passagem do furacão Harvey no final de agosto.

A carcaça do animal sem olhos e com dentes afiados foi encontrada por Preeti Desai, que trabalha para uma sociedade de conservação de pássaros nos EUA. Ela fotografou o animal e pediu ajuda no Twitter para identificá-lo.

Ela postou várias fotos com a legenda: “Ok, que diabos é isso?”.

O pedido dela foi encaminhado ao biólogo e especialista em enguias Kenneth Tighe, que acredita que se trate de uma enguia do tipo Aplatophis chauliodus, da família Ophichthidae, pertencente à ordem dos anguilliformes – das enguias e moreias.

O especialista, contudo, não foi categórico. Levantou a possibilidade de o animal ser um representante de outras duas espécies de enguia que também são comuns na costa do Texas e têm dentes grandes parecidos com presas.
Os Aplatophis chauliodus, que já foram vistos na costa do Nordeste brasileiro e assunto de um estudo da Universidade Federal de Alagoas, geralmente vivem na costa Atlântica do sul da América do Norte, Caribe e norte da América do Sul, a uma profundidade de 30 a 90 metros. Eles passam a maior parte do tempo escondidas em buracos no fundo do mar.

O furacão Harvey, que provocou fortes ventanias e enchentes no Texas, pode explicar por que o animal apareceu na praia no Golfo do México.

Desai diz ter encontrado a carcaça enquanto averiguava os danos provocados pelo Harvey na praia. Ela cuida do setor de mídias sociais na Audubon Society, organização americana voltada para a conservação de pássaros. “Foi completamente inesperado, não é algo que você normalmente encontra na praia”, disse ela à BBC.

Ela conta que pensou que pudesse ser alguma criatura do mar profundo. No Twitter, disse que não era assustadora, nem colossal. “Não era um monstro”.

“Minha primeira reação foi curiosidade, queria descobrir o que era”, disse.

Desai disse que postou as imagens no Twitter porque muitos cientistas usam a rede social. Um amigo dela logo respondeu, colocando-a em contato com o biólogo.

“Eu sigo muitos especialistas e pesquisadores. Há uma comunidade enorme desse pessoal que é muito útil, especialmente quando é preciso buscar respostas sobre o mundo e identificar animais e plantas”.

Desai afirma que deixou a criatura na praia para deixar a “natureza seguir seu curso”.

BBC Mundo

5 FRASES PARA NUNCA DIZER A PAIS E CRIANÇAS DEFICIENTES

Mesmo que a intenção seja a melhor possível, algumas frases ditas com muita frequência para pais de crianças com deficiência magoam e até ofendem. A seguir, confira 5 exemplos que devem ser evitados



Mesmo que a intenção seja a melhor possível, algumas frases ditas com muita frequência para pais de crianças com deficiência magoam e até ofendem. A seguir, confira 5 exemplos que devem ser evitados e as respectivas dicas de como agir adequadamente:


1. “Pais especiais recebem filhos especiais”

Pode parecer um elogio, mas traz uma mensagem dúbia. O fato de ter um filho com deficiência não faz de ninguém uma pessoa melhor ou pior. A maneira com que os pais lidam com a situação, sim, podem transformá-los e levá-los a enxergar as coisas de outra forma. Por trás desse clichê, há a ideia de que esses pais “mereceram” uma criança com deficiência e, por isso, devem suportar todas as implicações que isso traz sem reclamar. O bordão minimiza o sofrimento e a luta dessas pessoas.

Quer dar uma palavra de apoio? Que tal substituir por “Vocês são os melhores pais que essa criança poderia ter”?
2. “Você deve cuidar bem de si para cuidar melhor de seu filho”

A frase é destinada especialmente às mães (reflexo de machismo). Embora haja uma parcela de verdade, soa ofensiva. Afinal, ninguém sabe o quão atribulada é a rotina dos pais. Além de muitas vezes exigirem cuidados diferenciados em casa, as crianças costumam frequentar fisioterapia, consultas médicas, fonoaudiólogo etc. Quem não gostaria de passar algumas horas se cuidando em vez de coordenar horas de terapia e outras coisas da família?

Se a intenção é ajudar a pessoa que está precisando de um tempo para si, não critique. Ofereça algumas horas do seu próprio tempo para cuidar da criança enquanto a mãe vai sair com amigos ou o pai quer cortar os cabelos (ou apenas quando eles querem tirar uma soneca). Essa colaboração será mais do que bem-vinda.
3. “O que houve com o seu filho?”

É um pecado mortal desejar saber o que se passa com a criança? Não. Só que, em algumas circunstâncias, os pais não têm todas as respostas. Há casos em que os diagnósticos demoram anos para terem uma conclusão. E, em português claro, esse tipo de informação não é da conta de ninguém. Aliás, é um direito dos pais proteger a privacidade do filho e que devem falar sobre o assunto apenas se tiverem razões apropriadas para isso.

Se você está perguntando por querer demonstrar seu interesse, o melhor, sempre, é mostrar que está à disposição para ouvir. Seus amigos têm um filho com uma deficiência e estão cheios de problemas? Deixe que desabafem, sem fazer perguntas.
4. “Como você consegue? Deve ser muito difícil…”

Criar filhos não é fácil. Mas, a partir do momento em que alguém escolhe ser mãe ou pai, procura dar o seu melhor, independentemente de o filho nascer ou não com uma deficiência. Comparar uma criança a um fardo é de um tremendo mau gosto, insensibilidade e um engano: crianças sempre dão alegrias aos seus pais. E cada um se vira com o que tem e como pode, e isso não é da conta de ninguém.

Mais uma vez, vale a dica: se você está realmente preocupado com a rotina sobrecarregada dos pais de uma criança (qualquer uma, aliás), ofereça ajuda. Se os pais estão sem tempo de ir ao banco pagar uma conta, faça isso. Comprar mantimentos no mercado, tomar conta das crianças, levar o carro no mecânico… Qualquer coisa útil.
5. “Só nos é dado aquilo com que conseguimos lidar”

Isso supõe que a pessoa tem de enfrentar ou aprender a encarar a situação. A questão é: e se ela não puder lidar com isso? Ou, pior, e se essa frase for dita justamente no momento em que os pais desejam compartilhar suas angústias e pedir ajuda? Dizer algo assim pode fazer com que eles sintam que não podem discutir seus sentimentos e preocupações, porque eles “supostamente” devem saber lidar bem com as circunstâncias.

Quando a sua intenção é mostrar admiração por uma pessoa que cuida bem do filho ou filha, troque a frase acima por “Eu admiro seu esforço e dedicação”. É mais gentil.

Fonte: Juliana Endres, especialista em turismo/hotelaria, mãe de Isadora, 3 anos, que tem Síndrome de Williams; Leticia Gomes Gonçalves, psicóloga, doula, consultora em disciplina positiva, escritora no blog Conversa entre Marias e tia do Levy, 7 anos, que tem paralisia cerebral; Marley Galvão, jornalista, escritora no blog Mundo da Bela, mãe de Isabela, 6 anos, que tem paralisia cerebral; Monica Pessanha, psicopedagoga e psicanalista infantil e de adolescentes, de São Paulo (SP), e Sueli Adestro, coordenadora da equipe da área pedagógica do serviço de reforço escolar Tutores BR (UOL)

SERGIO MORO E LULA MENTIRAM EM DEPOIMENTO DA ÚLTIMA QUARTA-FEIRA

Levantamento revela que tanto o juiz Sergio Moro como o ex-presidente Lula fizeram alegações comprovadamente falsas durante o depoimento da última quarta-feira. Confira
Moro e Lula

Em pouco mais de 2 horas de pronunciamento, o ex-presidente Lula prestou, na última quarta-feira, esclarecimentos sobre a acusação de ter recebido propina da Odebrecht na forma de um terreno em São Bernardo, onde seria erguida a sede do Instituto Lula, e de uma cobertura vizinha à atual residência do ex-presidente.

Em sua fala final, Lula também criticou Antonio Palocci e sugeriu que seu depoimento prestado na semana passada, no qual falou em “pacto de sangue” do ex-presidente com a Odebrecht, é uma tentativa do ex-ministro de repassar sua responsabilidade à frente por seus ilícitos.

“Vi o depoimento do Palocci, muita gente achou que eu ia chegar aqui com muita raiva do Palocci. Ele está preso há mais de um ano, tem o direito de querer ser livre, de ficar com pouco do dinheiro que ele ganhou fazendo palestra. Se você não quer assumir responsabilidade pelos fatos ilícitos que você fez, não jogue em cima dos outros”, disse Lula a Moro.
Contradições e falsas afirmativas

Um levantamento do projeto Lupa — agência brasileira de ‘fact-checking — revela que tanto Sergio Moro como o ex-presidente Lula caíram em contradição e proferiram falsas afirmativas em alguns momentos do depoimento da última quarta. Veja o resultado:

AFIRMAÇÃO FALSA DE SERGIO MORO: “Esse é um processo que envolve essa acusação específica, não tem nada a ver com Brasília, imprensa”

A denúncia feita pelo Ministério Público Federal tem 188 páginas. O documento contém referência a pelo menos 10 reportagens publicadas nos últimos anos. Os procuradores citam diversos trabalhos que mencionam a aparente intenção de Lula de construir uma sede para seu instituto em São Paulo ainda durante seu último ano de mandato presidencial. Na denúncia estão elencados, por exemplo, uma coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo e uma reportagem da Istoé Dinheiro, que relatava a participação do pecuarista José Carlos Bumlai na compra do terreno. Ainda há citações a notícias dos portais UOL e IG sobre o mesmo tema.Procurado, o juiz Sergio Moro não retornou.

AFIRMAÇÃO FALSA DE LULA: “Não respondi nada. Não falei nada [sobre o depoimento do Palocci]”

Preso desde setembro de 2016, Antonio Palocci disse à Justiça Federal que Lula recebeu o terreno do instituto que leva seu nome como forma de disfarçar propina. Seria parte de um “pacto de sangue” feito com a Odebrecht para levar R$ 300 milhões ao PT. Lula reagiu à fala de Palocci no mesmo dia. O perfil oficial do ex-presidente no Facebook publicou um texto classificando o depoimento como “contraditório” e algo que “carece de provas”. O mesmo texto foi republicado no dia seguinte no portal do Instituto Lula. Entre o depoimento de Palocci e o de Lula, as redes sociais do ex-presidente também compartilharam dois vídeos feitos pela defesa. Neles, são feitas críticas ao depoimento do ex-ministro petista. Procurado, o ex-presidente respondeu por nota que, embora a postagem tenha sido feita em seu perfil oficial, foi “um pronunciamento da assessoria” e “não foi uma fala dele”.

AFIRMAÇÃO VERDADEIRA DE SERGIO MORO: “Eu não fiz denúncia nenhuma [contra Lula]”

Apesar de se comportar como acusador de Lula, como apontou Kennedy Alencar, o juiz Sergio Moro, na prática, não fez nenhuma denúncia formal contra o ex-presidente. As denúncias apresentadas contra o ex-presidente Lula partiram do MPF – não do juiz federal. Segundo as leis brasileiras, a polícia é responsável por abrir um inquérito e investigar a existência de crimes. O MP também promove investigações próprias ou em parceria com a PF e é o responsável por oferecer as denúncias ao Judiciário. Quando o juiz aceita a denúncia, o investigado vira réu e passa a se defender no tribunal. No fim do processo, é o juiz quem decide a condenação e emite uma sentença. Há espaço para recursos em segunda instância e nos tribunais superiores: STJ ou STF.

AFIRMAÇÃO VERDADEIRA DE LULA: “Tirei o Palocci do meu governo em março de 2006 porque saiu na imprensa que ele frequentava uma casa, e ele não soube explicar”

Segundo o Ministério da Fazenda, Palocci deixou seu cargo no governo Lula no dia 27 de março de 2006. Na época, havia a CPI dos Bingos, e o então ministro era acusado de se encontrar com lobistas em uma mansão em Brasília. A testemunha da CPI era o caseiro do local, Francenildo Costa. No dia seguinte ao depoimento dele à CPI, seu sigilo bancário foi quebrado. O MPF apontou o envolvimento de Palocci nessa divulgação ilegal. Depois, o Supremo arquivou o processo contra o petista.

AFIRMAÇÃO VERDADEIRA DE LULA: “Sou motivo de uma outra ação do MP por causa de uma medida provisória aprovada por unanimidade no Congresso”

Lula foi denunciado por corrupção passiva nesta semana, em caso investigado pela Operação Zelotes. Lula, o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência Gilberto Carvalho e outras seis pessoas foram acusados pelo MPF de produzir uma medida provisória que favoreceria, sobretudo, o setor automotivo do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Em contrapartida, a acusação diz que lobistas teriam oferecido R$ 6 milhões em propinas para o ex-presidente e intermediários. A MP foi aprovada por unanimidade no Senado, em 25 de março de 2010, e na Câmara dos Deputados, em 16 de dezembro de 2009.

informações da Agência Lupa

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

CENTRO DE REABILITAÇÃO JÁ OFERECE SERVIÇO CIRÚRGICO AMBULATORIAL


O Centro Hospitalar de Reabilitação em Curitiba já oferece pequenos procedimentos cirúrgicos que dispensam a internação hospitalar. A sala agiliza o atendimento e trazer mais qualidade ao paciente. Entre os procedimentos está a aplicação de neurotoxina botulínica (botox) em pacientes com lesão neurológica que tenham sofrido comprometimento de membros e apresentem rigidez muscular.

“Estamos fortalecendo o hospital com uma novidade que vai trazer mais qualidade e agilidade ao atendimento das pessoas que precisam de reabilitação”, destacou o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto.

O Centro vai atender os pacientes de Curitiba e das 93 cidades compreendidas nas regionais de saúde (RS) da macrorregião leste (1ª RS – Paranaguá, 2ª – Curitiba, 3ª – Ponta Grossa, 4ª – Irati, 5ª - Guarapuava, 6ª – União da Vitória e 21ª – Telêmaco Borba). O atendimento será feito mediante encaminhamento de uma unidade de saúde dessas regiões.

O Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier fica na Rua Quintino Bocaiuva, 329 - Cabral, Curitiba – PR. Nele, existem 23 consultórios médicos, psicológicos, de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, musicoterapia e demais especialidades. Quem quiser obter mais informações basta acessar o site da instituição ou ligar para (41) 3281-2600. 


GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

RATINHO JUNIOR PARTICIPA DA ABERTURA NACIONAL DO PLANTIO DA SOJA NO PARANÁ




Em Goioerê, às 11 horas desta sexta-feira, 15, o deputado Ratinho Junior (PSD) participa da Abertura Nacional do Plantio da Soja, na Fazenda Esteirinha. Organizado pela Associação dos Produtores de Soja do Brasil, Aprosoja Paraná e pelo Canal Rural, o encontro é o maior do setor do País, reúne especialistas e produtores e debaterá temas relacionados à safra 2017/2018. Em seguida, Ratinho participa de almoço com 400 lideranças rurais e produtores de soja presentes no

MULHER FILMA O PRÓPRIO ESTUPRO E CONSEGUE PRISÃO DO CRIMINOSO

"Filmei meu próprio estupro e consegui a prisão do meu agressor". Jovem de 19 anos estuprada perto de casa conseguiu que o homem que a atacou fosse condenado
Lillian Constantine e seu estuprador

A britânica Lillian Constantine, 19 anos, foi estuprada em 2016 na cidade de Kent, interior da Inglaterra. Após filmar o próprio estupro, a jovem conseguiu que o agressor fosse condenado à prisão. O caso foi repercutido por veículos da mídia internacional, como o Daily Mail.


Em depoimento impactante concedido ao Today Programme, da BBC, Lillian forneceu detalhes da violência sexual que sofreu.

Com seu relato, Constantine busca estimular outras vítimas de abuso sexual a denunciar os crimes para a polícia. “Quero que as pessoas saibam tudo o que acontece depois de um estupro”, declarou ao programa.

Leia trechos de seu relato:

Quero que as pessoas saibam tudo o que acontece depois de um estupro.

Não falo só de quão terrível é ver seu corpo se transformar em uma cena de crime e ter que responder muitas vezes às mesmas perguntas.

Estou falando também de tudo o que é preciso fazer e, mais importante, do fato de que as coisas melhoram com o tempo.

Há um ano, um desconhecido me estuprou quando eu estava a 60 segundos da minha casa. Eu tinha 18 anos.

Estava completamente escuro e eu apertei o botão de gravação no meu celular pensando que o homem iria parar e sair correndo quando visse a luz.

Gritei para ele: “Estou filmando, estou filmando! Você não vai escapar”. Mas ele me jogou no chão e me estuprou mesmo assim.

Eu xingava ele, gritava por ajuda. Pensava: “esse homem deve ser um maníaco”.

Não demorou muito, mas minha impressão era de que não terminava nunca.

Eu estava tão perto da minha casa que nem me passou pela cabeça sentir medo.

Corri para casa e meus pais chamaram a polícia. Me disseram que eu não podia tomar banho, escovar os dentes nem pentear o cabelo.

Parece clichê dizer isso, mas você se sente tão suja… tudo o que eu queria fazer era tirar aquelas roupas de mim e entrar no chuveiro.

Nos disseram que deveríamos ir ao Centro de Referência de Violência Sexual mais próximo, que não abriria até a manhã seguinte e estava a 45 minutos de distância de carro.

Na verdade, esse centro serve para fazer uma perícia forense do seu corpo. É surreal.

No momento em que você entra, tem que se despir por completo. Precisa se deitar em uma maca de metal enquanto uma pessoa coloca instrumentos em sua vagina. Eles medem cada milímetro dos hematomas e cortes.

As mulheres que trabalhavam no centro eram muito atenciosas. Conversamos sobre minhas tatuagens, e elas fizeram eu me sentir muito segura.

Fiz um exame de doenças sexualmente transmissíveis, um exame de HIV e um teste de gravidez.

Também me deram profilaxia pós-exposição para evitar o contágio pelo vírus HIV. Eu nem sabia que isso existia. Depois tive que tomar o medicamento três vezes por dia durante um mês.

A medicação me deu ânsia de vômito e náusea. Enquanto eu estava em tratamento, tinha que ficar indo ao médico. Por isso, me furaram e me examinaram constantemente nesse primeiro mês.

Eu era uma estudante e me tornei alguém que estava com frequência na delegacia. Me sentia um rato de laboratório.

Não consigo nem contar quantas vezes expliquei minha história para a polícia.

Uma vez, me fizeram perguntas extremamente íntimas sobre o estupro: “Ele levantou ou abaixou sua saia? Penetrou você deste lado ou do outro?”.

Eu não esperava isso. Comecei a pensar que era uma perda do meu tempo e da minha vida. Comecei a ficar deprimida.

Isso consumiu minha vida inteira. Me perguntei por que estava fazendo isso comigo mesma.

Nesse momento, pensei em retirar a queixa.

Eu não sou a única que pensa em desistir da denúncia. Há tantas pessoas que são agredidas e não dizem nada… Eu pensei: “por que não posso ser uma delas? Por que tenho que fazer isso?”

No fim das contas, meu plano de “deixar pra lá” só durou uma semana. Se eu tinha a oportunidade de tirar esse criminoso das ruas, tinha que tentar. Senão, ele agora estaria livre nas ruas.

Eu tinha uma responsabilidade e, apesar de ter sido muito difícil, me convenci de que tinha que continuar com isso.

De certo modo, eu queria provar algo para mim mesma. Me lembro de estar sentada na minha cama e pensar: “se eu consigo fazer isso, consigo fazer qualquer coisa”.

Sem o vídeo que eu gravei, talvez meu agressor nunca tivesse sido encontrado. No julgamento, foi utilizado como prova grave.

Ele se declarou culpado de algumas das acusações e foi condenado a 13 anos de prisão.

Eu estava com minha mãe, minha assistente social e outras pessoas que me ajudaram, e vi como eles ficaram aliviados. Todos aqueles meses de estresse e de ansiedade terminaram de repente.

Eu também senti isso – um alívio impressionante. Eu senti que um ciclo se fechava. Agora eu podia seguir em frente com a minha vida.

[…]

Muitos filmes mostram como vítimas de agressões sexuais se isolam ou perdem a cabeça. Precisamos de mais vítimas que mostrem que as coisas não tem por que saírem do controle.

Não deixe que o estupro consuma você, nem que ele defina você. A sensação é a de que o processo é tóxico e desanimador. Mas tenha em mente que você está buscando justiça, e isso é importante. E que você está conseguindo superar.

Todos os dias eu digo a mim mesma: “coisas ruins aconteceram, mas você precisa se levantar e continuar lutando”.

Lembre-se: você não está errada. Você é uma vítima e uma sobrevivente, então tem que ir até o fim.