quarta-feira, 2 de agosto de 2017

MICHEL TEMER PEDE 'PUXADOR DE PALMAS' APÓS REJEIÇÃO RECORDE NO IBOPE

Temer pede 'puxador de palmas' e promete 'não passar em branco'. Pedido do presidente ocorreu na sequência da divulgação da mais recente pesquisa Ibope, que revelou que a aprovação de seu governo é de 5%, pior índice da história



O presidente Michel Temer pediu um “puxador de palmas” no Palácio do Planalto, durante cerimônia na última semana para comemorar assinatura da concessão de quatro aeroportos (Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis).

Uma hora antes da cerimônia, pesquisa CNI/Ibope mostrou que a aprovação de sua gestão é de apenas 5%, a pior desde o fim da ditadura. E, nesta quarta-feira (2), a Câmara deve votar se a denúncia por corrupção passiva contra o peemedebista vai prosseguir.

O índice de rejeição a Temer — os que consideram o governo “ruim ou péssimo” — chegou a 70%. Confiam no presidente apenas 10% da população, segundo a pesquisa, e 52% consideram que seu governo é pior do que o de Dilma Rousseff.

“Aliás, estavam faltando palmas, viu? Eu disse aqui ao Moreira e ao Padilha que na próxima vez vamos trazer um puxador de palmas. Alguém bate palmas e outros batem”, disse o presidente durante a cerimônia no Planalto, após pedir palmas para ministros.

Em uma gafe, ele chamou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, de “secretário”, em seu terceiro dia à frente da pasta.

“Mas aqui as palmas, eu sempre digo, vieram do coração, do reconhecimento”, emendou, dizendo que as palmas são “a voz mais eloquente do corpo”.

O peemedebista prometeu que aprovará três reformas: previdenciária, tributária e política. A primeira está emperrada na Câmara há quase três meses. Já a tributária foi prometida no último dia 17 em “brevíssimo tempo”, a despeito de ter sido prometida pelo próprio Temer em março.

A política, por sua vez, ainda tramita no Congresso. Em junho do ano passado, ainda no governo interino, Michel Temer também dissera que queria essa reforma em “brevíssimo tempo”.

“Se conseguirmos realizar essas três, como conseguiremos, essas três novas reformas, ninguém poderá dizer que nós passamos em branco nesses dois anos e pouco de governo”, garantiu o presidente.

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